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Por Redação Guia da Semana

Não vemos as coisas como elas são, mas sim como nós somos - Parte 2

Fotos: www.sxc.hu
Na semana passada, iniciei escrevendo sobre as dez dicas sobre como lidar com as diferenças culturais, destacando as primeiras cinco. Agora, vamos continuar com as demais. Prontos? Vamos começar:

Dica 6: Comunique-se de uma maneira simples e devagar! Não importa se você está no papel de viajante ou anfitrião, lembre-se de que o seu interlocutor pode ter dificuldades em entendê-lo. Procure expressar-se de maneira simples e clara para que não haja ruídos na comunicação. Use sua empatia. Se você estiver com um visitante no seu país, jamais goze dele e de sua maneira de falar. Lembre-se de que a pessoa está se comunicando em seu idioma fazendo com que você não precise se esforçar para falar a outra língua. Portanto, tenha paciência e use sua imaginação (ou pergunte) para entender o que estiver com dúvida. O dia em que você visitar em outro país poderá enfrentar o mesmo (ou até mais) problemas!

Dica 7: Não esqueça as diferenças culturais mais sutis! Geralmente, percebemos só as dificuldades mais gritantes como idioma, comida, roupa, gestos e acreditamos que essas são as únicas existentes. Não nos deparamos com as diferenças sutis que, normalmente, causam grandes problemas. Por ser considerado íntimos demais por norte-americano ou norte-europeu, o simples fato de algumas mulheres saírem em público. A entrega de um saleiro na mão do cliente no restaurante sempre colocando o objeto sobre a mesa e não na mão do hóspede? Os finlandeses acreditam que esta simples gentileza dá azar!

Dica 8: Respeite o espaço de seu interlocutor! As diferentes culturas utilizam o espaço físico de maneiras distintas. Você já observou que para muitas outras culturas, a distância ideal entre duas pessoas é de aproximadamente um metro, enquanto nós, brasileiros, gostamos de chegar mais perto? Isto fica bem evidente em um coquetel quando observamos que os estrangeiros se mantêm acuados pelos cantos do salão enquanto os brasileiros chegam cada vez mais perto um dos outros. Há um caso famoso de um hotel na cidade de São Paulo. Certa vez, um alemão morreu porque seu interlocutor brasileiro o cercava e ele caiu de costas pela sacada do prédio. Mais íntimos ainda são os árabes, que chegam tão perto da outra pessoa que sentem a respiração, fato necessário para o árabe estabelecer um clima de confiança.

Dica 9: Seja tolerante com os outros! Esta competência vale não somente para o convívio com outras culturas, mas também para a nossa sociedade. Aceite maneiras diferentes de fazer as coisas. Pode acreditar, nem todas as pessoas vão concordar com SEU JEITO de ser! No contato com outras culturas, seja tolerante com a ambigüidade, afinal sua própria natureza terá uma determinada expectativa nem sempre atendida. Quando você vai para os EUA, por exemplo, para conduzir uma negociação comercial, prepare-se, pois seu interlocutor norte-americano irá direto ao assunto. Sua natureza brasileira, na tentativa de criar um clima agradável, vai querer falar primeiro do tempo, da família ou coisas do tipo, porém resista: nos EUA, vai-se direto ao ponto e é bem possível que seu parceiro queira fechar o negócio já no primeiro encontro!

Dica 10: Nunca deixe de ser você mesmo! Esta última dica talvez seja a mais importante porque parece quase impossível cumpri-la: adaptar-se o suficiente a outra cultura sem deixar de ser você mesmo. Como sempre digo em meus treinamentos, não suponha que ser você mesmo será suficiente para ter sucesso lá fora! Ou seja, tome cuidado para não adotar a atitude "sempre fui assim e, aqui, vou ser assim também. Ou me aceitam ou o problema é deles". Fato é que meu jeito de ser, enquanto aceito em meu país, pode ser totalmente inadequado quando vou para outro contexto cultural! Por outro lado, sem dúvida, temos que nos adaptar aos costumes locais, porém sem deixar de sermos nós mesmos. Mais cedo ou mais tarde, poderemos enfrentar uma crise pessoal muito grande. Falo por experiência própria. Após anos vivendo no Brasil, peguei-me querendo ser brasileiro quando, na realidade, sou alemão (e nunca deixarei de ser)!

A meu ver, estas dez dicas são as principais que precisamos observar quando temos contato com diferenças culturais, sociais ou entre as gerações. Recomendo que as leve na próxima viagem e não as esqueça, principalmente na hora de experimentar algum "choque cultural". Caso o seu interlocutor tenha estudado um material parecido, tenha certeza de que o convívio em nosso planeta será mais agradável para todos! Desejo Você, caro leitor, maravilhosas viagens e riquíssimas experiências no contato com outros povos! Até breve!

Quem é o colunista: Sven Dinklage

O que faz: aproximar culturas

Pecado gastronômico: costela de boi

Melhor lugar do Brasil: uma ótima adega na Serra Gaúcha

Fale com ele: [email protected]







Atualizado em 6 Set 2011.

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