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Por Redação Guia da Semana

Nordeste ´arretado´ - parte 3

Fotos: Monica Campi
Ponte Estaiada Newton Navarro, em Natal

E aí pessoal! Na última coluna contei para vocês a segunda parte da minha incrível viagem de quatro dias pelo nordeste; falei sobre as lindas praias de Pernambuco e do nosso pequeno empecilho, quando o pneu do carro furou! E dei um gostinho da última parte dessa viagem - que retrato nessa coluna - onde visitamos Natal e as incríveis praias da Pipa e do Amor.

Até hoje estou encantada com Natal, capital do Rio Grande do Norte. A região é uma das principais do nordeste e a que mais investe em turismo, e isso pode ser notado durante qualquer passeio realizado por lá! A começar pelos habitantes, pessoas sempre bem humoradas e solícitas. A gastronomia também é um ponto marcante, especialmente para quem não mora em cidades litorâneas. Isso porque o prato principal em Natal é o camarão. Tudo gira em torno do camarão e da lagosta.

Aliás, no primeiro dia em Natal resolvemos ir a um dos muitos rodízios de camarão que tem na cidade, como já contei na coluna passada. Depois desse banquete (!?), voltamos ao hotel (que na verdade era um hostel, mas bem jeitosinho) e por lá ficamos até o dia seguinte, quando planejávamos conhecer algumas praias de Natal e fazer um dos famosos passeios de buggy nas dunas de Genipabú. Mas claro, como não poderia deixar de ser, nossos planos não ocorreram bem assim.

Estávamos tão cansados da viagem, do pneu furado e acho que o rodízio de camarão não foi lá a melhor escolha para o horário, e acabamos acordando tarde no dia seguinte. Fomos então direto para Genipabu, o maior parque de dunas do nordeste, que fica a cerca de 15 quilômetros distante do centro de Natal. Os passeios de buggy por lá, além dos passeios com Dromedários, são famosos mundialmente e eu queria que meus amigos conhecessem esse lugar e o incrível passeio que é (pois já havia feito uma vez há uns anos). Ou seria. Quando chegamos lá tivemos nossa primeira - e única - decepção em Natal: o preço do passeio para quatro pessoas era muito alto para nós, 160 reais por duas horas de passeio. Ficou para uma próxima vez, que será em breve. Assim pretendo.

Depois dessa pequena decepção, foi a hora de nos despedirmos de Natal, sem ao menos termos entrado no mar (que, aliás, tem um tom de azul e verde lindíssimo), e seguir viagem para a Praia da Pipa e Praia do Amor, ambas cerca de 80 quilômetros ao sul de Natal. Como só passaríamos esse resto de dia por lá, e tendo em mente que o pôr-do-sol nessa região não passa das 5 horas da tarde, então tentamos curtir ao máximo o fim da nossa viagem Amazing Race.

A Praia da Pipa é bem pequena, mas superlotada. E isso porque fomos fora da alta temporada e mesmo assim a quantidade de pessoas por metro quadrado foi a maior que encontramos durante toda a viagem. A estrada até a Pipa, apesar de perigosa, tem um visual muito bonito e permite que você conheça também outro lado do nordeste, muito pouco visto. Vilas isoladas no caminho, casas de pau-a-pique e muitos idosos. Uma parte do país ainda mais abandonada pelo governo e que carrega muitas histórias de vida.

A praia em si não tem muita diferença de todas as outras que vimos, mas o clima e a animação da cidade é que fazem a visita valer realmente à pena. O mar é um pouco agitado, mas sempre com as águas mornas, lembrando bastante Porto de Galinhas. A região ainda possui muitas pousadas, restaurantes e diversas opções de passeios guiados, mas não tivemos tempo de conhecer tudo isso. Fica a dica para quem for conhecer essa região, não deixar de explorar ao máximo o lugar que vale a pena.



Saindo de lá resolvemos ver o pôr-do-sol na Praia do Amor (foto), outra pequena praia vizinha à Pipa. E confesso que deveríamos ter pensado em ir para lá antes! Quando chegamos por lá não tínhamos dado conta de que estávamos em cima das falésias e que para descer até a praia era necessário utilizar uma enorme escada de madeira localizada na costa de uma dessas falésias. Como chegamos no fim do dia, não deu para descer, mas só de olhar acho que a distância até lá embaixo era de mais ou menos 50 metros!! Era bem alto. E foi a melhor sensação que tive durante toda a viagem. A vista era deslumbrante, o som do vento e a brisa do lugar deixavam você sem palavras por muito tempo. Apesar de não ter conseguido ver diretamente o pôr-do-sol (pois o morro das falésias encobria a parte oeste da praia), a vista ainda sim foi muito bonita e revigorante. Agora estávamos prontos para voltar para casa, além de ter cumprido nossa missão nessa inesquecível viagem Amazing Race!!

E essa foi minha divertida - e rápida - passagem pelo nordeste. Espero que tenham gostado. Nas próximas colunas vou contar um pouco sobre minha viagem à China, em comemoração às Olimpíadas de Pequim. Até lá!

Quem é a colunista: Monica Campi

O que faz: jornalista

Pecado gastronômico: doces e junkie food

Melhor lugar do Brasil: Todo o Nordeste

Fale com ela: [email protected]




Leia as colunas anteriores da Monica
? Nordeste ´arretado´

? Nordeste ´arretado´ - Parte 2

Atualizado em 6 Set 2011.

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