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Turismo
Por Redação Guia da Semana

Nos braços de Sergipe

Descubra tudo o que há de bom nesse pedacinho de céu com jeitinho de casa da mamãe.

Férias, tão planejadas e aclamadas por uma trabalhadora e estudante simplesmente exausta. Qual o destino? Um dos paraísos de nosso país: Sergipe. Depois de 18 anos sem visitar minha família materna, a chegada ao município de Japoatã mais parecia uma daquelas cenas de cinema: todos os vizinhos na rua, primos novos e tios que eu jamais reconheceria sem a ajuda de minha mãe. O que mais me cativou ao chegar àquela terra, além do sotaque arrastado dos sergipanos, foi a gostosa sensação de "estar em casa". Eu explico!

Aqui em São Paulo, muitas vezes, nem conhecemos quem são nossos vizinhos. De fato, isso fica difícil com a correria diária. Jogamos conversa fora na lavanderia, no elevador, e só! O que salva a semana são as saídas com os amigos, namorados ou companheiros. Mas lá, a impressão é de que todos os moradores da cidade se conhecem: um vizinho tem tempo para tomar café da manhã na casa do outro (e bota manhã nisso, eles madrugam às 5h, 6h). É comum dar uma caminhada no final da tarde, assistir à missa das 19h e ficar sentado na calçada enquanto bate aquela "fresquinha" - como eles costumam chamar a brisa da noite.

No reconhecimento de território, eu andei por praças e escolas, pelo clube e até passei pelo hospital, mas me acabei mesmo nos riachos. Com a cabeça tranquila, um tempo maravilhoso e aquele monte de água, eu nadava o dia todo, além de comer, obviamente. Inclusive, quero dedicar o próximo parágrafo a esse ponto bastante interessante da cultura nordestina: a mesa farta.

Da primeira à última refeição, o cardápio sempre é bastante recheado. Tomem nota: cuscuz, inhame, aipim, camarão frito, carne assada com queijo, tapioca, coalhada, bolacha de massa folhada, pirão de galinha e de carne, farofa, carne seca, buchada, feijão de corda, moqueca de peixe, mariscadas, castanha de caju, pé de moleque (mas não aquele doce de festa junina, esse é um bolo típico feito de massa puba, embalado e assado em folha de bananeira). Não me perguntem como - talvez pelos meus anfitriões com olhos atentos a qualquer recusa e prontos para oferecer só mais um quitutezinho - mas comi de tudo um pouco e, mesmo sofrendo de uma gastrite alucinada, não passei mal nenhuma vez. Dessa forma, descobri a cura para o meu caso, nada de Omeprazol ou Maalox, o negócio é mudar para o Nordeste e comer até dizer chega!

Após algum tempo em "excursão" pelo interior de pequenos povoados e cidades (Ladeiras, Poxim, Espinheiro, Lagarto, Nossa Senhora do Rosário, Muribeca, Brejo Grande, Japaratuba), chegou o dia da capital. Como eu era muito pequena das outras vezes que estive por lá, não consegui reconhecer mudanças, mas de acordo com minha mãe - cidadã sergipana orgulhosa - a orla está completamente mudada. Obras de infraestrutura foram feitas, com o intuito de aquecer o mercado de turismo. Como resultado, Aracaju ganhou diversos hotéis (com serviços ótimos e preços bem acessíveis), bares, restaurantes e uma nova orla na praia de Atalaia, "repaginada" com quadras de esporte, parque para crianças, uma fonte luminosa com o balé das águas (um show) e até um Oceanário.

Ponto marcante da viagem para curiosos de qualquer idade, o Oceanário de Aracaju é um espaço formado por vinte aquários com diferentes espécies de animais marinhos: tartarugas, arraias, tubarões, moréias, entre outros. Lá, biólogos do Projeto Tamar - para os interessados, há um posto do projeto na praia de Japaratuba, que fica a 54 quilômetros de Aracaju - dão orientações sobre preservação de fauna e flora, além de um "intensivão" sobre cada espécie, como aquelas aulas de biologia em curso pré-vestibular.

Como está tudo bem próximo, é obrigatório um passeio pelo Centro Histórico e pelos famosos mercados locais. Eles apresentam monumentos, igrejas e praças revitalizadas, além do forte comércio de especiarias, rendas, artesanatos, comidas típicas e pingas, todos os tipos de pingas. E por que não uma degustaçãozinha? Tudo isso rodeado por artistas que fazem apresentações abertas ao público: violeiros, repentistas, capoeiristas, poetas de literatura de cordel.

E se, mesmo depois desse mix cultural, você sentir falta de uma lojinha de departamento ou de fast food, não ficará na mão. A cidade tem um centro comercial com as grandes lojas que vemos em São Paulo e no Rio de Janeiro, além de dois shoppings, um no bairro Jardins (Shopping Jardins) e outro no bairro Coroa do Meio (Shopping Riomar).

Para os baladeiros, a noite ferve na Passarela do Caranguejo, que fica na orla da Atalaia. Shows, variadas comidas e bebidas em bares e restaurantes, ruas livres, do que mais você precisa? Os roteiros de passeio não têm fim. Ninguém consegue apreciar tudo em apenas uma viagem. Justamente por isso que, em algumas idas e vindas, alguns turistas resolvem ficar de vez no estado. Para aqueles que não podem, como eu, o negócio é voltar sempre e, a cada viagem, descobrir novos olhares sobre cada pedacinho de Sergipe.

Fotos Álbum: Arquivo Pessoal  

Quem é a colunista: Fernanda Balieiro

O que faz: Jornalista mil e uma utilidades.

Pecado gastronômico: a torta de limão do meu respectivo (maridão Fran).

Melhor lugar do Mundo: Todo o Nordeste.

Fale com ela: [email protected]


Atualizado em 6 Set 2011.

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