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Por Redação Guia da Semana

O Mausoléu de Akbar

No terceiro texto da série, o colunista conta a história da construção do imperador Akbar e se impressiona com a sua imponência.

Foto: Arnaldo T. Affonso


A escapada de Agra a Sikandra nos levou a um dos mais bonitos monumentos que conhecemos na Índia. Nossa decisão em visitá-lo foi tão acertada que já teria valido a curta viagem, mesmo que apenas visitássemos o imponente portal monumental que dá acesso aos jardins do mausoléu.

Este portão sul é o maior dos quatro e tem quatro minaretes, cobertos cada um por um chatri de mármore branco, similares aos do Taj Mahal. Ele é o ponto mais central de entrada para os jardins da tumba.

Akbar, o imperador, começou a construir seu próprio mausoléu ainda em vida, em 1602. Mas a construção só foi concluída por seu filho Jahangir, em 1613, após a morte do pai, em 1605. Todo o conjunto tem inegáveis qualidades arquitetônicas e artísticas, especialmente nas proporções monumentais. Assim como quase todas as obras, o mausoléu foi executado em arenito vermelho, mas, aqui, o monocromatismo foi suavizado pelos ornamentos em mármores branco, cinza e preto.

Uma muralha cerca o complexo e quatro portões foram instalados, mas três deles são decorativos - apenas um é funcional. O imponente portão de entrada tem cúpulas de mármore branco e minaretes que lembram os do Taj Mahal e, assim que o cruzamos, a imponência do mausoléu surge ressaltada pelos jardins charbagh, que tem quatro lados divididos por caminhos e canais de água, e que hoje são habitados por macacos e cervos.


O estilo mogol puro é franco, tanto nas proporções quanto no equilíbrio. São definidos pelos terraços, fontes, domos, cúpulas e minaretes islâmicos que incorporaram elementos hindus - como os chatris, aqueles domos elevados por quatro colunas -, todos harmonizados e em perfeito equilíbrio arquitetônico.

Leia as coluna anteriores de Arnaldo T. Affonso:

A Índia surpreende

A Índia requer preparo

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Atualizado em 6 Set 2011.

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