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Viagens
Por Redação Guia da Semana

Oásis do cerrado

Fixado no leste de Tocantins e com temperatura média de 30º, Jalapão oferece dunas, terrenos arenosos, cachoeiras e rios atrelados à natureza.

Foto: jalapao.to.gov.br


Pouco conhecido do grande público viajante e ainda com traços selvagens, Jalapão fica a 1.776 quilômetros de São Paulo e 2.124 quilômetros do Rio de Janeiro. Ideal para adeptos do ecoturismo e para os aventureiros de plantão, reúne vegetação similar às savanas contrapondo com cachoeiras, rios de águas cristalinas, corredeiras, grandes chapadas e formações rochosas de cores e formas variadas.

Ao mesmo tempo em que o viajante se depara com dunas - que alcançam até 30 metros de altura -, vê-se diante de um paraíso de águas, flores e animais exóticos. Afastado e de acesso restrito, os viciados em celular terão que se acostumar com a ideia de ficar incomunicáveis, pois lá os aparelhos não funcionam e não há orelhões de fácil acesso. Com isso, Jalapão convida o visitante a esquecer realmente a vida barulhenta das metrópoles e se render aos encantos da natureza.

Atrações

Em condição de parque estadual desde 2001, o Jalapão abrange os municípios de Mateiros, Ponte Alta do Tocantins, Novo Acordo, São Félix do Jalapão, Santa Tereza do Tocantins e Lagoa do Tocantins, ocupando uma área equivalente ao estado de Sergipe. Classificada como um dos 100 pontos para se conhecer mais importantes do Brasil, pela revista Isto É, a cidade tem praias para acampamentos e ideais para banhos.

Para chegar a cada atrativo, é necessário percorrer em média 50 quilômetros por estradas de chão. Porém, a distância e a dificuldade de acesso oferecem aos turistas uma paisagem de impressionar. Por outro lado, o fator limita o número de viajantes, o que faz com que a natureza da região ainda se apresente intocada pelo homem.

Foto: jalapao.to.gov.br


Alimentada pelas águas do Rio Novo, a Cachoeira da Velha é a maior do Jalapão e uma de suas principais atrações. Com águas despencando por duas quedas em formato de ferradura, com 20 metros de largura cada, o chamariz oferece um espetáculo à parte. Ali, bem próxima, esta a Prainha da Cachoeira da Velha de água doce, cercada por matas. Alguns dos visitantes da cidade encontram nela o lugar ideal para acampar, passando momentos mais duradouros em contato com o verde. Outros se contentam com um simples banho nas águas claras, além de ser ponto para apreciar a beleza do cenário local. Com cerca de aproximadamente uma hora, a trilha para chegar até lá ganha pontos com paisagens sensacionais.

Um dos cartões-postais da região, a Serra do Espírito Santo é uma elevação feita através do processo de erosão (chuvas e ventos), que dão origem às dunas que se formam aos seus pés. Há por lá um Mirante, de onde após uma hora de caminhada, é possível ter uma visão privilegiada junto do topo da serra - uma grande área plana ideal para apreciar as paisagens e horizontes do Jalapão.

Foto: jalapao.to.gov.br


Na Cachoeira do Lajeado há uma série de degraus por onde a água passa até formar uma queda de 10 metros e uma piscina natural. É preciso descer uma escada de pedras bem escorregadias. Já na Gruta de Suçuapara o turista se depara com uma fenda de 60 metros de comprimento e 15 de altura aberta pela água em rocha arenítica. O espaço forma um pequeno cânion com cachoeira, onde, nas bordas, crescem musgos e centenas de samambaias.

A Cachoeira da Formiga consiste em uma pequena queda d'água cercada por árvores altas, samambaias e moitas de palmeiras nativas. O espetáculo fica por conta da piscina formada ao pé da cachoeira, onde águas de um verde-esmeralda são o convite para um mergulho. É possível observar o fundo do poço, com areias calcáreas.

No Fervedouro o clima é de oásis. Em meio à vegetação fechada, com brejos e riachos, surge um lugar de beleza peculiar, cercado de bananeiras. No centro, há um poço de água azul que brota das areias claras e cria o fenômeno da ressurgência - efeito das águas que sobem - impossibilitando que o banhista afunde.

Aventura

Um dos últimos rios de água potável do mundo - e de aparência totalmente cristalina -, o Rio Novo chama a atenção também pela natureza selvagem que envolve o local e as belas praias que se formam em suas margens. Nas águas da atração é comum encontrar pessoas praticando o rafting, mas há espaço para outros esportes radicais, como a canoagem, rapel, bóia-cross - descida pelas corredeiras do rio em boia individual - e acquaride - o esportista fica de bruços em cima da boia.

Foto: jalapao.to.gov.br


Os aventureiros de plantão têm um destino certo: o rafting nas corredeiras do Rio Novo. Os inexperientes também podem curtir por lá, afinal não é necessário nem mesmo saber nadar para encarar as águas turbulentas da região. Para isso, existem duas opções: os longos percursos, de até quatro dias, onde é possível conhecer cachoeiras de alto nível de dificuldades e fazer paradas nas em praias que se formam nas margens do rio, e outra opção mais rápida, escolhida pela maioria dos turistas, que dura três horas de descida (seis quilômetros). A melhor época para praticar o esporte é entre maio e setembro, período de seca no estado. As próprias agências oferecem pacotes e acessórios próprios para quem quiser praticar.

Fauna

Foto: jalapao.to.gov.br


Jalapão oferece uma fauna riquíssima. Por lá o turista pode se deparar com animais como onças, veados, capivaras, raposas, macacos e mamíferos de pequeno porte. Além das espécies de fauna comuns dos cerrados, vários exemplares em extinção são encontrados na região, como o lobo-guará, suçuarana, veado campeiro e a anta. A avifauna regional conta com espécies como arara, papagaio, tucano, ema, seriema, quero-quero. Entre os répteis figuram sucuri, jibóia, cascavel, camaleão, teiú e muitos outros.

Artesanato Mumbuca

Para os viajantes que não abrem mão das famosas lembrancinhas, a cidade oferece uma vasta opção no quesito artesanato. Um grupo de 22 famílias de descendentes de escravos, de tradição matriarcal, chamados mumbucas, vivem de fabricar chapéus, cestos, pratos, copos e chinelos com capim-dourado, fibra que só existe lá, e com a palha da palmeira de buriti trançada. Uma ótima recordação de Jalapão, além, claro, das imagens que ficarão eternizadas durante sua visita por lá.

Serviço:

Flytour - Seis noites em Palmas, com café da manhã, e no Safári Camp, com pensão completa. Inclui passeios e traslados.
Telefone: (11) 2117-4100
Preço: R$ 2.500,00

Ambiental - Seis noites, sendo duas em Palmas, com café, e quatro no Safári Camp, com pensão completa. Inclui passeios, traslados em caminhão 4x4, guias e lanche de trilha.
Telefone: (11) 3818-4600
Preço: R$ 2.555,00

Chão Nosso - Seis noites, com hospedagem em pousada, com café, e em acampamento, com pensão completa. Inclui passeios e descida de rafting.
Telefone: (11) 3862-0210
Preço: R$ 3.380,00

Cia Nacional de Ecoturismo - Seis noites, sendo uma em Palmas, com café da manhã, quatro em acampamento e uma na fazenda Formosa, ambos com pensão completa. Inclui rafting.
Telefone: (11) 5571-2525
Preço: R$ 2.760,00

TAM Viagens - Duas noites em Palmas, com café, e quatro no Jalapão, com pensão completa. Inclui passeios.
Telefone: (11) 3068-7939
Preço: R$ 3.013,00

Atualizado em 6 Set 2011.

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