Guia da Semana
Turismo
Por Redação Guia da Semana

Opção para uma viagem ativa

Colunista mostra porque o cicloturismo pode ser uma boa maneira de você conciliar a prática de exercícios físicos com belas paisagens.

A bicicleta promete uma retomada como meio de transporte nas grandes cidades na próxima década. Com esse boom, outras modalidades de uso da bike estão aparecendo como opção.

Cicloturismo é algo que na Europa tem muitos adeptos e no Brasil ganha cada dia mais força. Um indicador desse crescimento é a quantidade de caminhos peregrinos ou rotas históricas que surgem a cada temporada. Só em 2010, já tivemos a notícia de mais três caminhos.

Com tudo isso e mais uma ajudinha do tradicional Caminho de Santiago de Compostela, sempre há pessoas perguntando como fazer esse e outros caminhos de bicicleta. Algumas das dúvidas são: "Se alguém que não pedala há muito tempo consegue fazer?" "Que bike comprar?" "Alugar?", etc.

A resposta é básica: sim, qualquer pessoa consegue fazê-lo sem muitos problemas. Agora não dá para comprar a bike na segunda, fazer as malas na terça e embarcar na quarta. Por mais que a bicicleta seja moderna, de marchas e consiga facilitar sua vida, exigindo pouco condicionamento mesmo que seja para subir ladeiras enormes, mágica ela não faz. Reativar e fortalecer certos músculos da perna que andavam esquecidos, se adaptar em um acento em forma de triângulo por mais de cinco dias e se acostumar a pedalar com alforjes são coisas que você vai levar algumas semanas pra preparar. Fora isso, é só pedalar.

Condicionamento

O movimento da pedalada é diferente da corrida ou da caminhada. Mesmo que a pessoa esteja bem condicionada no aspecto cardiovascular, certo fortalecimento da parte interna da coxa é de extrema necessidade. Depois de um mês pedalando regularmente, músculos que você nem sabia que existiam começam a aparecer. E para isso acontecer, é só pedalar. O ideal é sair pelo menos para uma trilha de fim de semana com pedais em andar em torno de 40 quilômetros e usar um pedal noturno no meio da semana que geralmente fica no máximo em 20 quilômetros. Com esse esquema, em dois meses você estará pronto para enfrentar uma miniviagem teste.

Bicicleta

A bike para esse tipo de empreitada tem que ser uma que suporte grandes quilometragens e algum tranco. Conversando com o pessoal nos passeios ou páginas de relacionamento de ciclistas, você chega a um consenso. Mas uma medida para o que você precisará é o preço. Estamos falando de bicicletas que custam mais de R$ 1 mil. Bikes mais baratas que isso são feitas só para passeios no parque e com cerca de 500 quilômetros rodados já precisam trocar peças móveis, tais como cubos e movimento central.

Onde Pedalar

Hoje temos basicamente dois tipos de roteiros para cicloturismo: autoguiados e os com apoio fornecido por agências especializadas. O primeiro é o clássico. Você carrega sua bike com o que precisa em alforjes e vai para onde o seu nariz mandar. No entanto, mesmo nessa modalidade, há a opção de circuitos onde você pode levar o mínimo e ficar em pousadas, o que alivia o peso. Com exemplos temos o Circuito Vale Europeu e Costa Verde e Mar, em Santa Catarina, o Caminho da Fé, que acaba em Aparecida do Norte, o Cuesta, lançado ainda este ano no interior de São Paulo, e muitos outros.

Há também os informais como a Costa do Descobrimento, no sul da Bahia, e as praias do Nordeste, como o CEPIMA (Ceará, Piauí e Maranhão). A "Meca" desse tipo de viagem é o Caminho de Santiago de Compostela na Espanha, 870 quilômetros de aventura e história sobre uma bicicleta.

Para fazer um roteiro autoguiado, a informação é primordial. Pesquise e converse com quem já fez ou com ciclistas locais. Para isso existem sites especializados que integram ciclistas e divulgam relatos de quem já fez.

Caso a opção sejam as agências, você faz praticamente as mesmas rotas. Só não carrega peso, vai em uma turma maior e gasta um pouco mais. No Brasil, existem ainda poucas agências realmente estruturadas. Muitas lojas começaram a organizar passeios de fins de semana e acabam investindo em roteiros maiores.

Mesmo usando uma agência, é bom conversar bastante para saber como é a qualidade da operação. No exterior, países como Inglaterra e Estados Unidos têm agências que operam ao redor do mundo. Metade delas tem roteiros em Toscana, o passeio clássico para quem pode gastar uma boa grana pedalando e tomando vinho Chianti. Monte seu roteiro, se prepare fisicamente, encontre a melhor bike e bom passeio!

Fotos álbum: Marcelo Rudini

Leia as colunas anteriores de Marcelo Rudini:


Na estrada do coco


De uma maneira diferente

Um lindo destino
Quem é o colunista: Fotógrafo e editor do site OndePedalar - bike e cicloturismo

O que faz: Fotógrafo editorial.

Pecado gastronômico: Um só? Na Bahia, biju; em São Paulo, pizza; em Curitiba, estrogonofe de nozes e, em Belo Horizonte, feijão.

Melhor lugar do mundo: Aquele que te faz se sentir bem, equilibrado.

Fale com ele: [email protected]

Atualizado em 6 Set 2011.

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