Guia da Semana
Turismo
Por Redação Guia da Semana

Parc de La Villette

O local onde ficavam os abatedouros hoje se transformou em um centro de cultura, tecnologia e diversão para moradores e turistas.

Foto: Mylene Rizzo


Descobertas em Paris são freqüentes, e já fazia muito tempo que eu tinha vontade de visitar o Parc de La Villette por pura curiosidade. Como minha filha está fazendo faculdade de arquitetura, e um dos primeiros projetos propostos foi um follie localizado por lá, acabou sendo um passeio quase obrigatório.
 
O parque foi projetado por Bernard Tschumi, um arquiteto de origem suíça que construiu o complexo entre 1984 e 1987 no local dos antigos abatedouros da cidade. Tschumi ganhou um concurso em 1982 e 1983 e usou ideias desconstrutivistas do filósofo francês Jacques Derrida.

De acordo com Tschumi, a intenção do parque era criar espaços para atividade e interação, de maneira a tirar os frequentadores de uma inércia e observação. Na verdade, acontece uma grande inter-relação cultural, tendo em vista que o parque se localiza no 19º arrondissement (um tipo de subdistrito), uma região onde convivem diversas etnias e origens que fazem parte da diversidade de Paris.

Na periferia do parque esta a Cité des Sciences et de l'Industrie , o maior museu de ciência da Europa, além de um grande centro de convenções e um iMax theatre, o Géode.

O museu de ciência é muito interativo e as crianças adoram suas atividades. O parque serve como uma conexão entre suas diversas funções, concertos de músicos locais; shows de rap e outros estilos animam os visitantes, em sua maioria crianças que visitam suas instalações com escolas ou familiares. Dividindo o parque está o Canal de l'Ourcq, que comporta barcos de turismo para passeios.

Mas a maior curiosidade são os follies, construções icônicas que representam a desconstrução na filosofia da arquitetura. Trinta e cinco follies estão dispersas pelo parque criando uma referência para os visitantes. Na verdade, elas foram pensadas para estar em um vácuo desconstrutivista sem relação histórica. Muitos encontraram relação entre suas estruturas de ferro e os prédios que faziam parte das velhas zonas industriais da área. Recentemente, algumas das follies foram renovadas e transformadas em restaurantes, centros de informação sem interferir em suas formas originais.

Para chegar até lá de metrô: Estações de Porte de la Villette, Corentin Cariou or Porte de Pantin. Para saber da programação: www.villette.com

Leia as colunas anteriores de Mylene Rizzo:

Os encantos de Sevilha

Bodrum, Turquia

Pelas ruas de Toscana

Quem é a colunista: Mylene Friedrich Rizzo.

O que faz: Fala sobre história no curso "Encontros com Arte" e acompanha grupos de viagens culturais.

Pecado Gastronômico: doce de ovos.

Melhor lugar do mundo: é o próximo para onde vou viajar.

Fale com ela: mrizzo@terra.com.br  ou acesse seu blog Viajando com Arte.




 


Atualizado em 6 Set 2011.

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