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Turismo
Por Redação Guia da Semana

Pequim: Olimpíada milenar

O ano dos Jogos Olímpicos serve como oportunidade para conhecer as belezas antigas e modernas da populosa capital chinesa.

Foto: www.sxc.hu
Mausoléu de Mao Tse-Tung, na Praça da Paz Celestial

Uma cidade de aproximadamente 15 milhões de habitantes, com desigualdade social, trânsito caótico de carros e bicicletas e muita poluição. Apesar dos pontos negativos, Pequim, a capital da China, tem muito a oferecer aos turistas, principalmente aos que a visitarão durante os Jogos Olímpicos deste ano, entre 8 e 24 de agosto.

O rápido desenvolvimento da cidade no geral e das construções para a Olimpíada faz contraponto às preservadas construções milenares que contam a história do povo e da cultura. Fugindo da discussão se a China conseguirá ou não desbancar os Estados Unidos e se tornar a maior economia do mundo, vejamos o que há de interessante para se fazer na capital do país mais populoso do mundo.

Apesar de as grandes redes de restaurantes já estarem no país, recém-saído de um regime fechado ao mercado externo, o mesmo não acontece com grandes grifes de roupas. Portanto, se quiser realizar boas compras, dê preferência aos artigos eletrônicos. Com muita pirataria em várias partes da cidade, tome cuidado ao adquirir os produtos e não deixe de pechinchar, pois os preços podem cair pela metade de um minuto para o outro. E dá para se virar bem falando inglês.

Foto: www.sxc.hu
O clima é seco e a poluição incomoda. Isso já fez com que o recordista mundial da maratona, o etíope Haile Gebreselassie, de 34 anos, desistisse da prova olímpica, pois sofre de crises asmáticas e, segundo ele, acabaria por "cometer suicídio". Em vez dos mais de 42 km da maratona, ele correrá a prova indoor dos 10 mil metros, da qual já foi campeão olímpico duas vezes. O ar poluído foi uma das preocupações do governo chinês nos últimos tempos. Apesar das várias tentativas de despoluição, como a substituição de energia a carvão por gás e plantação de árvores, a melhora ainda não é perceptível e outros atletas de ponta ameaçam desistir da maratona.

Pontos turísticos

Foto: www.sxc.hu
O maior cartão postal de Pequim é a Cidade Proibida (foto), no centro, que possui a estrutura de madeira antiga mais bem conservada do mundo. É chamada assim porque, exceto a nobreza e os funcionários do Palácio Imperial, nenhum habitante poderia entrar ali. Considerada Patrimônio da Unesco, o palácio foi construído em 1406, servindo às dinastias Ming e Qing. A "cidade" foi aberta a visitação apenas em 1925 e seu complexo de palácios se estende por 720 mil metros quadrados, sendo o mais notável deles o Pavilhão da Harmonia Suprema. O Museu Imperial é o que mais chama atenção dos visitantes.

Foto: www.beijing2008.com
O Palácio de Verão (foto), erguido na dinastia Qing em 1750 e também considerado patrimônio da humanidade, tem um jardim de dar inveja, reconstruído em 1888 após ter sido queimado por forças inimigas. Imperdível o passeio no canal que o liga à Cidade Proibida, usado antigamente pelos governantes chineses. Mais ao sul, o Templo do Céu, construído em 1420, foi muito bem conservado pelos imperadores, pois era lá o local onde a nobreza realizava suas orações.

A Praça Tiananmen era a antiga porta de entrada de Pequim. Também conhecida como Praça da Paz Celestial, foi o local onde, durante os protestos de estudantes contra o governo comunista em 1989, se tirou a famosa foto do estudante rebelde em frente aos tanques de guerra. O número de mortos do protesto até hoje é desconhecido. Na praça também está o mausoléu de Mao Tse-Tung.

Foto: www.beijing2008.com
Para relaxar, o ideal é ir ao milenar Parque Beihai (foto). Aberto ao público desde 1925, ocupa 69 hectares de área, sendo 39 correspondentes a um enorme lago. Além de um grande espaço vazio, para curtir caminhando ou simplesmente apreciando a natureza, há muitas construções históricas e religiosas.

Foto: www.sxc.hu
Muralha da China, uma das novas maravilhas do mundo

Outro passeio quase que obrigatório é até a Muralha da China, que fica a alguns quilômetros nos arredores de Pequim. Começou a ser construída há mais de dois mil anos, como ferramenta de proteção militar, e foi sendo melhorada por várias dinastias. É constituída de blocos de pedra, ligados por argamassa feita de barro. Ao longo do tempo, perdeu importância e ficou deteriorada. Na década de 80 foi restaurada e se tornou um dos símbolos do país. Eleita entre as sete novas maravilhas do mundo, possui impressionantes 6,7 mil quilômetros de extensão.

Infra-estrutura para as Olimpíadas

Foto: www.beijing2008.com
Estádio Nacional

O destaque da vila olímpica é o Estádio Nacional, com capacidade para 91 mil pessoas sentadas, que será usado para competições de futebol e atletismo. Após a Olimpíada, será usado também para eventos culturais e de entretenimento. Lembrando que as fases iniciais do futebol serão realizadas no Estádio dos Trabalhadores e em outras cidades, nos estádios de Shangai, Shenyang, Qinhuangdao e Tianjin.

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O Centro Aquático Nacional (foto) será usado para as competições de natação, mergulho e nado sincronizado. A capacidade é de 6 mil pessoas, mas nas Olimpíadas serão feitos assentos temporários para comportar 11 mil pessoas.

Foto: www.beijing2008.com
O Estádio Nacional Indoor (foto) é o local onde serão realizadas competições de Ginástica Artística, Trampolins e Handball. Fechando a Vila Olímpica, há uma quadra de tênis com capacidade para 17,4 mil pessoas. Fora da vila, foram construídos ginásios para basquete, vôlei, tiro, tênis de mesa, lutas, badminton, ginástica rítmica, ciclismo, softbol, vôlei de praia, entre outros.

Além das preliminares do futebol, as competições de vela também não serão em Pequim. A escolhida para as regatas foi a cidade de Qingdao. Já as competições de remo e canoagem serão disputadas em Pequim, no Parque Shunyi. Até Hong Kong acabou entrando na festa. Lá serão disputadas as competições de hipismo, por sua tradição no esporte.

Dicas e curiosidades
? O dinheiro usado no país denomina-se kuai em chinês e yuan em português e inglês. Um yuan equivale a cerca de US$ 0,14 ou R$ 0,24 (câmbio de março de 2008);

? O Aeroporto de Pequim está a cerca de 26 quilômetros do centro. Depois de ter sido escolhido o segundo aeroporto menos pontual do mundo (atrás apenas do de Brasília), com apenas 33 % dos vôos saindo na hora, foram feitas obras de expansão para as Olimpíadas;

? Ao desembarcar, é recomendável fazer câmbio já no aeroporto;

? Na cidade, há táxis e metrô para se locomover. Durante as Olimpíadas, o esquema de transportes será especial e ampliado;

? As estações do ano são bem marcadas em Pequim. As épocas de clima mais ameno e propício para o turismo são primavera e outono. A Olimpíada acontece no verão, sob uma temperatura média esperada de 32º C;

? Na China, há diferença de 12 horas em relação a Brasília;

? Tudo bem que o 8 é um número da sorte para os chineses, mas desta vez exageraram. A Olimpíada começará às 8 horas do dia 8/8/08;

? O governo chinês é conhecido por censurar a imprensa nacional e dificultar o acesso a informações da estrangeira. Atualmente, por exemplo, o Tibete faz manifestações pacíficas (estaria planejando até uma durante a Olimpíada) por sua independência, que estariam sendo coibidas com brutalidade pelo exército, mas não há confirmação de mortos ou feridos. Entretanto, a "desinformação" não deve ocorrer durante os jogos.

Como ir

Do Brasil, a agência Tamoyo é a única autorizada a fazer pacotes com ingressos dos Jogos Olímpicos. O pacote para seis noites sai a partir de US$ 7.820 (cerca de R$ 13.487,00 em março), com cinco ingressos a sua escolha inclusos. Já o pacote para as 18 noites de Olimpíada sai a partir de US$ 12.700 (cerca de R$ 21.904,00 em março), com 15 ingressos inclusos. Nos dois casos não valem ingressos para cerimônias de abertura e encerramento, que devem ser compradas à parte.

Os pacotes incluem passagens aéreas de ida e volta São Paulo-Pequim, hospedagem com café da manhã, traslados aeroporto-hotel, taxas de embarque, seguro viagem, kit Jogos Olímpicos e equipe de supervisão da Tamoyo Internacional baseada em Beijing. Não estão inclusos transporte para os jogos e despesas com o passaporte e visto chinês.

Mas se a sua intenção é somente conhecer a China, depois das Olimpíadas os pacotes ficam muito mais baratos. A CVC, por exemplo, tem um pacote de 12 dias e 9 noites com saída em São Paulo, escala em Johannesburgo (África do Sul) e visitas a Hong Kong, Shangai, Xian e Pequim. O preço é a partir de R$ 7.016,40 por pessoa, incluso passagens aéreas, hospedagem, cinco almoços e dois jantares.

Serviço:

Tamoyo
Telefones: 0800-210270 e (21) 2533-3870

CVC
Telefone: (11) 2191-8911


Atualizado em 6 Set 2011.

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