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Por Redação Guia da Semana

Pulmão para São Paulo

A metrópole dos arranha-céus e das indústrias precisa de mais área verde para respirar.



São Paulo é conhecido pela potência econômica que exerce junto ao país. Devido ao alto índice de industrialização e urbanização da cidade, áreas de lazer e diversão ficam em segundo plano, crescendo sempre à margem da especulação imobiliária e dos interesses de empresas multinacionais, instaladas na metrópole paulistana em busca de um atrativo mercado consumidor.

O que muitas pessoas não conhecem é a área verde que a cidade possui e os projetos de ampliação da vegetação, em busca de diminuir os fenômenos climáticos causados pelo aquecimento urbano, ocasionando efeito estufa e ilha de calor.

Atualmente, a capital possui 40 parques municipais, 12 estaduais e 11,2 milhões de metros quadrados de praças de grande porte. Juntos, ocupam 140 milhões de metros quadrados - ou um décimo da superfície da cidade. A proporção chega a 13 metros quadrados por habitante.

Parece muito, mas se não forem consideradas as áreas verdes situadas nos limites do município, como os parques do Jaraguá, Cantareira e Guarapiranga, o índice cai para 4,8 metros por habitante, muito abaixo da média mundial estipulada em 12 metros quadrados por habitante pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Essa desigualdade regional de vegetação, causada pelo inchaço populacional nos centros urbanos e expulsão para os lugares periféricos da remanescente mata nativa, ocasiona uma diferença sensível na temperatura e na sensação de calor. A variação de temperatura entre a região da Serra da Cantareira e a do Brás pode se dar em até 10 graus a mais para esta última, muito para uma distância que não chega a ser nem de 30 minutos de carro.

Novas medidas

A prefeitura de São Paulo, com o intuito de amenizar os efeitos da destruição da natureza e proporcionar ainda lazer e diversão para a população, criou um projeto que delimita uma meta de cinco anos para que a cidade abrigasse 100 parques.

Hoje, a metrópole possui 41 parques municipais, com a previsão de 25 novas áreas entregues até o fim do ano.

Segundo a Secretaria do Verde e Meio Ambiente, em área verde isso significa cerca de 16 milhões de metros quadrados implantados e de 2,8 milhões a mais com os 25 novos parques em planejamento. Caso o projeto seja concluído e a cidade atingir a marca dos 100 parques nos próximos cinco anos, terá cerca de 49 milhões de metros quadrados de áreas com natureza viva . Esse número não inclui os parques estaduais e nem mesmo as Áreas de Proteção Ambiental.

O presidente da Fundação SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, opina sobre o projeto da prefeitura em São Paulo. "Essas atitudes são vitais para a saúde da metrópole. Hoje em dia, falar em áreas verdes deixou de ser uma questão de estética para se transformar assunto prioritário".

Sobre as ações políticas, ressalta. "É a hora crucial para aproveitar e exigir um compromisso dos políticos em relação aos assuntos ambientais, como projetos de áreas verdes, parques lineares e corredores verdes na cidade, para poder cobrar futuramente caso seja eleito".

Futuro incerto

A meta da prefeitura é distribuir de forma equilibrada esses parques pelo território da cidade, auxiliada pelos projetos do governo do Estado de implantação de árvores em regiões sem vegetação, como é o caso da Marginal Tietê; ampliação do Parque Villa-Lobos, construção de parques em regiões áridas como o Belém, onde está a Febem do Tatuapé e a Vila Guilherme, lugar do extinto Carandiru.

O Guia da Semana entrou em contato com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente para conhecer as regiões e os nomes dos 25 parques que serão inaugurados ainda para este ano e os outros 34 restantes do projeto de 100 parques para São Paulo, porém não obteve informações. Basta à população aguardar para ver se o projeto sai do papel e a capital vai ganhar as reformas que tanto precisa para respirar melhor.

Abaixo, uma relação de alguns parques municipais de São Paulo, dividido pelas sub-regiões da cidade. Os parques Jacinto Alberto, Ermelino Matarazzo e Lydia Natalizio Diogo foram inaugurados no começo de 2008; o Parque da Luz é o mais antigo, com 107 anos; o Ibirapuera é o mais freqüentado (cerca de 130 mil passeiam aos domingos) e os parques Burle Marx e Alfredo Volpi mantêm 21% da cobertura vegetal da cidade, segundo dados do Atlas Ambiental de São Paulo.

PARQUES MUNICIPAIS DE SÃO PAULO

CENTRO
Parque da Aclimação
Parque Buenos Aires
Parque da Luz
Parque Trianon

LESTE
Parque Santa Amélia
Parque Chácara das Flores
Parque Chico Mendes
Parque do Carmo
Parque da Piqueri
Parque Ecológico Raul Seixas
Parque Ermelino Matarazzo
Parque Ecológico Profª Lídia Natalízio Diogo

NORTE
Parque Anhangüera
Parque Cidade de Toronto
Parque Jardim Felicidade
Parque Lion Club Tucuruvi
Parque Rodrigo de Gásperi
Parque São Domingos
Parque Vila dos Remédios
Parque do Trote
Parque Jacinto Alberto

OESTE
Parque da Alfredo Volpi
Parque Cemucam
Parque Luís Carlos Prestes
Parque da Previdência
Parque Raposo Tavares
Parque Colina de São Francisco

SUL
Parque Burle Marx
Parque dos Eucaliptos
Parque Ecológico do Guarapiranga
Parque do Ibirapuera
Parque da Independência
Parque Lina e Paulo Raia
Parque Nabuco
Parque Santo Dias
Parque Severo Gomes
Parque do Cordeiro

Fonte: As informações acima têm como base o Mapa Verde da Secretaria Municipal do Verde e Ambiente e as visitas ao portal.

Atualizado em 6 Set 2011.

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