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Por Redação Guia da Semana

Red Bull Music Armada: Renata Simões fala sobre a etapa carioca

Na última fase da viagem, Tocorimé atracou em Paraty, Búzios e na capital fluminense.

Depois de passar por mares catarinenses e paulistas, o Red Bull Music Armada chegou às areias cariocas. Ainda no Rio de Janeiro, a apresentadora Renata Simões contou para o Guia da Semana os melhores momentos da viagem por Paraty, Búzios e pela Cidade Maravilhosa.


GDS: No Estado do Rio de Janeiro, você visitou Paraty, Búzios e a capital fluminense. O que marcou a passagem do Tocorimé pelo estado?

Renata Simões: Em Paraty, teve aquela coisa de voltar para casa. Isso porque o Tocorimé é de Paraty, ele mora na cidade. Teve também uma sensação de metade da viagem, de dever cumprido. Foi um trecho muito bom, para o Toco e para a gente. Em Búzios, o tempo estava bom, a navegação foi incrível. E, para fechar com chave de ouro, o Rio foi uma festa que só o Rio de Janeiro possibilita, com uma mistura de gente, uma alegria, uma disponibilidade e uma propensão para se divertir.


GDS: Quais foram os lugares mais marcantes que conheceu em Paraty e Búzios?

RS: Em Paraty, fomos conhecer o alambique da Maria Izabel, que produz uma cachaça tradicional da cidade. Lá, tudo é feito artesanalmente, então, tem um pouco a questão do resgate do tempo. E Paraty traz muito isso esse presente e passado tão unidos. Búzios foi supergostoso, teve todo aquele clima da cidade, aquela coisa meio francesinha, bem balneário mesmo. Na baía, dava para ver vários navios de cinco andares, com pessoas de todos os lugares. Mas o que mais me marcou foi a velejada. A gente içou as velas e demos uma baita navegada, até quase chegar a Macaé. Foi incrível, emocionante mesmo. Eu fiquei lá na ponta da proa do Tocorimé. Para mim, Búzios teve o resgate da relação com o barco. Fizemos uma festinha nossa, da tripulação, fui até para a cozinha. Em terra, ficamos mais na parte central, turística mesmo, como a Rua das Pedras.


GDS: No Rio, você teve a oportunidade de conhecer o grupo Melanina Carioca, da ONG Nós do Morro, do Vidigal. Como foi a experiência?

RS: O Rio foi uma delícia. Fomos ao Vidigal conhecer a casa da ONG Nós do Morro, a banda, bater papo com os integrantes. O mais impressionante é a vista que eles têm das praias, é sensacional. Passeamos pela comunidade, andamos pelas vielas, ouvimos histórias. A riqueza deles está na generosidade ímpar, na diversidade que existe ali, na música carioca mais romântica.


GDS: Quais as características da banda?

RS: O Melanina Carioca tem essa visão mais romântica, como um resgate do estilo dos sambistas das décadas de 20 e 30. A banda, criada há dois anos, tem 20 pessoas e mistura teatro e música, passando pelo hip hop, pela música brasileira e pelo sambalanço. Há um ano e quatro meses, o grupo tem residência na Melt, onde se apresenta todas as quintas. Eles lotam a casa e o legal é isso: a Melt fica no Leblon, é uma conexão morro-asfalto.


GDS: E a sunset party de Paraty? Quais foram os melhores momentos?

RS: Paraty teve um clima diferente, começou mais introspectiva, ao som de Tulipa Ruiz e Tiê, bem aquela coisa de voz e violão. O interessante é que estava um tempo meio chove-não-chove, mas quando elas começaram a tocar abriu o sol, parecia ter sido contratado para a ocasião. A festa seguiu noite afora, foi até depois das 21h.


Foto: Divulgação/ Red Bull
Sunset party em Paraty, com Tiê, Tulipa Ruiz e DJ Plínio Profeta


GDS: E em Búzios? O que rolou de diferente?

RS: A sunset party de Búzios teve um charme a mais, porque quando estávamos voltando nasceu aquela lua cheia, com cor e brilho mais intenso. [Nota: no dia 19 de março, data da sunset party buziana, a Lua atingiu o ponto mais próximo à Terra, tornando-se a maior lua cheia dos últimos 18 anos] A gente viu a lua nascer em alto-mar, foi incrível, uma experiência e tanto. Tudo isso superembalado pelo DJ argentino Toomy Disco. Ele é muito bom e acho que trouxe o clima do balneário para dentro do barco.


GDS:
E como você define o "clima" de Búzios?

RS: Aquela atmosfera de sofisticação despretensiosa, o ar estrangeiro, mas com todo mundo curtindo junto. Tinha gente do mundo todo na cidade, no barco. Parece que você não está em uma cidade brasileira.


GDS: No Rio, foram duas festas a bordo do Tocorimé. O que marcou as sunsets fluminenses?

RS: No sábado, saímos para navegar e tivemos a bordo o chef do restaurante Zozô [Marcelo Tanus] e DJ [DJ Dudu Garcia] acompanhado por sax e percussão. Foi um som muito gostoso, bem tranquilo para um sábado à tarde, e com vista para a Baía de Guanabara. No domingo, foi megabalada, com quatro atrações principais: DJs Marcelinho da Lua e MAM, banda Santa Clara e Melanina Carioca. O barco estava ancorado e lotado; o Tocorimé balançou, mas não com o vento nem com as ondas, e sim com as pessoas dançando de um canto a outro. O clima de música brasileira estava muito presente, até nos petiscos servidos pela Melt. Tivemos misto quente e cachorro-quente. Essa sunset teve muito o sabor de festa em casa, de festa de amigo, sabe? Foi muito legal porque recebemos também os atletas patrocinados pela Red Bull, Maya Gabeira e Carlos Bule [surfistas de ondas gigantes] e a jogadora de vôlei Maria Clara. [também estiveram presentes os ex-BBs Maumau e Jaqueline] A festa bateu o recorde, acabou às dez da noite.


Foto: Divulgação/ TurisRio
Rio de Janeiro: destino final da aventura


GDS: Na sua opinião, o que marca a cena musical carioca?

RS: A mistura, a conexão de todos os gêneros e todos os tipos musicais. Cabe tudo no Rio, cabe show introspectivo, cabe uma banda super pra cima.


GDS: E a culinária? O que experimentou de mais saboroso em Paraty, Búzios e no Rio?

RS:
Com certeza foi a comida do Zozô, que foi incrível, todo mundo adorou.


GDS: O que foi servido a bordo?

RS: O chef preparou melão orange com presunto de parma, atum semicru, risoto de camarão e musse de chocolate meio-amargo. Tinha um monte de coisas gostosas, tudo era muito bom.


GDS: Sobre Paraty, Búzios e Rio de Janeiro, em poucas palavras:

RS: Um cheiro... da maresia, com certeza.

Uma cor... o dourado do sol ao nascer

Um sabor... De Paraty, o sabor da cachaça Laranjinha Celeste, do Alambique Santa Izabel. É uma cachaça feita com folha de mexerica. E de Búzios e do Rio, o sabor do açaí, que eu adoro.

Um som... o do sorriso das pessoas nas sunset parties, um som de felicidade.

Um momento... velejar pela baía de Búzios

Uma música... uma que estou ouvindo durante a viagem: Home, de Edward Sharpe and the Magnetic Zeros.

Queria ficar mais um pouco porque... navegar é uma delícia.

A viagem valeu a pena porque... conheci de tudo um pouco, naveguei com dias em ensolarados, com neblina e com tempestades.


Foto: Divulgação/ Red Bull


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Renata  Simões faz balanço geral do Red Bull Music Armada

Atualizado em 6 Set 2011.

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