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Por Redação Guia da Semana

Reinvenção do espaço

Fora do circuito comercial de museus e galerias, manifestações artísticas invadem lugares alternativos em São Paulo e se aproximam dos espectadores.

Foto: Divulgação

Painel de Waldemar Zaidler exposto na estação Sé do metrô

Entre uma estação e outra do metrô de São Paulo, os passageiros podem apreciar diversos acervos de arte contemporânea. Além das 35 paradas com intervenções artísticas, os paulistanos podem encontrar obras em diversos locais inusitados. Longe das galerias, cada vez mais artistas expõem seus trabalhos em apartamentos, casas, capela, muros, passagens subterrâneas, entre outros espaços diferenciados.

Cultura nos vagões

O projeto Arte no Metrô é um dos grandes exemplos de exibição de obras fora do circuito oficial de museus e galerias. A iniciativa conta com pinturas, esculturas e instalações feitas pelos principais nomes da arte contemporânea brasileira. Na Sé, por exemplo, há uma colcha de retalhos de Cláudio Tozzi feita com a técnica de mosaico em pastilhas de vidro. Já na estação Trianon-Masp, a história da arte no Brasil é contada a partir de 120 pinturas brasileiras de diferentes épocas.

Lar da arte

Em junho deste ano, uma casa no Alto de Pinheiros se converteu em um espaço para exibição de obras de 33 artistas. Para fugir do modelo tradicional museológico e comercial das galerias, a mostra Aluga-se usou cômodos de uma residência da década de 50 e levou a arte para um ambiente familiar ao público. Cada artista usou seus trabalhos para preencher os vazios daquele lugar, como uma decoração poética.

Muro das Memórias

Foto: Site Oficial

Muro pintado por Eduardo Kobra, em São Paulo

O muralista Eduardo Kobra, um dos expoentes da neo-vanguarda paulista, também utiliza seu talento para transformar a paisagem urbana e resgatar a memória da cidade. Em seu projeto Muro das Memórias, o artista espalha painéis artísticos pelas ruas e avenidas de São Paulo. Desde 2006, já foram feitos mais de 19 murais que mostram cenas do cotidiano paulistano do século passado. O mural da avenida 23 de Maio, por exemplo, comemora os 455 anos da cidade.

Contra.Céu

Quem entra na Capela do Morumbi se depara com um altar um pouco diferente. Até 25 de julho, o artista plástico Marcelo Moscheta expõe no local sagrado a instalação Contra.Céu, formada por uma peça que mede 3,5 metros de altura por 5 metros de largura. A estrutura recebe os visitantes, trazendo para dentro do espaço da pequena igreja a imagem de um céu, que se projeta acima do espectador. A obra cria um jogo de ilusão de perspectiva que remete aos afrescos e pinturas do século 14.

Arte sem janelas

Foto: Ana Dupas/utilizeapassagemsubterranea.wordpress.com

Passagem subterrânea na Parada Paulista, na Rua da Consolação

Como não poderia ser diferente, a Avenida Paulista, um dos pólos culturais da capital, também ganhou em seus arredores manifestações artísticas diferenciadas. A passagem subterrânea na Parada Paulista do corredor de ônibus da Rua da Consolação transformou-se em um espaço para exibições de arte. Reformado recentemente, o local recebe projeções, esculturas, pinturas, além de funcionar como corredor literário e de ser palco para bandas alternativas.

Atualizado em 6 Set 2011.

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