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Por Redação Guia da Semana

Réveillon Inesquecível

Esfiha que deu azia, canela machucada na praia e ajudando uma amiga a encontrar o chinelo perdido na areia: assim foi a passagem de ano do colunista.

Foto: Ascom Riotur/Pedro Kirilos


Desde criança eu tinha um sonho de passar o réveillon no Rio de Janeiro para ver o show de fogos do Copacabana Palace. Até que, em 1996, um amigo, o Daniel, me convidou para ir com ele e uma amiga, a Pri. Imaginava que estava prestes a passar o ano feliz e inesquecível. Inesquecível foi.


O ônibus-leito nos fez dormir a viagem toda. Só acordamos quando o motorista gritou: "Campos dos Goytacazes". Não só perdemos a parada do Rio, como estávamos numa cidade a três horas de lá. Que gostooooso, né?!


Foi uma dor de cabeça até conseguirmos pegar uma carona com outro ônibus que iria passar pelo Rio. Só que o motorista cobrou a carona. "Ah, paga um cafezinho aí". Um `cafezinho` que custou 20 reais. De cada um.
 

Comi uma esfiha na rodoviária. Foi como se ganhasse vida dentro do meu estômago e ela foi me lembrando de sua existência até a nossa volta a São Paulo.


Com medo de acontecer mais algum contratempo, fomos direto pra Copacabana. Pra desestressar, a Pri resolveu entrar no mar e pediu pra nós tomarmos conta das coisas dela. A Pri, que sempre foi uma das palhaças da turma, começou a fingir que estava se afogando. Foi mais engraçado ainda quando dois salva-vidas correram na direção dela. Só que, na verdade, não era fingimento, ela realmente estava se afogando. Depois que eles reanimaram a Pri, perguntamos o que tinha acontecido e ela:

- Eu não sei nadar. É que pareceu tão fácil...

Climão! Se ela não sabia nadar, POR QUÊÊÊÊÊÊÊÊ? Perto da hora da virada, resolvermos entrar na água "só-até-a-altura-dos-joelhos-pelo-amor-de-Deus".

Aí apareceram algumas pessoas carregando um barco com oferendas para Yemanjá. Com certeza o barco não foi projetado por Noé, porque, assim que ele tocou na água, se desfez inteiro, fazendo com que alguns pedaços de madeira voltassem na nossa direção e batessem em cheio na minha canela.

Voltamos para areia na hora da contagem regressiva: 10, 9, 8... No 5, a Pri vem no meu ouvido, por causa do barulho, e pergunta:

- Cadê meu chinelo?

- 5,4...

- Não sei, Pri...

- 3, 2...

- Sério, eu perdi. Me ajuda?

Eu, idiota, abaixei para procurar...


- 1... Feliz 97!!! Eeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!


Resumindo: minha passagem de 96 pra 97 foi em frente ao Copacabana Palace sem poder assistir aos fogos porque eu estava de quatro com um ferimento sujo de sangue e areia na canela e com o estômago todo zoado de azia por causa daquele inferno de esfiha de carne. Minutos depois a Pri lembrou que tinha dado o chinelo pro Daniel cuidar antes de entrarmos no mar.

Leia a coluna anterior de Oscar Filho

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Quem é o colunista: Um ser humano com uma personalidade muito parecida com a do Pica-Pau.

O que faz: Sou ator, humorista, repórter e um representante Jequiti.

Pecado gastronômico: Gosto de sorvete, sorvete também me atrai, às vezes sorvete e, pra variar, um milk-shake.

Melhor lugar do mundo: Sorveteria.

O que está ouvindo no carro, iPod, mp3: Pearl Jam, música clássica e Cavaleiros do Forró.

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Atualizado em 6 Set 2011.

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