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Por Redação Guia da Semana

Salve Iemanjá, a rainha do mar!

Os terreiros da Bahia, seus adeptos e simpatizantes homenageam a Orixá.

Por Valter Moreira

A Festa de Iemanjá, este ano, mistura-se às comemorações pré-carnavalescas, já que o dia 2 de fevereiro cai na véspera de Carnaval. A comemoração dupla promete ser ainda mais emocionante, unindo os atabaques dos preparativos do maior "show" da terra, com os do sincretismo religioso e fé que predominam na cidade.

Dia de Iemanjá é dia de festa no mar da Bahia. O dia oficial é 2 de fevereiro, quando fiéis da umbanda (culto proveniente do candomblé) fazem oferendas e pedidos especificamente a ela. Os presentes são colocados em cestos de palha, junto com bilhetes, para serem entregues no mar. Diferente do reveillon (31 de dezembro), quando os devotos agradecem e fazem novos pedidos aos Orixás, em geral.

História da Festa

O culto à Iemanjá é herança dos africanos escravos, do século XVI. Os negros pescadores do litoral baiano foram os primeiros a pedirem proteção à rainha das águas. Depois, foi a vez de suas esposas, que se desesperavam com seus homens no mar, durante as tempestades, e recorriam à entidade para que voltassem sãos e salvos.

A festa foi criada, em Salvador, pela colônia de pescadores do Rio Vermelho, por volta de 1910. Eles pediram socorro à umbanda, e seus deuses africanos, num ano de fraca pescaria. Com a ajuda da mãe de santo Júlia do Bogun, fizeram a lista do material necessário e aprenderem como realizar o ritual. Até 1960 a festa foi batizada de "Presentes da Mãe d´água", depois desse ano passou a ser conhecida como "Festa de Yemanjá". Até hoje, a Casa do Peso (depósito de pesca e ferramentas) é o local reservado para o recebimento e despacho das oferendas à orixá.

Inicialmente restrita à Praia do Rio Vermelho, a homenagem estendeu-se para todo o bairro e passou a fazer parte do calendário de comemorações oficial de Salvador, atraindo turistas de todo o País e do mundo. Os terreiros participam, com seus de Pais de Santo (Babalorixás), Mães de Santo (Ialorixás), Omorixás (Filhos de Santo) e freqüentadores, todos vestidos a caráter. O ponto alto das comemorações, que começam no alvorecer, é por volta das 10h, quando as oferendas são lançadas ao mar, ao som de atabaques e cantos afro.

Diversos grupos participam da festa, tornando-a um verdadeiro espelho da tradicional cultura baiana, recheado com capoeira, berimbau e participação de diversos grupos carnavalescos tradicionais. Este ano, por sua proximidade com o Carnaval, o dia promete ser ainda mais quente, com a maior orixá abrindo passagem para a maior festa da Bahia.

Ficou com vontade de fazer uma oferenda? Conheça mais sobre esta Orixá e sobre o que a agrada.


Atualizado em 6 Set 2011.

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