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Por Redação Guia da Semana

Serras Catarinenses: Serra do Rio do Rastro

Paisagens inesquecíveis em um trecho de apenas 12 quilômetros.

Foto: Divulgação/Santur


Com cerca de 12 quilômetros de extensão, a Serra do Rio do Rastro, localiza-se próxima às cidades de Lauro Müller e Bom Jardim da Serra. Ela faz a interligação entre a serra e o litoral catarinense, com cerca de 1.460 metros de altitude. Parte dela é revestida pelo concreto, para não ter deslizamentos com as chuvas e ajudar na circulação de carros pela estrada. Cortada pela rodovia SC-438, a região possui matas quase inexploradas e muitas cachoeiras, considerada um dos principais cartões postais do estado.

Se for cruzá-la, é preciso ir com cuidado, pois o trecho possui subidas íngremes e muitas curvas fechadas. Há diversos quiosques em alguns trechos para os turistas que desejam parar por um tempo e desfrutar da paisagem. Em 2002, a Serra do Rio do Rastro foi totalmente iluminada, para total segurança dos motoristas que a cruzam à noite. Também há um mirante, onde pode-se ver uma paisagem inesquecível, além de enxergar diversas cidades da região, vales, morros, colinas e montanhas.


A serra é coberta pela Mata Atlântica e possui uma fauna bastante diversificada, com variadas espécies de felinos e macacos, além de quatis, tatus, tamanduás e iraras (esse último animal bastante típico da região, principalmente na parte preservada). Andando pela serra, é possível ver águias chilenas, araras, tucanos e papagaios.

Foto: Divulgação/Santur

Conheça também:

Cânion da Ronda
Uma altitude de cerca de 1.485 metros em cem hectares de terra no mesmo nível do topo, localiza-se à direita da Serra do Rio do Rastro.

Cânion do Funil
Localiza-se à esquerda da Serra do Rio do Rastro, a uma altitude de 1590 e não possui acesso a carros. O turista só consegue conhecer a região a pé ou a cavalo pelas trilhas das fazendas da região.

Lauro Muller
Um dos pontos turísticos da cidade que mais chama a atenção dos turistas é a estrutura de um castelo (de verdade). Ele foi construído em 1919, por Henrique Lage, responsável pelo desenvolvimento da siderurgia de Santa Catarina e também do crescimento das ferrovias pela região.

De acordo com a história, ele levantou a estrutura para uma cantora italiana de ópera, com quem se casou, chamada Gabriela Bezanzoni. Hoje, o local foi tombado pela Fundação Catarinense de Cultura e lá funciona o conhecido Parque Lage.

Bom Jardim da Serra
Conhecida como a "capital das águas", Bom Jardim da Serra chama a atenção dos aventureiros que gostam de ter um contato maior com a natureza. A cidade possui cerca de 35 cachoeiras (algumas com, no mínimo, dez metros de queda), além de 14 rios que são afluentes do Rio Pelotas.

Um catavento de 50 metros de altura, com três hélices, chama a atenção dos visitantes. É lá que se encontra uma estação experimental de energia eólica. Toda a produção é destinada à iluminação da Serra do Rio do Rastro. Bom Jardim da Serra foi selecionada como um dos três municípios de Santa Catarina que tem potencial de exploração da energia eólica, junto com Laguna e Água Doce.


Atualizado em 6 Set 2011.

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