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Por Redação Guia da Semana

Shoppings deixam de ser sinônimo de segurança

Falsa sensação de segurança e despreparo dos profissionais está afastando frequentadores.

Foto: sxc.hu

A impressão de segurança aumenta quando estamos posicionados dentro de um local fechado, com câmeras e ambiente refrigerado, além de dezenas de homens fortes e altos caminhando sem parar no estabelecimento, dando a impressão de atenção a qualquer movimento que possa parecer estranho, inibindo a atuação dos bandidos.

Esse quadro mudou com os últimos relatórios fornecidos pelo Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado, que informa que sete em cada trinta casos de seqüestro-relâmpago acontecem no estacionamento de algum shopping da cidade.

A freqüência dos incidentes tem assustado os shoppings e seus freqüentadores, desde uma pequena avaria em um veículo até assassinatos tem colocado em dúvida o propósito desses centros comerciais.

Foto: Sxc.hu

Quem não se lembra do fatídico dia 3 de novembro de 1999, quando o estudante de Medicina Mateus da Costa Pereira invadiu uma sala de cinema e matou a tiros três pessoas. A partir dessa data, muito se comenta sobre a segurança nos templos do capitalismo e a dúvida permanece: será que estamos realmente seguros?

Para a Diretora de Programas Especiais do PROCON de São Paulo Andréa Sanchez, os shoppings são responsáveis por qualquer incidente ocorrido no interior dos mesmos. A diretora deu dicas importantes caso você tenha um contratempo em algum deles, anote: "A primeira coisa a se fazer, é chamar o administrador do shopping e relatar o ocorrido, pegue todos os dados da pessoa, como nome completo, função, RG e exija um registro com assinatura do funcionário por escrito".

Andréa salientou que procurar uma solução amigável é a melhor saída, "Busque sempre o diálogo, hoje em dia os shoppings estão resolvendo as situações diretamente com o cliente".

Foto: sxc.hu


Se o problema não for resolvido diretamente com o shopping, a única saída é buscar um juizado especial, na qual certamente à decisão levará algum tempo para sair.

Em virtude dos fatos desastrosos ocorridos nos principais shoppings de São Paulo, o Guia da Semana procurou um especialista em segurança de empresas para comentar e esclarecer o assunto. Segundo o empresário Gianluca Pagano, sócio-proprietário da Embravi (Empresa Brasileira de Vigilância), avanços tecnológicos são necessários, mas o importante é ter uma política de segurança preventiva: " Os shoppings devem ter monitoramento total da área, com câmeras e seguranças cobrindo todos os setores, isso ajuda a coibir a ação dos criminosos". Em relação aos profissionais que trabalham nos shoppings, Gianluca revela um dado assustador, apoiado em dez anos de atuação na área, " 90% dos seguranças que fazem esse tipo de serviço não são preparados para zelar sobre a integridade física das pessoas que circulam nas áreas".

O especialista ainda ressaltou pontos importantes para sua segurança em locais de grande circulação: "Fique sempre atento às pessoas ao seu redor, cuidado com bolsas e sacolas, na hora de digitar senhas certifique-se se não há ninguém olhando os números digitados, e em caso de assalto tente manter a calma e nunca reaja".

Procurada pela reportagem do Guia da Semana, a ABRASCE (Associação Brasileira de Shopping Centers), não se posicionou sobre o assunto.


Atualizado em 6 Set 2011.

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