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Turismo
Por Redação Guia da Semana

Sorriso mambembe

Para celebrar o Dia do Circo e como forma de resgatar os valores e tradições, os circos itinerantes continuam a alegrar diversos públicos e se reinventam com o passar dos anos.

Foto: Getty Images


Em pouco tempo, o simples ato de abrir uma cortina se torna algo mágico e cheio de fantasia. Atrás dela se esconde um mundo paralelo, onde crianças materializam suas ilusões e os marmanjos podem deixar de lado os problemas cotidianos para dar lugar à diversão. As cores enfeitam um cenário alegórico aos olhos e, dessa forma, o circo itinerante no Brasil mantém sua essência e leva o riso e alegria a diferentes públicos.

Com o passar dos anos, o circo brasileiro passou por algumas transformações. Parte se deve ao fato da lei federal que proíbe o uso de animais nos espetáculos. Além disso, a falta de pontos centrais nas cidades, por onde passam os picadeiros, afastam o público.
 
Segundo a vice-presidente da União Brasileira de Circos Itinerantes e proprietária do Circo Spacial, Marlene Olímpia Querubim, esses dois fatores interferem diretamente na relação com a plateia. "Não conseguimos, muitas vezes, instalar a lona em lugares bem localizados e de fácil acesso. Um terreno perto de um metrô, por exemplo. Isso inibe a participação do grande público". Sobre a questão dos animais, a circense enfatiza que "a imagem pejorativa que passaram em relação ao uso de bichos chocou o povo brasileiro e essa generalização foi muito ruim". E complementa se dizendo a favor da legalização das leis que monitoram o trato dos artistas com os animais.

Mesmo diante de intempéries, a caravana segue cativando públicos de cidades Brasil afora. Em comemoração ao Dia do Circo, 27 de março, saiba mais sobre os principais espaços circenses do país.

Circo Spacial

Foto: Divulgação


Apesar de sua pouca idade - em 2010 completa 25 anos -, o Circo Spacial tem o que contar. O espaço nasceu do desejo de um garoto de 4 anos, Jacson Querubim, que em sua fantasia sonhou com uma viagem imaginária em uma nave espacial. O sonho do pequeno serviu como inspiração para sua mãe, Marlene Olimpia Querubim, quem em 9 de agosto de 1985 abriu as cortinas do Circo Spacial. Ao longo da trajetória, um dos grandes momentos foi uma apresentação no Maracanã para 220 mil pessoas, em 1987.

Seu picadeiro preserva a tradição da arte circense e resgata números com malabaristas, contorcionistas, equilibristas, acrobatas, trapezistas e palhaços. Hoje a trupe conta com mais de 120 pessoas, 20 carretas, cavalos mecânicos, carro de som, trailers, 200 toneladas de ferro e outros equipamentos. Além de um guarda-roupa composto de mais de 2 mil peças de brilho e cores. Depois de intalado, o Spacial tem capacidade para abrigar até 3 mil espectadores.

Circo Stankowich

Foto: Divulgação


De origem romena, o Stankowich mantém uma tradição de mais de um século na qual a arte circense é transmitida por gerações. Em 1850, Pedro Stankowich e sua família chegaram à América do Sul e seis anos depois se instalaram no Brasil. Ao lado de seus animais amestrados, o circo foi um sucesso. Hoje, o neto Antonio segue como diretor, dando sequência a quarta geração da família.

A companhia é considerada uma das mais maiores da América Latina, além de ser uma das mais antigas. Mesmo assim, a estrutura se moderniza a cada ano e traz novos números, equipamentos e preza pela tecnologia. Trabalham no circo cerca de 155 pessoas, entre artistas e profissionais. Com capacidade para acomodar 2 mil pessoas, o Circo Stankowich realiza cerca de 500 shows ao ano, atraindo mais de 130 mil pessoas.

 O adeus ao mundo de Orfei
O tradicional Circo Orlando Orfei é tido como referência na arte do picadeiro. O primeiro circo de sua família nasceu em 1825. Em 1926, com apenas 6 anos, já subia aos picadeiros como palhaço. Dos 9 aos 15 anos foi malabarista, equilibrista, ciclista acrobático; aos 18, mágico. Logo, descobriu sua verdadeira função: domador. Considerado um dos melhores do mundo, por seu estilo descontraído de tratar os animais, desenvolveu também inúmeras adaptações do circo moderno, como o sistema de aquecimento nas apresentações para combater o frio europeu;  um dos responsáveis pela criação de lonas de plástico - quando eram ainda de algodão -; e idealizador da forma de som central utilizando a concavidade do interior do circo. Além disso, possui o número único das Águas Dançantes, considerado um dos números circenses mais atraentes do mundo. Em 1968, chegou a São Paulo e decidiu ficar no Brasil, deixando um legado na Itália. Até os 88 anos, Orlando Orfei continuava a receber seu público nas apresentações de seu picadeiro. Hoje, prestes a completar 90 anos, o artista viu seu circo baixar as lonas. Depois da lei que proíbe o uso de animais nos espetáculos, a família Orfei desmontou o picadeiro e aposentou os trailers, caminhões e figurinos dos espetáculos.


Circo Di Napoli

Foto: Divulgação


O Circo di Napoli traz alegria ao público há 35 anos. O diretor Beto Pinheiro começou aos 12 acompanhando o irmão mais velho, como palhaço. Anos depois, tornou-se dono de seu próprio picadeiro, do qual chamava Circo Tuza. A princípio com uma estrutura pequena, o empreendimento deu c sucesso e hoje conta com duas unidades, Guarujá e Americana. Com capacidade aproximada para 1800 pessoas, a estrutura abriga ainda praça de alimentação e traz no elenco artistas internacionais da Romênia, Colômbia, Argentina, Equador e Uruguai.

A família, que já mantinha a tradição circense, continuou a montar seus picadeiros. Além do espetáculo do circo, atores, comediantes e cantores como: Mazzaropi, Milionário e Zé Rico, Tônico e Tinoco, Eliana, Mara Maravilha, Chitãozinho e Chororó, entre outros, já deram seus ares pelo Di Napoli. Com o passar dos anos, o circo mudou e contratou artistas para comporem um espetáculo a altura dos apresentados fora do país. Assim, se transformou em uma grande empresa que roda pelo Brasil inteiro com eventos e não abandona as origens circenses. 

Para quem aprecia a arte circense e tem vontade de praticar algumas técnicas como acrobacias de solo, ginástica de trampolim ,malabares, contorção, trapézio, tecido, entre outras modalidades, pode conhecer a Academia Brasileira de Circo. A escola, fundada em 2004, possui também espaço para eventos e conta com profissionais do Circo Spacial para instruir os alunos.
Endereço: Avenida Nicolas Boer, 120 - São Paulo
Telefone: (11) 2076-0087

 


Atualizado em 13 Set 2011.

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