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Viagens
Por Redação Guia da Semana

Tá nervoso? Vai pescar!

Lugar para fugir do estresse das metrópoles, os pesqueiros têm muito mais atrativos do que a simples pesca.


Mais uma semana de frio em São Paulo. Embora a baixa temperatura transfigure-se num tentador convite para a permanência debaixo das cobertas - acompanhado de pipoca e assistindo filmes ou a programação do sábado na TV - resolvi conhecer Pesqueiro Maeda, localizado na área rural da cidade de Itu, a aproximadamente uma hora e meia da capital paulistana.

Chegando ao local por um caminho de terra, avisto os chalés de madeira de tamanho reduzido, que lembram em muito as casas construídas em cidades no sul do país. Entrando na área de lazer da fazenda, vejo diversos tanques destinados à pesca, cheios de pacus, pintados, carpas, tilápias e outros peixes. Como não tenho afinidade, paciência nem vontade de pescar, procuro outros tipos de diversões, como andar a cavalo, passear pelo local e conhecer o interessante sistema de rodas d´água que a fazenda possui.

O cenário repleto de palmeiras e azaléias atrai pássaros e outros animais, que repousam nas copas das árvores, contaminando o ar com o clima bucólico e intimista. O teleférico oferece uma panorâmica privilegiada do parque, de onde se observa quase todas as atrações, como toboáguas, playgrouds, pedalinho, arvorismo ou trilhas.

Mas foi com o passeio de trenzinho pelo Jardim Japonês que pude realmente perceber a simples e admirada beleza proporcionada pela natureza, que os seres humanos teimam a não preservar. Antes de entrar no local, o visitante é obrigado a passar por um túnel feito com pedras em um estilo rústico que arremete ao medieval, aparecendo como um portal de transição para um lugar de contemplação.


Dentro, pequenas árvores apresentam flores com a tonalidade vermelha e rosada, destoando frente aos verdes dos campos, com pontes e cachoeiras que recriam um ambiente oriental dos vilarejos japoneses. Lá o visitante encontra um espaço de reflexão e meditação, contrapondo o distante cenário de arranha-céus, poluição e concreto armado que as metrópoles insistem em cultivar.

Seguindo o caminho, passo por um trajeto de pontes de madeiras, que conduzem a pequenas quedas d´águas, onde 26 rodas movimentam e são responsáveis pelo bombeamento dos 11 tanques de pesca, sem o gasto com eletricidade. Uma boa prova da capacidade inventiva humana.

Ainda fico impressionado com as gigantes árvores seculares e o seu estado de preservação. São árvores que comportam mais de 300 pessoas, algumas possuem mais de 200 anos.

No fim, embora não tenha passado o dia com uma temperatura ideal para um passeio por todo o lugar, somente essa proximidade a um ambiente calmo e com a natureza presente já foi deveras suficiente para sintir-me revigorado e encarar a selva de pedra urbana.


Quem é o colunista: Leonardo Filomeno

O que faz: Esportes e Jornalismo

Pecado gastronômico: Pizza e comida japonesa.

Melhor lugar do mundo: Ainda preciso conhecer

Fale com ele: [email protected]

Atualizado em 6 Set 2011.

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