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Turismo
Por Redação Guia da Semana

Tudo em um só lugar

Costurados às tradições regionais, os Mercadões do Brasil atravessam o tempo e atraem turistas de todo o mundo.

Com o melhor do artesanato, peculiaridades regionais e culinária típica, os Mercados Municipais do Brasil oferecem diversas opções de consumo a turistas de todos os tipos e classes sociais. Por trás de tantas variedades, os prédios mantêm suas estruturas originais, observam o passar das gerações, participam da história e se adaptam aos novos tempos. Alguns recebem reformas, cuidados especiais, enquanto outros estão degradados, porém firmes e com um público cativo. Tidos como pontos turísticos, os espaços são points de visitação nas grandes capitais. Conheça a origem de alguns dos principais Mercadões do país e o que eles oferecem aos frequentadores.

Terra da garoa

Fotos: Divulgação


Construído entre 1926 e 1932, o Mercado Municipal de São Paulo é tido como um dos projetos mais renomados do arquiteto Ramos de Azevedo. Abriu suas portas somente em 1933, localizado ao lado do Rio Tamanduateí, em um espaço de 12.600 metros quadrados. Devido à grande quantidade de iguarias e preços acessíveis logo se tornou reduto dos paulistanos. A decoração remete os grandes palacetes da antiguidade. Desde os vitrais coloridos do artista russo Conrado Sorgenicht Filho até as colunas e altura das paredes. O Mercadão possui em média 1.600 funcionários, movimenta 350 toneladas de alimentos em 291 boxes e recebe nada menos que 14 mil visitantes, ao dia.   

O local é ideal para achar frutas fora de época e encontrar especiarias típicas de outros países. Após uma reforma em 2003 - que envolveu a fachada, vitrais e pintura - o local recebeu um subsolo, salão de eventos e o mezanino, com oito restaurantes. Quem passa por lá não pode deixar de experimentar o famoso pastel de bacalhau e o calibrado sanduíche de mortadela. Além disso, os visitantes podem saborear tradicionais pratos brasileiros, como arroz e feijão ou até optar por culinária japonesa.

Mineirinho



O Mercado Municipal de Belo Horizonte foi fundado em 1929 com barracas de madeira que se enfileiravam nos 14 mil metros quadrados do terreno e teve atividade intensa até 1964, quando o prefeito da época o vendeu, alegando impossibilidade de administrar a feira. Em um esforço de comerciantes e empresários, o espaço foi comprado e readaptado. Dessa forma expandiu seus negócios e se transformou em um núcleo, não apenas de produtos alimentícios, mas também de artesanato e comida típica.

Misturando religiosidade, cultura popular e contemporaneidade, por lá é possível encontrar desde ótimas opções da culinária mineira ou até comprar ingredientes e preparar um prato típico em casa. O ambiente é adequado para fazer uma reunião de amigos e até para quem busca uma proteção religiosa, já há uma vasta opção de artigos religiosos e esotéricos. Presente também estão o artesanato, floricultura, brinquedos e roupas. Para quem não for comprar nada e quer apenas fazer um passeio, vale a pedida.

Todos os santos



Inaugurado em 1912, o Mercado Modelo de Salvador surgiu da necessidade de um centro de abastecimento na Cidade Baixa do Estado. Oferece ao público muitas opções de compras, entre elas as famosas rendas baianas, berimbaus, frutas típicas, charutos, cachaças, artigos para o candomblé e todo tipo de artesanato da região. Assim como todo ponto turístico de Salvador, o Mercado tem suas curiosidades, como a descoberta de túneis no subsolo do prédio, atualmente aberto a visitação, que carrega a lenda de ter recebido escravos vindos da África.

O local foi vítima de pelo menos cinco grandes incêndios ao longo do seu tempo. A construção da primeira sede foi finalizada em 1912 e o espaço era o principal centro de abastecimento da cidade. Localizado inicialmente entre a Casa da Alfândega - ponto atual - e a Escola de Aprendizes de Marinheiros, um incêndio em 1969 destruiu todo o local, culminando na mudança para a Praça Cayru em 1971. Entretanto, um último incidente aconteceu no Mercadão em 1984, mas uma reforma devolveu a mesma estrutura e reforçou a prevenção contra incêndios.

Padrão elevado



Inaugurado em Agosto de 1958, o Mercado Municipal de Curitiba é um dos mais tradicionais pontos de encontro e compras da região. O espaço possui uma área total de 12 mil metros quadrados, emprega 450 pessoas de forma direta e outras duas mil de forma indireta. Oferece hoje em média 72 mil itens, divididos em bancas, lojas e boxes, onde é possível encontrar frutas, peixes, carnes exóticas, especiarias diversas, bebidas nacionais e importadas, mercearia em geral, tabacaria e até confecções, além de serviços como relojoaria, lotérica e barbearia.

O mercado apresenta alguns diferenciais como o espaço para cursos e eventos e é pioneiro em contar com uma unidade de manipulação do Sistema de Inspeção Municipal (SIM). Além disso, é o primeiro do Brasil a ter um espaço para alimentos orgânicos e uma área de 3,7 mil metros quadrados com pontos de vendas, incluindo açougue, lanchonetes, mercearia, restaurante e artesanato. Atualmente passa por reformas e ampliação, onde passara a ter 18 mil metros quadrados. O plano da prefeitura é melhorar o atendimento das cerca de 50 mil pessoas que circulam por semana no Mercado. Para isso, as praças de alimentação serão integradas em um único ambiente e a estrutura será modernizada, assim como todo sistema elétrico e hidráulico. Hoje, todo o espaço conta com 680 lugares para os clientes se sentarem; com a ampliação esse número chegará a 1.200 lugares.

Confira outras capitais do país que possuem Mercados Municipais!

Atualizado em 26 Set 2011.

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