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Turismo
Por Redação Guia da Semana

Turistas empacotados

O que é melhor? Fechar um pacote de viagem com uma agência ou aventurar-se e montar seu próprio roteiro?.

Foto: Getty Images


Outro dia me perguntaram qual a maior dica de viagem que eu daria. Não tive que pensar muito pra responder essa. Sem dúvida nenhuma, digo a todos os protótipos de turistas: Fuja de pacotes de viagem. Claro, existem pessoas com perfil de pacote, especialmente turistas idosos, deficientes (qualquer um que precise de algumas certezas em suas viagens) e comodistas de plantão, que se organizam pela lei do mínimo esforço. Mas se você não se enquadra em nenhuma destas categorias, esqueça que existem agências de viagem e viaje ao melhor estilo "Faça você mesmo".

Pacotes já esclarecem no próprio nome o porquê de não serem legais. Está pronto, fechado, engessado e te mostra só aquilo que é possível ver superficialmente em uma destinação. Tenha a certeza de que você estará à sorte de acordos comerciais, interesses políticos e entretenimento provocado. E, pra mim, não existe nada mais tedioso do que assistir a própria a viagem.

É claro que dá mais trabalho construir uma viagem. As agências de viagens fazem todo o trabalho pra você, e por isto ganham sua comissão. Mais do que isso, as agências possuem acordos comerciais com hotéis, companhias aéreas, transfers, e acabam conseguindo um precinho amigo que você, reles mortal, não conseguiria jamais. Mas você vai me perguntar: Pombas! Se - às vezes - é mais barato e dá menos trabalho, porque eu fugiria deste conforto absoluto que é comprar um pacote de viagens? Simples: Porque não compensa. Segundo dados de 2007 do Ministério do Turismo, só 14% dos gringos que visitam o Brasil utilizam-se dos pacotes de agências. Há que se aprender algo com eles que já estão muito à frente quando o assunto é turismo.

Uma vez vi o Zeca Camargo contar uma história de viagem que exemplifica bem esta contradição que são os pacotes: Ele estava em um Café de um monumento turístico - se eu não me engano na Síria - e, de repente, chegou um grupo de italianos num bloco de turistas correndo, tirando fotos, tendo explicações gritadas e sem nenhuma capacidade de interpretação subjetivada do atrativo. Disse ele que no instante em que o grupo voltou rapidamente à van que os conduzia, uma senhora ficou extasiada com a beleza do lugar e parou boquiaberta diante de tamanha relevância. Ela só precisava de uns dez minutos a mais pra apreciar um pouco daquilo que a tocou tanto! Eis que vem o guia enfurecido, porque ela estava atrasando a programação, levando-a direto pra van. É isso.

Com um pacote, sua liberdade de absorção da viagem fica comprometida. Não existe vontade própria, há sempre que se pensar em grupo e rápido. Em minha opinião, isto não é viajar. Viajar é ter a possibilidade de levar um pouco de você pro seu destino e deixar que ele também se torne parte de você, como que numa troca simbiótica. Pra isso é preciso tempo e sensibilidade. Acredite: "Europa Mágica 21 dias" não proporciona isso.

Quem é o colunista: Victor Gouvêa.

O que faz: Turismólogo-Blogueiro.

Pecado Gastronômico: Bolos, tortas e afins!

Melhor lugar do mundo: Montmatre.

Fale com ele: victtorgs @hotmail.com ou acesse seu blog.


Atualizado em 6 Set 2011.

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