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Turismo
Por Redação Guia da Semana

Um país, dois sistemas

Colunista esteve em Hong Kong e conta o que viu por lá.

Foto: Sxc.Hu


Lembro-me de minha chegada a Hong Kong como se fosse ontem. Após meses viajando e fazendo mímicas para me comunicar pela Ásia, fui recepcionado por taxistas que falavam inglês (algo único em quase todo o continente) - além do mandarim/cantonês local - e com os carros trafegando pelo lado direito da pista, o que sem dúvidas, já apontava as influências herdadas da colonização britânica.

Quando desembarquei nessa pequena ilha, ocupada por oito milhões de habitantes, levei apenas alguns minutos para entender porque o local é conhecido como uma das maiores densidades demográficas do mundo. Depois de olhar pela janela do táxi, a movimentação daqueles aglomerados de pessoas andando pra lá e pra cá, cheguei ao quarto da pensão onde passaria os próximos meses. Senti-me em uma caixinha de fósforos. Para se ter uma noção, eu podia tocar as paredes laterais com meus braços abertos. O chuveiro ficava acima do vaso sanitário. Tudo para maximizar cada centímetro de espaço.

Eu havia acabado de passar pelas principais cidades chinesas, como Shanghai, Guangzhou e Shenzhen. Parecia-me contraditório estar em Hong Kong, vendo aquele mundo de arranha-céus, o centro financeiro de Times Square, e ainda me sentir na China. Claro que existem patos pendurados nas vitrines dos restaurantes, cheiro de incenso, andaimes de bambu e tudo mais. Mas a organização, a limpeza, o trânsito, o comércio... Tudo isso fez com que eu me sentisse num lugar bem diferente e longe da China que eu havia conhecido. Uma superpotência comunista e uma das economias mais liberais do mundo? Acho que até pelo slogan ("Um país, dois sistemas"), eu não devo ser o único a notar tamanha contradição, né?

Para ter uma ideia do tamanho de Hong Kong, subi até ao The Peak, à noite. Dali é possível observar o poderio financeiro através de seus imponentes arranha-céus. Mas também vale a pena pegar uma balsa (ou um metrô) até Tsim Sha Tsui, para ver o show que acontece todas as noites, quando os prédios disparam flashes de luzes ao céu de maneira sincronizada. E por falar em locomoção, é imperdível pegar o conhecido tram, uma espécie de bondinho que corta boa parte da ilha.

Hong Kong é um lugar que agrada a todos os gostos. Para os consumistas de plantão, é o lugar ideal para compras de todo o tipo de produtos, principalmente eletrônicos. Já para os apaixonados por turismo, inúmeras opções nos fazem questionar a pequena dimensão da ilha, tamanha é sua variedade. Citaria o Big Buda, o maior Buda sentado de bronze do mundo, com seus 30 metros de altura e 220 toneladas. Além disso, o clima agradável, similar ao brasileiro, traz praias bem frequentadas e limpas. Destaque para as mais visitadas como South Bay, Shek"o, Clear Water Bay, Big Wave e Repulse Bay.

Se eu pudesse descrever Hong Kong com poucas palavras, diria que é a "China evoluída". Calma... Não que a China não tenha seu valor (que é enorme, por sinal), mas os traços deixados pelos ingleses deram um toque a mais na cultura milenar, adicionando um pouco mais de organização e bons modos no dia a dia.

Leia as colunas anteriores de Alexandre Finelli:

Cingapura, a cidade-maquete

Xangai: todas as faces da nova referência chinesa

De Luto Quem é o colunista: Alexandre Finelli

O que faz: Jornalista.

Pecado gastronômico: Salmão.

Melhor lugar do Mundo: Amparo, interior de São Paulo

Fale com ele: [email protected]

Atualizado em 6 Set 2011.

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