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Por Redação Guia da Semana

Um pedacinho do paraíso

Colunista conta mais uma de suas aventuras pelas ilhas gregas.

Foto: Arquivo Pessoal

Em maio, tive o privilégio de assistir a uma palestra com Luc Ferry, filósofo francês que também foi ministro da educação. Ele é simplesmente brilhante e, assim como algumas pessoas ficaram admiradas com o Cirque du Soleil, eu fiquei com o pensamento de dele.

Entre outras coisas, Ferry relatou parte da Odisseia de Homero, onde o protagonista Ulisses luta por dez anos na guerra de Troia e fica outros dez anos tentando voltar para sua ilha, Ítaca e para a sua mulher, Penélope. Desculpem este prólogo enorme para chegar ao ponto, mas é que pensei tanto em tudo que ele falou e meu pensamento me remeteu a ilha grega de Corfu que, como Ítaca, a ilha de Ulisses, faz parte do conjunto de ilhas Jônicas, no lado oeste da Grécia.

Corfu foi o nome dado pelos italianos quando as ilhas eram dominadas pela República de Veneza de 1401 até 1797. O nome grego de lá é Kerkyra. As Ilhas Jônicas tem uma característica diferente das ilhas do Mar Egeu, que costumam ser mais áridas, e Corfu é um lugar muito verde e florido.

Estivemos lá por quatro dias inesquecíveis. Pegamos um voo de Atenas, que dura em torno de 40 minutos e alugamos um carro na chegada. Outra opção é alugar uma moto, mas como tínhamos malas, então, o mais prático foi o carro mesmo.

Depois de algumas pesquisas na internet, percebi que a praia mais interessante e bonita era Paleokastritsa, e foi lá que eu achei esta maravilha que é o Hotel Akrotiri. A vista da sacada do nosso quarto era incrível. Perfeita para fazer uma happy hour.

No segundo dia, alugamos uma lancha, nada de muito motor, mas o suficiente para podermos explorar muitas praias e de ter o privilégio de estar sozinhos em algumas delas. O aluguel gira em torno de 50 euros, das 11h até as 17h, mais a gasolina. Eles também te dão um mapinha com as praias e pontos onde poderíamos almoçar. Foi perfeito.

E foi com este mapinha que descobrimos muitos recantos, que talvez de carro não fosse possível chegar. Um deles é um pequeno restaurante chamado Grotta Bay, onde pudemos estacionar a lancha e almoçar papeando com o dono, que era um marinheiro veterano que até já tinha ido ao Brasil várias vezes.

A cidade de Corfu é muito bonitinha e guarda muita influência da arquitetura Veneziana, tem aquelas arcadas que lembram muito a Piazza San Marco e ali se concentram a maioria dos restaurantes, cafés e a vida noturna.

Fizemos vários passeios, visitamos uma igrejinha ortodoxa no alto de um penhasco, passeamos entre os muitos bosques de oliveiras e ruínas. Corfu possui muitas coisas para ver.

Mas também é o lugar para o dolce far niente, e foi a nossa opção: ficar atirados na praia, cuja única preocupação foi a de "onde vamos ver o por do sol hoje?". Se me permitem, a vida passa muito rápido!

Leia a coluna anterior de Clarisse Zanetello:

Um destino diferente

Estradinhas para se perder

Paisagens lindas - parte 2

Quem é a colunista: Clarisse Zanetello Linhares.

O que faz: Professora de História da Arte.

Pecado Gastronômico: massa com molho vermelho.

Melhor lugar do mundo: Esta é muito difícil, olhem o blog e escolham!.

Fale com ela: Clarisselin@terra.com.br ou acesse seu blog Viajando com Arte.


Atualizado em 6 Set 2011.

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