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Turismo
Por Redação Guia da Semana

Um roteiro que vale a pena!

Na Noruega, colunista passou por Bergen, Sognefjord e Flam e conta como foi sua viagem!.

Foto: Arquivo Pessoal

Conhecer a Noruega foi a mais bucólica e cara viagem que eu já fiz na minha vida. O país é um oásis de prosperidade, financiado pelo petróleo, e não se preocupou nem em participar da Comunidade Europeia devido a sua autossuficiência e qualidade de vida. Mesmo para os padrões nórdicos, é uma viagem para se fazer como um prazer quase único e especial.

Estava comemorando 20 anos de casada e me preparando para levar um grupo em viagem para a Rússia. Acabei me dando este presente, mas somente por cinco noites. O que já foi o  suficiente para ter uma bela visão do país.

Meu roteiro iniciou em Bergen, onde cheguei de avião às 11h30 de uma noite ensolarada, isto mesmo em junho o sol se mantém no horizonte durante toda a noite. A temperatura nesta época do ano é agradável como um bom inverno nos trópicos, nunca deixe de levar um casaco bem grosso.

O Det Hanseatske Hotel é uma excelente pedida, muito bem localizado e com um charme sem igual, apesar da fachada ser bastante estranha e escondida em meio ao Bryggen.
Bryggen é o que resta do antigo cais do porto central de Bergen, área reconstruída no seguimento de um incêndio que reduziu a cidade a cinzas, em 1702. Hoje, tudo o que resta da estrutura original de Bryggen é um quarteirão recuperado sob a égide da UNESCO. Uma espécie de museu vivo e ao ar livre, exibindo parte da história cultural da região. (arquitetura, artesanato, ofícios tradicionais e artes ligadas à pesca).

Segundo um folheto sobre a cidade, o mercado de peixe é considerado uma das "maiores atrações turísticas" de Bergen, embora não haja mais peixe e marisco do que seria de esperar num mercado com este nome e, à primeira vista, ainda ao longe, se vejam mais souvenirs do que peixe. Para mim, o mais interessante na Noruega é a mistura de raças e a beleza das pessoas!

Para onde quer que o olhar se dirija, o verde das sete colinas que circundam a cidade impõem-se na paisagem. O funicular do Monte Floyen é a forma mais preguiçosa de aceder à magnífica vista panorâmica sobre a cidade, e juro que esta foto foi tirada de lá, não é uma maquete como parece! Para descer aproveite a caminhada e desfrute a paisagem.

Depois de uma noite na cidade partimos para o mais famoso cartão postal do país, os fjordes. São inumeráveis, mas o mais próximo e acessível é partir de barco do porto de Bergen em direção a Flam, nós optamos em pernoitar na cidade para poder curtir uma noite em meio a natureza exuberante sem uma horda de turistas e foi uma escolha fantástica, recomendo! Durante o dia uma quantidade enorme de cruzeiros chegam no porto para alcançar a estrada de ferro e seguir viagem. Á noite, a paz reina.

Fizemos tudo direto e não será por acaso que o Norway in a nutshell é o "pacote turístico" mais popular de toda a Noruega, entre os próprios noruegueses.

Verdade seja dita, Norway in a nutshell não é mais do que um conceito. São vários bilhetes individuais, de barco, trem e ônibus, vendidos em conjunto, facilitando assim a vida dos visitantes que, num único local ou site, adquirem todos os tickets necessários como se de um único se tratasse. Dentro deste "pacote" pode-se optar por ir e voltar a Bergen ou seguir para Oslo, que foi a nossa opção.

Encontramos um grupo de três brasileiros em despedida de solteiro no barco nos fjordes, confesso que não é a viagem mais apropriada para este fim. Tudo muito calmo e bucólico, noites quietas e românticas, para curtir a dois. Oslo já preenche requisitos mais festeiros: gente jovem e bonita por todos os lados. Nos encontramos com o trio que estava bem mais faceiro na capital.

Em Flam (pronuncia-se algo como Flom) que não é mais que um povoado de meia dúzia de casas (literalmente), o último porto do Sognefjord e o fim da linha da famosa estrada de ferro Flam Railway, alugamos bicicletas e saímos explorando as encostas. Um lugar lindo, que me deixou sem palavras para descrevê-lo. Nada cansativo, pois num percurso de dez quilômetros (ida e volta), já dá para ter um resumo da paisagem.

As estradas são muito vazias e tranquilas, ideal para passear em duas rodas. Um piquenique por aqui é uma ótima pedida.

O Hotel Fretheim é praticamente o único de Flam, tirando algumas hospedarias pequenas. Fica em frente ao porto e a estrada de ferro, portanto você não vai precisar de transporte quando chegar lá, apenas uma boa mala de rodinhas. Não é dos mais caros, levando-se em conta os valores locais, mas o jantar, um buffet nórdico, com peixes e queijos fantásticos. É quase o preço da estadia, mas vale cada centavo, portanto guarde o apetite.

A estrada de ferro que parte de Flam para Myrdal é um ponto turístico por si só. Inaugurada em 1923 e escavada na pedra artesanalmente, ainda opera com trens de madeira charmosos e lentos, para aproveitarmos bem a deslumbrante paisagem. Em Myrdal trocamos para um trem rápido e convencional numa viagem de mais cinco horas até Oslo, que fica para um próximo post.

Quem é a colunista: Mylene Friedrich Rizzo.

O que faz: Fala sobre história no curso "Encontros com Arte" e acompanha grupos de viagens culturais.

Pecado Gastronômico: doce de ovos.

Melhor lugar do mundo: é o próximo para onde vou viajar.

Fale com ela: mrizzo@terra.com.br  ou acesse seu blog Viajando com Arte.


Atualizado em 6 Set 2011.

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