Guia da Semana
Turismo
Por Redação Guia da Semana

Uma aventura inusitada para a Europa

Fotos: www.sxc.hu

Atire a primeira pedra quem nunca conheceu alguém cujo sonho de consumo era uma viagem à Cidade-Luz. Com sua atmosfera romântica - e um tanto quanto perfumada -, Paris é uma cidade que inspira no turista uma certa sensação de imponência, aquele gostinho de poder falar que está em uma das cidades mais lindas do mundo. Tudo bem, realmente a capital da França é belíssima. Mas, no meu caso de turista classe média, foi até legal chegar lá e conhecer pontos da cidade que só alguém da classe média pode apreciar. Minha saga, como não poderia ser diferente, começou no avião. E como uma turista classe média, viajei na classe econômica.

Meu vôo partiu de São Paulo às 20h30. Para minha sorte, comprei um monte de gibis antes do embarque. Parece que eu adivinhei que minha noite seria longa. E antes de chegar a Paris, o avião faria uma escala em Lisboa.

Ao meu lado estava uma passageira que, aparentemente, estava acostumada a viajar de avião a base de tranqüilizantes. Pelo menos foi o que eu consegui decifrar em alguns minutos de conversa. Mas acho que deduzi erroneamente, pois ninguém a base de calmantes fortes consegue ficar acordado - e falando - quase a madrugada inteira.

No momento em que o sono bateu na minha colega, a insônia bateu em mim. Aproveitei para ler meus gibis e ouvir aquelas estações de rádio de avião que, finda uma série de músicas, volta a tocar tudo de novo. Foi assim que ouvi pelo menos umas 30 vezes clássicos como Edgar Winter Group com "Frankenstein" e Tim Maia com "Descobridor dos sete mares". Até que a repetição de músicas me fez ficar com sono.

Quando eu estava quase conseguindo dormir, senti uns solavancos na minha poltrona e uma barulheira enorme começou. Abri os olhos e não se tratava de um pesadelo. Eram "apenas" líderes de torcida de futebol que seguiam para um jogo do Benfica e resolveram ensaiar a algazarra ali mesmo. E mero detalhe, na poltrona da frente estava um conhecido animador de auditório que, naquela época, pesava pelo menos uns 100 quilos a mais.

Terminada a bagunça com a intervenção da comissária de bordo, peguei no sono. Três horas depois, o sol já raiava e o café da manhã foi servido. O prato principal era omelete. Nesse exato momento, a minha colega de poltrona finalmente acordou e reclamou da omelete, dizendo que aquilo tinha muita gordura e pediu para eu devolver o prato para a aeromoça. E não é que ela se virou para o lado e voltou a dormir? Que inveja...

Poucas horas depois, o avião pousou em Lisboa e segui em outro vôo rumo a Paris. Bom, mas como a paciência e o espaço da coluna têm limites, eu volto em breve para contar um pouco mais da cidade perfumada. Até a próxima!

Quem é o colunista: Belisa Frangione

O que faz: estudante do quarto ano de jornalismo

Pecado gastronômico: comida japonesa e chocolate

Melhor lugar do Brasil: São Paulo

Fale com ele: [email protected]







Atualizado em 6 Set 2011.

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