Guia da Semana
Turismo
Por Redação Guia da Semana

Uma bela passegiata

Somente em três dias, colunista conheceu boa parte de Roma e conta como foi sua estadia por lá.

Estive em Roma no início de julho deste ano, quando voltava da Turquia. Foram apenas três dias, mas três dias cheios, intensos, na companhia de uma quase nativa, a Rita Silveira, que mora lá há quase dez anos.

Passeamos por todos os lugares e conheci muitos cantinhos diferentes de Roma. Foram longos dias de verão e a Cità aperta me pareceu mais bonita e vibrante do que nunca.
Vou narrar aqui para vocês um dia recheado de monumentos, avenidas e obras de arte. Um roteiro bom para fazer de carro, às vezes parando, entrando em algumas igrejas para apreciar uma obra de arte de Caravaggio ou Bernini, ou parando para tomar um vinho rosê geladinho e ficar observando os romanos, no velho e bom dolce far niente.

O hotel, onde me hospedei, ficava na área do Pantheon, aliás, muito bem localizado, pois dali, pode-se ir a pé a muitos lugares, como a Piazza Navona, o gueto judeu, o próprio Trastevere, que é o bairro boêmio de Roma e que fica apenas a algumas quadras de distância, cruzando o rio Tevere ou rio Tibre em português.

Saímos do hotel e fomos até a Piazza della Minerva, onde tem uma igreja, a Sta Maria Sopra Minerva, construída no lugar onde existia um templo da deusa romana, Minerva. Entramos alguns minutos para apreciar um quadro de Caravaggio, afrescos de Filippino Lippi e uma escultura de Cristo carregando a cruz de Michelangelo. Na praça, admiramos a curiosa estátua Elefantino de Bernini. Vamos combinar que foi um início de passeio bem auspicioso; em meia hora, ver este desfile de obras de arte não é para qualquer cidade!

Pegamos o carro e passamos pela Piazza Venezia, cuja paisagem é dominada pelo monumento mais visível da cidade, o Vittoriano, em homenagem ao soldado desconhecido e também para celebrar a unificação da Itália, conduzida por Vittorio Emanuele, em 1870. Lá é jocosamente chamado pelos italianos de bolo de noiva.

Pegamos a Via Fori Imperiali, que passa ao lado do antigo Fórum Romano, de onde é possível dar um bom vistaço das ruínas daquele que foi o coração pulsante do império.
Não havia como descer e caminhar pelo Fórum, pois a temperatura beirava os 36ºC e eu nunca aconselharia qualquer pessoa a ir a Roma nos meses de julho e agosto. A cidade literalmente ferve!

E ainda não era nem 11h, mas já estávamos sedentas por um lugar fresquinho, com uma boa vista, onde pudéssemos sentar e tomar algo bem refrescante e, já que estávamos na vizinhança, uma bela pedida foi a Terraza Cafarelli, que fica no terraço do Museu Capitolino, na Piazza do Campidoglio, ali colada no Fórum, projetada por Michelangelo. Lá, além de saborear um belo vinho rose, se tem uma das vistas mais legais de Roma. E você não precisa entrar no museu para desfrutar da Terraza, existe uma entrada lateral que vai diretamente para a cobertura.Continuamos nossa passegiata até a belíssima igreja barroca de Santa Maria della Vitoria, que fica nas proximidades da estação central de trens de Roma - a famosa Roma Termini.

Além do interior da Igreja ser muito bonito, completamente adornado, bem ao estilo barroco, a igreja abriga uma das esculturas mais lindas de Bernini, a Santa Teresa em Êxtase, onde o artista construiu todo um cenário para conter a santa mais popular da contra reforma italiana.Andamos por muitos lugares inusitados, que eu nunca estivera, e tive oportunidade de conhecer as muralhas e portas antigas de Roma perto da antiga Via Apia.

Outro lugar muito interessante de visitar são as antigas Termas de Caracalla. Os banhos eram extremamente populares na antiguidade, não só para banhar-se, pois as casas não tinham este recurso, mas para fazer ginástica, massagens, discutir política e não dispunham de jornal para inteirar-se dos últimos acontecimentos. As termas imperiais, como a do imperador Caracalla, possuíam uma grande infraestrutura, contando com biblioteca, lojas e até salão de festas!

Passamos em frente ao Museu do Vaticano e fiquei apavorada com o tamanho da fila. Nem pense em programar uma visita ao Museu do Vaticano e a Capela Sistina sem reservar previamente pela internet. Você evita horas de espera em filas intermináveis!

Ainda este ano, vamos fazer um feito que eu não julgava possível: vamos fazer uma visita privada à Capela Sistina! Vocês podem imaginar a emoção de ficar frente a frente com aquela maravilha no mais absoluto silêncio? Acho que vou chorar e sapatear. Prometo voltar aqui e contar parar vocês.

Fotos álbum: Arquivo Pessoal

Leia a coluna anterior de Clarisse Zanetello:

O mais belo da Europa

Aqui está quente


Um pedacinho do paraíso

Quem é a colunista: Clarisse Zanetello Linhares.

O que faz: Professora de História da Arte.

Pecado Gastronômico: massa com molho vermelho.

Melhor lugar do mundo: Esta é muito difícil, olhem o blog e escolham!.

Fale com ela: Clarisselin@terra.com.br ou acesse seu blog Viajando com Arte.


Atualizado em 6 Set 2011.

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