Guia da Semana
Turismo
Por Redação Guia da Semana

Uma viagem e tanto!

Colunista esteve na capital da Índia e conta como foi a viagem.

Foto: Arquivo Pessoal


E lá estava eu no meu quarto de hotel (que mais parecia o muquifo de uma pensão barata), em Nova Déli. Alguns compromissos me levaram à capital indiana e, como teria alguns dias livres, decidi aproveitar. Fuçando nas gavetas do tal quarto, encontrei um guia turístico. Tomei um banho e recarreguei as baterias da máquina fotográfica, enquanto devorava as páginas do mapa da cidade tentando me localizar e ver o que estava ao meu alcance.

Não demorou muito para que eu traçasse meu roteiro. O primeiro destino seria um parque chamado Qutub Minar, próximo ao local onde me hospedava. Ah! Vale lembrar que os tradicionais riquixás não circulam com o taxímetro ligado, ou seja, sendo turista, é melhor ter paciência na hora de negociar os preços. Depois de o motorista ter tentado estragar meu bom-humor cobrando um absurdo pela viagem, cheguei ao lugar desejado.

A primeira impressão ao entrar é de estar voltando ao passado. Declarado Patrimônio Mundial da Unesco, o local chama a atenção pela arquitetura islâmica. A torre - um minarete de tijolos de quase 73 metros de altura - impressiona pelos detalhes que a moldam. Ali também se encontram as ruínas da primeira mesquita da Índia, o que justifica a enorme quantidade de muçulmanos prostrados em frente. Há também uma tumba e uma torre interminada, que seria construída para ser maior do que a anterior. O lugar é lindo, grande e cheio de detalhes a serem apreciados.

Assim que terminei esse passeio, comecei a negociar com alguns motoristas um preço razoável para que um deles me levasse ao Lotus Temple (Templo de Lótus). Meia hora depois, consegui. Fiquei encantado com o que vi logo que cheguei. O templo, em formato de uma flor de lótus, é uma casa de adoração à fé barha'i, original da Pérsia. Particularmente, nunca tinha ouvido falar dessa religião.

Dentro de um imenso jardim verde e florido, é preciso enfrentar uma fila enorme para chegar ao seu interior, mas, antes, seus sapatos são recolhidos (e devolvidos apenas na saída). O lugar é limpo e organizado, com guardas que apitam contra os furões de fila e os que pisam no gramado. Porém, o mais incrível fica no interior do templo: um silêncio que só é rompido pelo cantarolar dos pássaros. Lá dentro, não existem imagens de deuses, nem esculturas ou pinturas. Há, apenas, bancos para que as pessoas possam meditar e fazer suas orações. Não são realizadas missas ou cerimônias, para que pessoas das mais variadas religiões sintam-se bem-vindas, já que, conforme seus princípios, todas as religiões ensinam o amor e a unidade, sendo o fanatismo e a intolerância as razões dos conflitos humanos.

Num outro dia, acordei sem pressa e resolvi misturar lugares belos a algo mais cultural. Com a ajuda dos recepcionistas do hotel, consegui negociar um taxista particular que me levaria pelos lugares que selecionei a um preço bem camarada. Expliquei o roteiro e saímos debaixo do sol escaldante de Nova Déli num carro velho e sem ar condicionado, óbvio.

Reservei a primeira parada para a qual seria a mais especial, uma espécie de Memorial de Gandhi. Naquela casa, chamada de Birla House, foi onde o pacifista mais reconhecido do mundo passou seus últimos 144 dias, até ser assassinado por um radical. O que mais me chamou atenção foi o último caminho percorrido por ele antes de ser morto, exposto em alto relevo, até o local onde realizava suas orações momentos antes de ser baleado. Há uma placa sinalizando o lugar do martírio.

A casa, rodeada de belos jardins, estátuas e mensagens do homem que conseguiu a independência da Índia (e estampa as cédulas do país), é dividida em dois campi: um funciona como um tipo de museu, onde cada cômodo explica sua vida desde o nascimento, das mais variadas formas (vídeos, maquetes e quadros ilustrativos); o outro é dedicado às pesquisas e funciona como centro de estudos.

Parti, então, para o India Gateway (Portal da Índia), monumento criado para homenagear os soldados mortos na Primeira Guerra Mundial. Os nomes dos 90 mil soldados mortos em combate estão escritos nas paredes do Portal de 42 metros de altura.
Como estava próximo dali, segui para o Parlamento Indiano e o Palácio Presidencial. É ali onde funcionam os principais ministérios do governo. A "Casa Branca" indiana, também chamada de Rashtrapati Bhavan, também impressiona pelo tamanho e beleza de sua arquitetura.

Em seguida, fui para o chamado SafdarJumg's Tomb (Tumba de SafdarJumg). O local é muito parecido com o Taj Mahal, não apenas nas estruturas, mas também por se tratar de um mausoléu - é nessa tumba onde se encontra o primeiro-ministro e "braço-direito" de um imperador.

Encantado com a diversidade turística e cultural que a capital indiana oferece aos visitantes, me despedi da cidade torcendo voltar numa outra oportunidade a fim de desbravar sua história e os demais lugares incríveis que ela tem a oferecer.
Quem é o colunista: Alexandre Finelli

O que faz: Jornalista.

Pecado gastronômico: Salmão.

Melhor lugar do Mundo: Amparo, interior de São Paulo

Fale com ele: [email protected]

Atualizado em 6 Set 2011.

Mais notícias

Chuva de meteoros será visível na noite desta quarta-feira

Turismo

Brasil estreia contra a Suíça na Copa do Mundo de 2018; jogo será no dia 17 de junho

Turismo

Agora você pode comprar passagens de ônibus no Guia da Semana – e pelo melhor preço!

Turismo

Hotéis Mercure oferecem descontos a seus hóspedes em ingressos de espetáculos dos teatros ‘Bradesco’ e ‘Opus’; saiba mais

Turismo

Disney divulga primeiras imagens do parque do Star Wars

Turismo

5 opções de hospedagens para quem vai curtir o Rock In Rio 2017

Turismo