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Por Redação Guia da Semana

Vacas com estilo

Em sua segunda edição na capital paulista, as famosas vacas do CowParade pretendem arrecadar cerca de R$ 700 mil para entidades beneficentes e bater recorde de modelos expostos.

Pela segunda vez elas chegam para alegrar as ruas e dar um colorido especial a cidade de São Paulo. Espalhadas por pontos estratégicos da capital observam calmamente o girar de uma metrópole que nunca para. Ganham cada dia mais roupagens e estilo próprios e figuram entre lugares como na esquina da alternativa Rua Augusta, seguem o movimento dos atletas que fazem um corrida no Parque no Ibirapuera ou simplesmente servem para atrair os olhares do público acostumado a ver o cenário carregado do Centro.

Repetindo o sucesso da edição de 2005, as mimosas do CowParade voltam à terra da garoa, entre 22 de janeiro e 21 de março, e prometem bater um novo recorde de exemplares na cidade. Entre os destaques dessa edição estão a Micow Jackson, um tributo ao ídolo pop Michael Jackson e a Vaca da Garoa, uma homenagem a São Paulo.

Mimosas de responsa

A CowParade surgiu na Suíça no final dos anos 90 e já deu as caras, ou melhor, as vacas em cerca de 60 cidades de todo o mundo. Para se ter uma ideia do tamanho do projeto, ao redor do planeta mais de 5 mil artistas participaram da exposição e estima-se que mais de 150 milhões de pessoas já tenham visto as mimosas em tamanho real espalhadas em locais públicos como estações de metrô, avenidas e parques. Na primeira passagem em solo paulista, foram expostas 85 esculturas e dessa vez o projeto quer trazer 97 peças todas feitas por artistas regionais. 

Micow Jackson foi produzida por Antonio Pedro e Marcela Ayd

No Brasil, além de São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte, em 2006, e Rio de Janeiro, em 2007, já sediaram a exposição. O evento bovino volta agora a São Paulo, primeira capital sul-americana a receber a exposição e a ganhar uma nova edição em 2010. A disposição das obras não segue uma ordem exata; formam um grande roteiro como se a cidade se transformasse em uma galeria a céu aberto. Para ver onde as vacas estão instaladas, veja o mapa no site oficial do projeto.

Porque as vacas?

O animal em algumas localidades do planeta, como na Índia, por exemplo, simboliza o sagrado. Já para outras culturas gera apenas afeição, o que já é suficiente para cair nas graças do público. Segundo os organizadores do projeto, a vaca serve de molde para as obras, pois alia a questão de sua representatividade no mundo e formatos que auxiliam na hora dos artistas criarem suas esculturas.

Servindo como uma tela de arte, os modelos permitem que elas sejam caracterizadas e até transformadas em outros animais, pessoas ou objetos. Produzidas por artistas locais como pintores, escultores, artesãos, arquitetos, designers e até celebridades, todas as formas de arte são bem vindas na hora de apresentar um projeto para a seleção, desde amadores e desconhecidos até profissionais.


Vá carbono feita pelo artista Marcelo Faisal

A maioria dos criadores, 67 deles, são nomes ainda desconhecidos do grande público e foram aprovados no processo seletivo ao lado de mais 30 convidados pela organização da CowParade. São profissionais de renome, como os arquitetos Marcelo Faisal, que assina a Vá carbono, e Fernanda Marques, criadora da vaca Jeff Cows, inspirada na obra do escultor americano Jeff Koons. Outro destaque vai para a obra do artista plástico Waldemar Marangoni, que utilizou a vaca como tela de um cenário paulistano dos anos 40.

Renda beneficente

A CowParade não consiste em simplesmente fazer arte urbana. Há também uma grande função social por trás da exposição. Prova disso são os US$ 22 milhões já levantados até hoje em forma de leilões, logo após as exposições das vacas ao redor do mundo. A renda é totalmente revertida para órgãos sociais. Nessa edição, a instituição beneficiada será a Fundação Gol de Letra, além de outras entidades que serão definidas próximo ao leilão que acontece após o evento.

Desde 2004, apenas no Brasil, já foram arrecadados mais de R$ 3 milhões, destinados a relevantes obras como Fundação Abrinq, Servas, Pastoral da Criança, Obra Social da Prefeitura do Rio de Janeiro, entre outras. A Top Trends - agência responsável pela CowParade no Brasil - detém os diretos de 10% a 15% das vacas espalhadas pela cidade. As demais são "adotadas" por patrocinadores, que desembolsam média de R$ 40 mil por projeto. O esperado para esse ano é que as mimosas cheguem ao total de 105, superando o recorde do Rio de Janeiro em 2007.

Atualizado em 6 Set 2011.

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