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Turismo
Por Redação Guia da Semana

Vai deixar quanto!?

Antes de embarcar para outros países, saiba como acabar com o eterno dilema de dar ou não uma pequena gratificação aos prestadores de serviço.

Fotos: Getty Images



Depois de uma boa recepção do concierge de um hotel espanhol, um memorável jantar italiano ou mesmo aquela conversa com todas as dicas da cidade que um taxista grego pode oferecer durante a corrida, qual a melhor forma de demonstrar gratidão? Embora esse tipo de generosidade seja comum no Brasil, dar gorjetas pode causar péssimas impressões em determinadas culturas. Enquanto Costa Rica e China consideram uma ofensa, Egito e França recebem bem este tipo de oferta. 

Ela é uma pequena quantia em dinheiro dada voluntariamente em sinal de agradecimento por um serviço ou atendimento prestado. Em inglês, é chamada de tip e significa "para garantir serviço rápido". Em muitos lugares ela serve como incentivo e complemento de renda para esses profissionais, que se esforçam bastante para receber valores mais gordos. Além disso, ela não serve somente para medir o nível de satisfação do cliente. Uma gorjeta abaixo do convencional  - ou mesmo o não pagamento da mesma  - é um forte indicativo de que a qualidade do serviço prestado não é satisfatória.

Dentre os diversos boatos sobre a origem do termo, o professor de antropologia na Universidade da Califórnia em Berkeley, George Foster, descobriu que no século XVII a palavra era usada para significar "entregar a alguém" ou "dar". Isso coincide com as histórias de senhores feudais que atiravam moedas aos camponeses na rua para garantir que passassem em segurança. Outra teoria aponta que, no início da década de 70, a palavra geralmente estava associada a "dinheiro de bebida", dando a entender que o cliente, mais tarde, pagaria um drinque a quem o servira. O objetivo era evitar que o atendente ficasse com inveja de seu privilégio de sentar, beber e ser servido.

Confira os costumes de cada nação em relação a gorjeta:

Canadá: No restaurante, você deve dar por volta de 15% do valor da sua conta. Se considerar o serviço excelente, a recomendação é 20%. Mas se estiver em grupo acima de seis pessoas, preste atenção, pois muitos restaurantes adicionam um valor de gratificação na conta. No hotel, é costume presentear os funcionários da recepção e carregadores com C$2.00 por item. Para o serviço de limpeza e governanta, o valor vai para C$5.00 por noite. Já nas balada a boa regra é oferecer pelo menos C$1.00 por bebida para o barman. Se você estiver comprando bebida para várias pessoas, então vale o padrão de 15%. Os taxistas costumam receber gorjetas por volta de 10% do valor da corrida, sempre arredondando a quantia para cima. Com bagagem, vai para 15%.



Estados Unidos: os americanos gostam de receber gorjetas elevadas. Nos restaurantes, 15% é o mínimo quando o serviço for apenas regular e 20% em lugares sofisticados. Nas casas noturnas, os bartenders recebem US$ 1 por drinque. Nos hotéis, o comum é oferecer US$ 1 por cada mala carregada e deixar alguns dólares para a camareira, principalmente se você dormir mais de duas noites no mesmo quarto. A taxa do táxi gira em torno de 10% a 15% do valor do taxímetro.

Caribe: recomenda-se dar aos porta-malas do aeroporto. Para os choferes de táxi, a gratificação gira em torno de 10%. Os restaurantes agregam 10% e os hotéis 12% ao serviço. Além do valor das diárias, os hotéis cobram 7% de imposto governamental na conta, mas isso não é gorjeta. Na ilha, as gratificações sempre ficam a critério do turista.

Reino Unido: Os turistas que são atraídos a visitar a região podem deixar de 10% a 15% nos restaurantes e corridas de táxi. Nos pubs não é comum dar o "do cafezinho";  já nos hotéis o recomendado é pagar 1 a 2 libras por mala e para as camareiras. Em hospedagens cinco estrelas o valor pula para 5 libras.

Itália: Coperto é o nome do valor habitual, que varia de acordo com o número de lugares e o pão distribuído como entrada em um restaurante italiano. É registrado de forma separada na fatura e esta taxa básica absolve o viajante de dar gorjetas ao c ameriere (garçom).

Países Germânicos: nessas nações a palavra Schmattes é muito utilizada. Deve seguir-se a famosa "regra dos 10%", seja com o condutor do táxi ou a empregada da limpeza, que contam com o rendimento adicional.



Suécia: a gorjeta em hotéis, restaurantes e até táxis já está incluída no preço. Quem viaja para a Dinamarca também poupa dinheiro, dado que ela não é um costume neste país.

Portugale Espanha: nesse quesito os países agem da mesma forma, já que não existem tradições de gorjeta muito definitivas; isso não quer dizer que os empregados não fiquem contentes com as ofertas dadas. Mas não tente dar uma de espertinho livrando-se das moedas trocadas, pois uma quantia muito baixa se torna desagradável e embaraçosa, sendo preferível não deixar nada.

França: é absolutamente imprescindível deixar gorjetas ao empregados diretamente. Deixe le pourboire discretamente na mesa (isso não envergonha o empregado), exceto se existir uma indicação de proibir as gorjetas ( pourboire interdit). Nos restaurantes o serviço não vem na conta, mas o costume é deixar 10% em moedas. No hotel é 1 euro por bagagem carregada e 2 euros para as camareiras. Se o concierge fizer a reserva em restaurantes, convém dar uma gratificação de 10%. O táxi é opcional, mas é educado deixar 1 ou 2 euros.

República Tcheca: nos restaurantes a gorjeta é normalmente deixada na mesa e quando pretende oferecer diretamente ao funcionário basta somar ao preço 10% e arredondar até a próxima dezena. Caso não queira dar o troco, espere que lhe seja devolvido a diferença até a última moeda. No meio da devolução se disser 'obrigado' ele vai perceber isso como um sinal que pode ficar com o resto.

Índia: em muitos restaurantes são incluídos 10% de serviço na conta, caso não tenha, você pode deixar até 15% para o garçom. No hotel são 15 rúpias por bagagem carregada e 250 rúpias para a camareira. Já os taxistas não estão acostumados a receber gratificação.

Turquia: nesta nação, o sorriso vale mais que mil liras. Se o funcionário não aceitar o agrado (não é comum aceitarem), oferece-se um cigarro ou algo semelhante. Os pequenos presentes são mais populares do que o dinheiro.

Egito: aqui, o Bakschisch é uma das palavras mais comuns na comunicação entre moradores e turistas. A gorjeta é esperada sempre, independentemente de ser um ajudante do hotel ou alguém que lhe oferece indicações de atrativos e caminhos.

Na Austrália, Costa Rica, Coreia do Sul, Japão e China esta tradição é completamente desconhecida e inexistente.


Atualizado em 26 Set 2011.

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