Guia da Semana
Viagens
Por Redação Guia da Semana

Vitória, do Espírto Santo!

Prestes a completar 496 anos, a capital capixaba guarda histórias e muitas curiosidades sobre a ilha. Saiba mais!.


Foto: SECOM
Em uma área de 1 milhão de m² remanescentes de Mata Atlântica, que juntamente com o Parque da Gruta da Onça, a Reserva Ecológica Pedra dos Olhos e o Parque de Tabuazeiro, compõem a Área de Proteção Ambiental do Maciço Central, Vitória é a terceira cidade mais antiga do País.

Fundada em 8 de setembro de 1551 , logo depois de Recife (1.548) e Salvador (1.549), a capital do Espírito Santo guarda curiosidades seculares.

Neste mesmo ano, o padre jesuíta Afonso Brás fundou o Colégio de São Tiago da Companhia de Jesus em Vitória, hoje o Palácio Anchieta, sede do Governo Estadual.

Parque de Tabuazeiro
Foto: SECOM
O nome Anchieta foi dado em homenagem ao padre espanhol José de Anchieta, que, em 1569, foi encarregado de visitar o Espírito Santo para percorrer as aldeias e estabelecer outras destinadas à catequese dos índios goytacazes, tupiniquins, puris e aimorés.

Nos trezentos anos iniciais de sua história, Vitória foi uma vila-porto, enfrentando franceses, ingleses e holandeses em busca de pau-brasil e açúcar. Segundo dados históricos, sua emancipação política se deu em 24 de fevereiro de 1823, quando um decreto de lei imperial concedeu fórum de cidade à capital do Espírito Santo.

Até meados do século passado, os limites urbanos iam do morro onde se ergue o Hospital da Santa Casa de Misericórdia, na Vila Rubim, até o Forte São João, que mantinha a segurança na entrada da baía de Vitória. Em meio ao pequeno núcleo urbano de feições coloniais havia plantações ou roças que, na língua indígena, eram chamadas "capi-xa-ba", expressão que acabou servindo para denominar os habitantes da ilha e, posteriormente, todos os que nasceram lá.

Curva da Jurema
Foto: SECOM
Os índios moradores da região chamavam Vitória de "lha de Guaananira", que significa "Ilha do Mel". Alguns dizem que este nome foi originado devido à beleza da cidade, geografia e amenidade do clima, com baía de águas piscosas e manguezal repleto de moluscos, peixes, pássaros e muita vida. Estudiosos afirmam que o nome dado pelos indígenas se deve ao fato de uma planta peculiar de áreas de mangue possuir um aroma semelhante ao do mel. Dentre outros apelidos que são atribuídos à Vitória estão "Cidade Sol", "Cidade Presépio" e "Delícia de Ilha".

Desenvolvimento urbano

Dos seis portos do Espírito Santo, três estão na capital, sendo o mais antigo o Porto de Vitória - situado às margens da área central da cidade. Até 1880, o porto era apenas um cais de madeira, chamado o "Cais do Schmidt", no lado oeste da ilha.

Mas a partir de 1881 começam as exportações de café e, então, surge entre os políticos locais a idéia de transformar aquele cais num grande porto que centralizasse todo o comércio do Espírito Santo, eliminando a dependência comercial do Rio de Janeiro e fizesse de Vitória um grande centro comercial.

A partir de meados deste século, a cidade se transformou. A ocupação urbana se estendeu por grande parte da ilha e avançou, definitivamente, em direção à porção continental do município. Nas últimas décadas, a cidade vem construindo um padrão de qualidade de vida que se tornou referência para o Brasil em áreas como saúde, educação, limpeza pública e urbanização de áreas carentes.

Atualmente com aproximadamente 290 mil habitantes, esse arquipélago - composto por 34 ilhas e uma porção continental - integra uma área geográfica de grande nível de urbanização. Trata-se da região metropolitana, compreendida pelos municípios de Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Viana, Guarapari e Fundão.

Palacio Anchieta
Foto: SECOM
Curiosidades

A panela de barro é, sem dúvida, uma das maiores expressões da cultura popular do Espírito Santo. Desde a sua origem - nas tribos indígenas que habitaram o litoral do Estado - até os dias de hoje, a técnica de sua confecção e a estrutura social das artesãs quase não mudou.

As panelas de barro constituem o principal elemento cultural na elaboração de pratos típicos da culinária capixaba. A moqueca capixaba, a moqueca de garoupa salgada com banana-da-terra, além da torta capixaba têm de ser feitas em panela de barro, para serem autênticas. A produção é constante e todas as peças produzidas são vendidas aos turistas e à população da Grande Vitória.

Entre muitos outros ícones da cultura capixaba, está o folclore musical da cidade.

Seguindo o ritmo das batidas do congo é marcado, principalmente, pela banda Amores da Lua, que se tornou símbolo vivo de tradição e, até hoje, com mais de 50 anos, tem entre seus membros familiares de seus fundadores.

Veja os pontos turísticos de Vitória



Saiba onde comer bem na cidade



Confira a programação de aniversário da capital capixaba

Atualizado em 6 Set 2011.

Mais notícias

Conheça a cidade de Leuven, capital da cerveja belga

Viagens

8 passeios imperdíveis em Seattle, nos Estados Unidos

Viagens

10 passeios imperdíveis no bairro de Belém, em Lisboa

Viagens

Conheça a cidade medieval de Füssen, na Alemanha

Viagens

Conheça Panama Beach City, destino com praias paradisíacas e muita natureza na Flórida

Viagens

9 passeios imperdíveis em Alfama, bairro tradicional de Lisboa

Viagens