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Turismo
Por Redação Guia da Semana

Voando com estilo

De balão, a colunista sobrevoou o Vale dos Reis, no Egito, e conta suas impressões e sobre os contrastes das paisagens.

Foto: Arquivo pessoal


Conhecer o Vale dos Reis, às margens do Rio Nilo, no sul do Egito, já é um privilégio para poucos. Mas fazer está visita a bordo de um balão é uma experiência única para a nossa história. É no Vale dos Reis que se localiza a necrópole dos faraós do Antigo Egito, onde suas múmias foram colocadas em enormes tumbas, escavadas na rocha e decoradas com a maestria da arte egípcia.

 

É lá que estão as tumbas de Tutankamon e Ramsés II, faraós de uma época em que as antigas pirâmides de Gizé já não cumpriam seu objetivo de manter um sepulcro seguro para a eternidade, pois foram saqueadas por ladrões de sarcófagos. Mais de sessenta tumbas foram encontradas e escavações ainda são feitas na busca de um tesouro intacto como o do faraó Tutankamon, encontrado em 1022 pelo arqueólogo inglês Howard Carter.

 

O Colosso de Menmon, atualmente marca a entrada do Vale, mas já foi o portal de um grande palácio destruído pelas cheias do Nilo. Foi neste local que subi no balão para o início da minha aventura!

 

As cestas são grandes, comportando uma média de trinta pessoas em cada viagem. Mesmo para os mais assustados com os ares, o voo é tranquilo e a sensação de liberdade vale a ansiedade inicial.

 

Nos voos mais baixos, é possível vislumbrar a vida privada, quase invadindo os quintais das casas. A simplicidade quase bíblica das moradias e das pessoas é algo que encanta, mas também assusta. Por alguns momentos, tive a sensação de ter voltado no tempo. Práticas de irrigação e plantações seguem as mesmas técnicas do Egito Antigo e os moradores locais não cansam de acenar para os turistas que invadem seus afazeres.

 

O cenário é quase lunar. O deserto montanhoso esconde o vale, onde as tumbas estão espalhadas. Ao pé da montanha está o Templo da Faraó Hatshepsut, uma das joias arquitetônicas de Luxor. Visto do alto, ele quase se confunde à paisagem.

 

Apesar de ser um país desértico, o Egito é um grande produtor agrícola devido ao Rio Nilo que permite a irrigação em suas margens. Antigamente, as cheias do rio eram vistas como uma dádiva dos deuses. Após a construção da Barragem de Assuan, as cheias são controladas e a produção de alimentos cresceu muito no país. É surpreendente ver o contraste do deserto com o verde das plantações.

 

Enquanto o balão onde fiz o passeio era recolhido, muitas crianças se aproximavam, vendendo quinquilharias ou pedindo alguma propina, uma prática bastante usual. A viagem que fiz foi uma das primeiras do dia e outros balões seguiam enfeitando os ares até as 8h, quando a calmaria da manhã acabou e segui para visitar a cidade de Luxor, antiga capital, conhecida  como Tebas.

 

Curiosidade: o nascer do sol no Nilo é um evento simbólico desde a Antiguidade. O sol simbolizava o recomeço da vida, era o deus Rá para os antigos egípcios. No leste, as cidades eram construídas para celebrar a vida terrena. Na margem oeste, ficavam as necrópoles, simbolizando o mundo do além, onde o sol se põe para passar o período de escuridão.

L
eia a coluna anterior de Mylene Rizzo:

E no calor...

Um roteiro que vale a pena

Quem é a colunista: Mylene Friedrich Rizzo.

O que faz: Fala sobre história no curso "Encontros com Arte" e acompanha grupos de viagens culturais.

Pecado Gastronômico: doce de ovos.

Melhor lugar do mundo: é o próximo para onde vou viajar.

Fale com ela: mrizzo@terra.com.br  ou acesse seu blog Viajando com Arte.


Atualizado em 6 Set 2011.

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