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Turismo
Por Redação Guia da Semana

Xangai: todas as faces da nova referência chinesa

Colunista escreve a respeito da cidade que divide épocas.

Foto: Arquivo Pessoal


Seja qual for o motivo que te levar a Xangai, várias outras razões o prenderão nessa metrópole de quase 17 milhões de habitantes.

Assim que cheguei lá, a primeira coisa que me chamou atenção foi o rio Huangpu, que divide mais do que a cidade ao meio - na verdade, ele marca a separação entre épocas, estilos e interesses diferentes. É possível presenciar esse contraste às margens do conhecido "The Bund", local onde estão edifícios históricos de influência européia, lojas das principais grifes do mundo e os principais restaurantes. Próximo ali, está a Nanjing Road, um dos mais conhecidos centros de compras da China, onde a aglomeração de pessoas faz você se sentir num formigueiro.

Do outro lado do rio, vê-se "Pudong", o lado financeiro e um dos carros-chefes da economia chinesa, representado por prédios que figuram entre os mais altos e modernos do mundo. Lá encontra-se a Oriental Pearl Tower, uma torre de transmissão de visual futurístico de 468 metros de altura. O melhor horário para conhecer esse lugar é à noite, quando todas as luzes são acesas e os prédios disparam flashes de luzes no céu.

Apesar de ser receptiva para turistas e abrigar importantes empresas multinacionais, o inglês não é falado nas ruas. Os poucos que falam arrastam um sotaque, carregado e quase indecifrável, semelhante a um "chininglês". É possível encontrar ruas limpas em algumas regiões da cidade, embora seja necessário de aprender a conviver com o hábito chinês de cuspir incessantemente em qualquer lugar.

Como toda grande metrópole, a cidade abriga grandes contrastes. Prédios tradicionais, verdadeiros amontoados de apartamentos parecendo com cortiços, se confrontam com os mais modernos. Mas também é possível encontrar a paz dos templos, mesmo quando rodeados de shoppings numa avenida barulhenta.

A cozinha chinesa é encontrada ao longo das ruas, em bancas. Embora seja preciso de um pouco de ousadia para degustá-la, é possível escolher entre bons restaurantes chineses, sem gastar muito. Aliás, Xangai é uma cidade onde é possível ter uma boa qualidade de vida sem precisar tirar muito dinheiro do bolso.

Assim que amanhece, é quase obrigatório acompanhar os idosos fazendo Tai Chi Chuan em praças, parques e até mesmo nas portarias dos prédios. Tudo que eles precisam é de um pequeno espaço e uma música tocada em antigos aparelhos de pilha. Os jovens, não muito adeptos, preferem as brincadeiras com petecas e os jogos de "badminton".

Para os que gostam de explorar a beleza de templos orientais, a cidade é um prato cheio. Há grande diversidade deles, nos mais variados pontos da cidade, com destaque para o Templo de Jade, com uma beleza estonteante. Já nas proximidades, a cidade de Suzhou é o ponto preferido dos amantes da arquitetura oriental. A apenas uma hora de trem, foi a antiga capital da dinastia Shang e lá se encontram os mais belos pavilhões, jardins e canais a serem percorridos na região.

A noite é marcada pela agitação e pela variedade de casas noturnas. O conhecido Bar Rouge é um espetáculo à parte. Localiza-se no topo de um edifício, com vista para Pudong, atraindo turistas e estrangeiros residentes para dançar uma boa música e bebericar uns drinques exóticos, servidos em tubos de ensaio em chamas.

O trânsito flui razoavelmente bem até a hora do rush auxiliado pela grande quantidade de highways existentes em toda a cidade. Esses viadutos são iluminados lateralmente à noite, colorindo o cenário. Dá a impressão de fazer parte do cenário de uma cidade do futuro. As bicicletas ocupam um lugar especial nas ruas, se destacando como principal meio de transporte. Grande parte é antiga (para não dizer velha, precária), como se fossem passadas de geração em geração. Outras são elétricas, para fazer jus a essa terra de contrastes tão curiosos.

Trabalho, lazer ou turismo. Não importa por qual razão você vá a Xangai. O importante é aproveitar a chance e acompanhar mais de perto o cotidiano chinês, vivenciando seus contrastes e se deliciando com tudo que uma cultura milenar tem a oferecer (como eu fiz, nos meses que fiquei por lá ;) ).

Leia a coluna anterior de Alexandre Finelli:

? De Luto



Quem é o colunista: Alexandre Finelli

O que faz: Jornalista.

Pecado gastronômico: Salmão.

Melhor lugar do Mundo: Amparo, interior de São Paulo

Fale com ele: [email protected]






Atualizado em 6 Set 2011.

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