Guia da Semana

10 curiosidades sobre Mamonas Assassinas para matar a saudade

Saiba mais sobre a trajetória de sucesso do grupo que conquistou o Brasil

Em março, o Musical Mamonas Assassinas chega a São Paulo para relembrar a tajetória de Dinho, Julio, Bento, Sérgio e Sanuel em homenagem aos 20 anos da tragédia que acabou com os sonhos dos meninos de Guarulhos. Na época do acidente, eles viviam o auge da carreira com o sucesso meteórico do primeiro e único disco lançado. 

A carreira durou apenas oito meses, mas o som, que unia o punk rock com o brega, forró e pagode, com letras escrachadas, permanece na memória dos brasileiros nostalgicamente. Assim, com a alegria típica e característica da banda, o Guia da Semana lista algumas curiosidades para matar a saudade. Confira:

NOME DA BANDA

Antes de baterem o martelo para o nome "Mamonas Assassinas", existiam outras opções. Entre elas, estavam: "Tangas Vermelhas", "Os Cangaceiros do Teu Pai", "Coraçõezinhos Apertados" e "Um Rapa da Zé". Depois de pensarem, decidiram por Utopia e faziam covers de outras bandas. Depois, mudaram o estilo radicalmente, escolhendo o nome "Mamonas Assassinas no Espaço" e, depois, o que conhecemos.

SÍMBOLO

O símbolo da banda é uma homenagem à Volkswagem - o W de ponta cabeça com poucas modificações. Além disso, a famosa Brasília e a Kombi estão presentes em suas letras. 

REFERÊNCIAS

A introdução da música "Chopis Centis" é uma paródia de "Should I stay or should I go", da banda The Clash. Já "1406" é uma sátira ao comércio de um famoso canal de televendas e "Robocop Gay" foi baseada no filme do Robocop e no Capitão Gay, personagem interpretado por Jô Soares nos anos 80.

SHOWS POR TODO O BRASIL

Em apenas oito meses, os meninos estiveram em todos os estados do Brasil, deixando de passar apenas pelo Acre e Tocantins. Eles faziam uma média de três shows por dia. 

CREUZEBACK

Você se lembra que em algumas músicas Dinho falava "Atenção Creuzeback" e "Creuzeback meu filho"? Acontece que, certo dia, um músico de forró foi gravar com Rick Bonadio - produtor da banda - e os meninos não conseguiam pronunciar seu nome corretamente, adaptando para Creuzeback. Assim, em dias de gravações, o vocalista brincava com o nome, que com o tempo virou o apelido de Bonadio. 

SUCESSO DE VENDAS E TROFÉU IMPRENSA

Com 39 minutos e 8 segundos, o primeiro e único disco lançado vendeu 3 milhões de cópias. Foi lançado em CD, LP e K7, e recebeu o certificado de Disco de Diamante da Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD).

Além disso, a música "Pelados em Santos" ganhou o Troféu Imprensa de Melhor Música de 1995 e o grupo também foi premiado como Revelação do Ano.

MÚSICA FORA DO ÁLBUM

A música "Não Peide Aqui" foi proibída e não entrou no álbum. Era uma paródia de "Twist and Shout", dos Beatles.

RELAÇÃO COM AVIÕES

Estranhamente, os Mamonas sempre tiveram uma certa relação com aviões. Quando adolescente, Samuel costumava desenhar muitos aviões. No final dos anos 80, Sérgio, Bento e Samuel formaram a banda Ponte Aérea, que depois se tornaria Utopia; todos os integrantes do grupo moravam perto do Aeroporto Internacional de Guarulhos e no disco, há um agradecimento a Santos Dumont "Por ter inventado o avião, senão a gente ainda tava indo mixar o disco a pé" (o disco foi gravado e produzido nos Estados Unidos). Além disso, um trecho da música "1406" cita um avião: "Você não sabe como parte um coração/Ver seu filhinho chorando querendo ter um avião”.

Também existem registros em que Dinho cita o cantor norte-americano Ritchie Valens, conhecido pela música "La Bamba", morto em um acidente aéreo. Durante uma entrevista ao Top 20 MTV, o cantor afirmou que os Mamonas Assassinas não lançariam um segundo disco: "Vamos fazer um show no interior e nós vamos de monomotor, você já ouviu falar em La Bamba?”. Por fim, no dia 2 de março de 1996 (o próprio dia do acidente), Júlio disse a um amigo cabeleireiro que havia sonhado com um acidente de avião e estava com medo. O depoimento foi gravado e teve muita repercussão na época. 

ENTERRO E COMOÇÃO

A morte trágica causou comoção em todo o Brasil, acontecendo menos de dois anos depois da morte de Ayrton Senna, em 1994. Além de um minuto de silêncio no Maracanã, antes do jogo entre Flamengo e Botafogo, algumas escolas chegaram a dispensar os alunos devido ao luto em que o país ficou. O enterro foi acompanhado por 65 mil pessoas

HOMENAGEM

Esse ano, além de um Musical para relembrar a carreira dos amados meninos de Guarulhos, a Rede Record também tem planos de lançar uma série. 

PARA MATAR A SAUDADE

Atualizado em 2 Mar 2016.

Por Nathália Tourais
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