Guia da Semana

A alegria de Simone

Após cinco anos sem lançar um álbum de novas canções, a intérprete afirma cantar o amor de forma feliz em seu novo trabalho e diz como se mantêm atualizada em meio as novas mídias

Fotos: Divulgação


Depois de firmar algumas parcerias, homenagens e participações especiais, a cantora Simone retoma seus projetos pessoais e chega com novidades em seu novo álbum Na Veia. A ex-professora de educação física e jogadora de basquete viu sua vida virar de ponta cabeça em 1973, ao ser descoberta por um diretor de gravadora enquanto cantava para amigos em uma festa. Um ano depois, estava nos palcos e se transformou, nas décadas de 70 e 80, numa das cantoras de maior sucesso da nossa MPB.

Hoje, com 36 anos de carreira, 37 álbuns gravados e, segundo a própria,  mais segura de si e suas convicções, Simone lança depois de cinco anos seu primeiro disco de inéditas. O trabalho traz 12 canções, sendo 3 regravações e demais composições de Adriana Calcanhotto, Erasmo Carlos, Martinho da Vila, Marina e, pela primeira vez, uma música própria feita em parceria com Hermínio Belo de Carvalho. Prestes a completar 60 anos, no dia 25 de dezembro, Simone bate um papo com o Guia da Semana e revela o que tem escutado da nova geração e ser avessa a todas as novas tecnologias virtuais. Confira!  

Guia da Semana: Qual o grande diferencial desse novo trabalho Na Veia, comparado a seus outros discos?
Simone: Na Veia é um disco leve e muito especial pra mim. Trata da alegria, só quis interpretar coisas pra cima, levar isso para as pessoas, talvez pela primeira vez tenha focado a escolha do repertório nisso. E o viés que escolhi pra abordar essa alegria foi o amor, que eu sempre cantei. Acima de tudo é um disco sobre o amor feliz, bem resolvido, que dialoga com o meu momento atual, como vejo as coisas e como quero comunicá-las sem, contudo, deixar minha trajetória de lado. A prova disso é a presença de compositores recorrentes na minha carreira, como Martinho, Gonzaguinha, Abel Silva. Desde 2001, com Seda Pura, não gravava um disco com inéditas de diversos autores.

Guia da Semana: O que você quer dizer quando afirma que o seu novo disco é fiel às suas próprias convicções?
Simone: Ele tem a minha cara, minha assinatura e a palavra final em tudo é minha. Minhas verdades estão todas ali.



Guia da Semana: Como foi a escolha do repertório para seu novo trabalho?
Simone: Quando eu comecei a pensar neste disco, liguei para alguns compositores mais próximos que gostaria de cantar e pedi canções. Eu já tinha toda a ideia do CD muito bem delineada na minha cabeça e passei isso pra eles. Todos entenderam meu desejo, o espírito deste trabalho, e foram muito exatos nas canções. Erasmo não só atendeu ao meu pedido, como mandou duas. Já tinha gravado o Erasmo meninão, e agora este outro mais denso, não tive dúvida: gravei as duas! Adriana mandou várias, escolhi duas também e ficaram ainda várias para um próximo disco. Marina, Abel Silva, Martinho, compositores que admiro muitíssimo e que me deram esses presentes tão lindos. Tem também o Paulo Padilha, um novo compositor da cena paulistana, que me entregou Love. Até eu me atrevi a cantar uma composição minha, de 76, com o Hermínio.

Guia da Semana: Você costuma gravar muitas músicas do Gonzaguinha. O que ele representa musical e pessoalmente para você?
Simone: Um capítulo da minha vida artística dedico a ele. Gonzaguinha é talentosíssimo, uma força impressionante que não se dissolve, sem contar a pessoa maravilhosa. Aliás, basta perceber o tanto que já o gravei pra se concluir o que acho dele.

Guia da Semana: Você faz questão de participar da produção de seus CDs. Se acha muito exigente no trabalho?
Simone: Participo de tudo sempre, até quando não assino a produção como agora. E tenho a sorte de me cercar de profissionais muito competentes que são fundamentais para o resultado final, como  o Rodolfo Stroeter, por exemplo, que produziu Na Veia comigo.

Guia da Semana: Há tanto tempo fazendo parte do meio musical, como faz para se adaptar aos diferentes meios de comunicação que surgem como internet, twitter, myspace?
Simone: Acho uma loucura, é tanta coisa nova todo dia que se torna quase impossível assimilar tudo, não tenho tempo. Mas, aos poucos, tento me inteirar desse universo. Mas o que uso mesmo é o e-mail.



Guia da Semana: Em meio a tantos cantores despontando no cenário musical, o que você tem escutado atualmente?
Simone: No país das cantoras, escuto muito essas meninas que são ótimas: Maria Gadú, Mariana Aydar, Roberta Sá, Tié e adoro a Céu.

Guia da Semana: Você é muito conhecida como a cantora do Natal. Se incomoda com esse rótulo?
Simone: Não me incomoda em nada. Na verdade, não acho que exista o rótulo da cantora do Natal, acho sim que há o da cantora romântica. Como eu gravei esse disco de Natal e ele fez muito sucesso, as pessoas acabam me associando a isso.

Guia da Semana: O que o branco simboliza para você, já que sempre se veste com a cor para se apresentar?  
Simone: Coisas boas, energia positiva...Deus!


Atualizado em 6 Set 2011.

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