Guia da Semana

Black Eyed Peas traz tecnologia e irreverência

Espetáculo reúne precisão tecnológica e entretenimento milimetricamente coreografado

O tempo esteve formidável, mormaço de praia com ventinho. Mas, na contramão da meteorologia, teve chuva de papel picado, chuva de lasers, chuva de batidas supersônicas graves nos ouvidos, chuva de bailarinas na passarela, chuva de elogios ao Brasil e até chuva de calcinha atirada da plateia. A estreia da turnê do grupo Black Eyed Peas no Brasil, na sexta (15 de outubro) à noite, na Praia de Iracema, em Fortaleza, foi um show de precisão tecnológica e de entretenimento leve, calculado, milimetricamente coreografado.


É a maior turnê de um artista internacional (no topo) no Brasil, com 9 capitais no roteiro e 300 mil ingressos vendidos. Detalhe: não se trata de um artista decadente. Eles estão no auge, são provavelmente a banda de maior sucesso nos Estados Unidos atualmente. Tocam em Porto Alegre no dia 30 de outubro.


É um show marcadamente eletrônico e que vai progressivamente se "desnudando" até o final. No início, a banda (dois guitarristas, baterista, DJ e tecladista) toca num platô no fundo do palco (da altura de um prédio de seis andares), e só os quatro líderes vocais ficam à frente (Fergie, Will, Taboo e Apl.de.Ap). No meio do show, o guitarrista desce e 'sola' no chão. Depois, dois violonistas acompanham Fergie pela passarela (em forma de ferradura). O grupo, à moda de banda de jazz, tem solos individuais de todos os integrantes.


Mas o momento mais marcante é quando Will.i.am surge dentro de armadura de robô e vai até o centro da 'ferradura', no meio do palco. Ali, há apenas um laptop e equipamento de DJ. Um elevador hidráulico o ergue a uns três metros de altura no meio do público e ele manda uma sequência pop de FM, riffs ultraconhecidos de rock e de dance, culminando com uma pequena homenagem a Michael Jackson (que Will ajudava a produzir na época da tragédia).


Em Fortaleza, a banda ficou 2h10 no palco. A banda convidou ao palco, durante a execução de "Mas que Nada", de Jorge Benjor, 19 bailarinas brasileiras para mostrar a 'ginga' genuinamente nacional.


Veja qual será o set list no site do Segundo Caderno de Zero Hora.

Atualizado em 6 Set 2011.

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