Guia da Semana

Na onda do Ai, Ai, Ai

Vanessa da Mata desponta mais uma vez com um sucesso de novela e ainda não se considera famosa

Por Humberto Baraldi


Divulgação

Uma mulher de bem com a vida, independente e dona de seu próprio nariz. Assim é Rebeca, personagem vivida por Carolina Ferraz, na novela Belíssima (TV Globo). Para representar este jeito tão Up de ser, a trilha sonora escolhida foi o remix Ai, Ai, Ai, hit que virou fenômeno das FMs e fez Vanessa da Mata, a compositora, ver a fama bater definitivamente em sua porta. Na mira dos holofotes da imprensa, a mãe deste sucesso, uma morena de cabelos bem armados, se diz orgulhosa pelo êxito, relembra as investidas como modelo e não se considera famosa.

Integrante do time das novidades da MPB, a artista mato-grossense viveu alguns momentos de fama com Não Me Deixe Só, melodia de seu primeiro disco Vanessa da Mata, de 2002. Agora em uma outra fase, com a turnê do segundo CD Essa Boneca tem Manual, vem com tudo e destaca Ai, Ai, Ai no set list. "Na realidade eu fiz esta música para celebrar a vida e não um determinado amor, como muitos pensam", explica.



A relação com a música começou cedo, e alguns anos depois veio uma vontade incontrolável por compor suas próprias canções. Vanessa subiu ao palco pela primeira vez aos 15 anos em um bar em sua cidade natal. Corajosa, a garota saiu de casa e mentiu para o pai, dizendo que ia cursar medicina. "Na realidade, queria mesmo era cantar. Meu pai descobriu, me deu uma bronca, mas não me arrependo de nada", detalha.



Na época, a moça abria shows de um até então desconhecido grupo de pagode, o Só Pra Contrariar. Mais tarde, ingressou no reggae, e fez parte de duas bandas, entre elas o grupo jamaicano Black Uhuru. "Foi um começo muito bacana. Aprendi a fazer muito bem backing vocal", relembra.

Com seus 1,80 m, Vanessa quase virou jogadora de basquete e modelo, mas preferiu o mundo das melodias. "Um dia participei de um concurso e vieram idéias em minha mente. Acabei me rendendo ao universo das canções".

A fama começou a surgir quando ela conheceu Chico César, que se apaixonou por seu trabalho e a apresentou ao meio musical com um CD-demo. "O Chico deu força para entrar no mercado e seguir adiante". Nesta época, A Força que Nunca Seca, um dos hits da mato-grossense, chegou ao alcance de Maria Bethânia. Logo, o caminho do sucesso foi trilhado com uma série de apresentações pelo País, em companhia de nomes como Milton Nascimento e Daniela Mercury.

O relacionamento com as trilhas sonoras de novela começou em 2002 com Onde Ir, tema de Esperança (TV Globo). Depois vieram Nossa Canção, Celebridade (TV Globo), e Eu Sou Neguinha (de Caetano Veloso), em A Lua Me Disse (TV Globo).

Hoje, com seus 30 anos, Vanessa da Mata - nome de batismo - possui um fichário que abriga mais de 350 composições próprias e diz não refletir sobre o futuro. "Não gosto de pensar sobre isso". Sobre a fama, revela: "Nossa, sou super tímida. A fama não me atingiu como muitos pensam". Com tanta modéstia, a cantora pode, por enquanto, ficar tranquila, pois o seu sucesso parece só estar começando...

Atualizado em 6 Set 2011.

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