Guia da Semana

O rock do Slayer

A plateia estava em êxtase com a volta da banda ao Brasil - e essa alegria contagiou também o grupo

Foto: Divulgação


Em décadas passadas, o rock era levado mais a sério, pois existiam seguidores. Usar a camisa de sua banda preferida era o mesmo que usar o uniforme para a guerra. Todos sabiam dos discos e músicas de cor - poderiam entrar numa fria caso não soubessem.


Essa introdução mostra perfeitamente um verdadeiro seguidor da banda Slayer. Mesmo depois de muito tempo, esse perfil continua fortalecido na galera do thrash metal. E foi no Via Funchal, em São Paulo, que essa galera compareceu em peso cantando os hinos from hell da banda.

Tinha gente de várias partes do Brasil. Além dos paulistas, pessoas de Minas Gerais e até de Manaus vieram para prestigiar a volta da banda ao país.

Tom Araya (vocalista/baixista) mostrava claramente a felicidade de estar ali, cantando para aquela plateia insana. Durante todo o show, enormes rodas de pogo mostravam a euforia dos presentes, como se fosse uma forma de se libertar.

O guitarrista Kerry King não parou de agitar sua cabeça durante toda a apresentação.
Detalhe que ele veio direto de uma tarde de autógrafos organizada pela marca de sua guitarra. O cara atendeu centenas de fãs no local e foi muito atencioso, assinando capas de CDs, LPs e diversas guitarras.

Mais sobre o show. O guitarrista oficial do Slayer, Jeff Hanneman, atualmente está sendo substituído nos shows dessa turnê pelo guitarrista do Exodus, o Gary Holt. Hanneman se recupera de uma picada por uma aranha venenosa em seu braço direito.

Gary Holt, amigo há quase 30 anos da banda, estava muito à vontade no show, fazendo muito bem o papel de Jeff Hanneman. E o batera Dave Lombardo, como sempre, arrebentando sua bateria como uma metralhadora.

O set list foi em cima de toda carreira da banda, abrindo o show com a música que deu nome à turnê (World Painted Blood), passando por outra musica nova, Hate Worldwide, e continuou com diversos clássicos. Na hora de tocar War Ensemble, música do álbum Seasons in the Abyss, houve problema no som no final. O público criticou a casa de show, mas continuou cantando em voz alta.

O set se manteve afiado com as matadoras Postmortem, Dead Skin Mask, The Antichrist, Seasons in the Abyss, South of Heaven, Raining Blood e Black Magic. E o encerramento foi com Angel of Death. No fim, podíamos notar os sinais do final da batalha: camisas suadas e diversos tênis jogados pelo chão do Via Funchal. A missão estava cumprida. Agora, é aguardar o próximo combate com o Slayer na volta ao Brasil.


Leia as colunas anteriores de Marcos Chapeleta:

A disco music ontem e hoje

Technotronic e o poperô

Quem é o colunista: Além de ser apaixonado por música, gosto de estar de bem com a vida e sempre pensar positivo..

O que faz: DJ, baterista, além de atuar na área corporativa.

Pecado gastronômico: Comida japonesa é comigo mesmo.

Melhor lugar do mundo: Me veio na cabeça a ilha de Lost (rs).

O que está ouvindo no carro, iPod ou mp3: Rock e Pop (a essência, é claro).

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Atualizado em 6 Set 2011.

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