Guia da Semana

Reality de verdade

Moda em todo o mundo, os reality shows vieram para ficar. Em um dos mais famosos do mundo, o American Idol, um novo candidato a estrela pop é lançado a cada ano. A bola da vez é Lee DeWyze

Foto: Reprodução/Sony

Uma final justa. Esse foi o sentimento que me tomou após o anúncio de que Lee DeWyze, cantor de Illinois, que tem apenas 24 anos, era o novo American Idol. O músico derrotou a petulante e respondona cantora Crystal apresentando músicas como Beautiful Day (U2), Everybody Hurts (REM) e The Boxer (Simon & Garfunkel).
 
A competição, sempre muito acirrada e de nível técnico muito alto, premia muitas vezes uma série de clichês. Quem costuma assistir ao programa, que acaba de encerrar sua nona edição, sabe disso: muitas músicas são repetidas à exaustão. Mas ainda é uma chance de vermos talentos reais, crus e brutos.

E também uma oportunidade de encontrar canções muito boas de gente desconhecida. Afinal, ninguém merece ouvir que "Justin Bieber é uma estrela" ou que a "Banda Restart está bombando". Isso sim é uma falta de sacanagem, seja lá o que for isso. E como parece que cada vez menos o talento tem espaço e cada vez mais ele fica esquecido, quem assistiu à última final pôde ouvir, de quebra, Joe Cocker, Janet Jackson, Christina Aguilera e Bee Gees. Se você não esteve em Woodstock ou em algum Rock in Rio, duvido que tenha visto um show desse calibre.

É uma chance de um frescor pop tirar a mesmice das paradas de sucesso. Kelly Clarkson foi descoberta lá, assim como Carrie Underwood, Taylor Hicks e Chris Daughtry. Esse último, mesmo sem ter ganho, alcançou notoriedade e tem excelentes trabalhos lançados após sua passagem pelos palcos do Idol. Isso só para citar alguns. Pesquise alguns outros nomes: Anwar Robinson, Fantasia Barrino, Casey James, David Cook, Michael Johns, Clay Aiken. Muita gente boa demais, com trabalhos consistentes disponíveis no YouTube ou em um serviço de busca qualquer. E de graça!
 
Sim, me empolgo com o American Idol. Nesta edição, torci especialmente para Michael Lynch (conhecido como Big Mike, cujo irmão Marque Lynch já havia participado do programa em 2004), que é um grande cantor (literalmente) de black e soul, tendo terminado entre os quatro melhores. Pelas mulheres, torcia pela bela Katie Stevens, cujo canal no YouTube reserva uma grata surpresa: seu verdadeiro nome é Katharina, e ela fala português por influência dos avós lusitanos! Apesar de ter ficado apenas na oitava posição, fez uma empolgante versão da dificílima Chain of Fools, grande sucesso de Aretha Franklin e, apesar de seus 16 anos, transmitiu raiva e emoção de uma veterana.
 
Enfim, glória ao vencedor. Recomendo as versões de Kiss From a Rose (Seal), You´re Still The One (Shania Twain) e A Little Less Conversation (do Rei Elvis Presley). Anotem mais este nome: Lee DeWyze. Vencedor de um dos poucos reality shows que efetivamente valem a pena, que consegue unir "diversão sadia" com "cultura", mesmo que por vezes pasteurizada. Vale lembrar que a atração brasileira é transmitida pela Record e terá sua terceira temporada em 2010. As edições anteriores já trouxeram belas vozes como Saulo Roston, Diego Moraes e Pri Borges. Que venha o Ídolos 2010, e o Idol 2011!

Leia as colunas anteriores de Rafael Gonçalves:

De novo, somos o mundo

Pé na roça

Não querem acreditar

Quem é o colunista: Jornalista, músico e só usa meias brancas e calçados pretos, igual ao Michael Jackson.

O que faz: Jornalista, compositor, violonista e cantor.

Pecado gastronômico: Chocolates, churrasco (feito por mim) e molho de alho caseiro da vó!

Melhor lugar do Brasil: Qualquer um que comporte a equação praia +violão + amigos.

O que ele ouve no carro, em casa e no IPod: Um pouco de tudo e de tudo um pouco.

Fale com ele: rafagt@hotmail.com acesse o site da sua banda!

Atualizado em 6 Set 2011.

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