Claudia Raia no Cabaret

Atriz vive a protagonista Sally Bowles no musical que cumpre temporada no Teatro Procópio Ferreira

A atriz Claudia Raia vive Sally Bowles em <em>Cabaret</em>
A atriz Claudia Raia vive Sally Bowles em Cabaret (Créditos: Daniel Klajmic)
Claudia Raia estreia <em>Cabaret</em>
Claudia Raia estreia Cabaret (Créditos: Daniel Klajmic)
O clássico <em>Cabaret</em> ganha versão de Miguel Falabella
O clássico Cabaret ganha versão de Miguel Falabella (Créditos: Daniel Klajmic)
<em>Cabaret</em>, em cartaz no Teatro Procópio Ferreira
Cabaret, em cartaz no Teatro Procópio Ferreira (Créditos: Daniel Klajmic)
<em>Cabaret</em> mistura o trágico e o cômico
Cabaret mistura o trágico e o cômico (Créditos: Daniel Klajmic)

Por Camila Boehm

De volta aos palcos e com nova roupagem, o espetáculo da Broadway Cabaret traz Claudia Raia como personagem principal, a marcante Sally Bowles. A atriz, que foi convidada para participar da primeira versão brasileira, de Jorge Takla, em 1989, não pode aceitar por estar comprometida com a novela Rainha da Sucata. Beth Goulart assumiu, então, o papel.

Mais de vinte anos depois, após uma corrida pelos direitos autorais do musical e advogados nos Estados Unidos, Claudia finalmente tem a oportunidade de produzir e estrelar Cabaret. Apesar do longo caminho até aqui, ela considera o momento ideal para viver Sally, depois de grandes trabalhos como Sweet Charity, A Chorus Line, O Beijo da Mulher-Aranha e Pernas Pro Ar. E sobre a preparação ela conta: “Nunca usei esse corpo antes, nunca usei essa voz, nunca usei essa visão para fazer um personagem”. Esse é o décimo musical que protagoniza.

A atual adaptação brasileira tem a assinatura de Miguel Falabella, que apimentou e aproximou o texto de uma dramaturgia pesada e trágica, sem perder a sátira e o humor. Trouxe ainda maturidade à desvirtuada Sally, que é uma prostituta, em contraste à interpretação de Liza Minnelli na versão cinematográfica, em que atuava como uma cantora do cabaré. Sobre as canções, Claudia destaca: “As grandes versões do Miguel estão em Cabaret”. A direção do espetáculo ficou por conta de José Possi Neto.

O contexto em que está inserido o espetáculo influenciou no texto forte e carregado de crítica. Berlim do período entre guerras, na década de 30, foi cenário de duas histórias de amor. A primeira é a de Sally e um escritor norte-americano que tenta ganhar a vida na Alemanha. A outra envolve um judeu e uma alemã, que têm seus destinos atravessados pela perseguição de um nazista.

Cenário e figurinos retomam formas de época e trazem uma sensualidade elegante. Mesas em cima do palco acomodam parte do público, que ajuda a construir o clima de cabaré. Nas duas escadarias laterais acontecem performances e cortinas de cristais percorrem o fundo do espaço. Quase escondida, aguçando a curiosidade da plateia, a banda de 14 músicos é regida em cena pela maestrina Beatriz de Luca.

O musical fica em cartaz no Teatro Procópio Ferreira até o início de 2012 e deve seguir para o Rio de Janeiro, com temporada no Teatro Oi Casa Grande em março.

Camila Boehm redator(a)
Estabelecimentos

Teatro Procópio Ferreira

Rua Augusta, 2823
Jardim América

Oi Casa Grande

Avenida Afrânio de Mello Franco, 290
Leblon

Comentários

vinicius
12/11/2011 0:51

Eu já assisti tres vezes e CONFESSO, vou a quarta....Claudia Raia é sensacional e surpreende a cada espetaculo. Impressionante ver uma atriz que, acima de tudo, preocupa-se com o público o tempo todo...., continua a estudar e a querer que o mesmo saia do teatro feliz e com sentimento de que valeu a pena sair de casa. Hoje em dia se ve tanta mulher fruta, vulgar, sem objetivos e talentos......, é histórico saber que existe uma artista com esta. Parabéns, Claudia, pelo espetáculo em si e por nos espetacular com sua presença em cena.