Domingos Montagner fala sobre o circo

Em comemoração ao Dia do Circo, o ator indica locais para curtir a arte circense em SP e fala como o picadeiro mudou sua vida

Última publicação: 28/03/2012

  • No papel do presidente Paulo Ventura em <em> O Brado Retumbante </em>

    No papel do presidente Paulo Ventura em O Brado Retumbante
    Créditos: Divulgação

  • Com a Cia LaMínima no espetáculo <em> Rádio Variété </em>, que ficou em cartaz em 2010

    Com a Cia LaMínima no espetáculo Rádio Variété , que ficou em cartaz em 2010
    Créditos: Divulgação

  • Domingos Montagner ao lado de Fernando Sampaio na peça <em> Mistero Buffo </em>

    Domingos Montagner ao lado de Fernando Sampaio na peça Mistero Buffo
    Créditos: Divulgação / Carlos Gueller

Aos 50 anos, Domingos Montagner está no auge de sua carreira artística. Em 2011, o ator viveu o cangaceiro Herculano em Cordel Encantado e no começo deste ano representou o presidente Ventura na série fictícia O Brado Retumbante

O sucesso com os dois personagens foi tanto que o ator já está escalado para a próxima novela de Glória Perez que sucede Avenida Brasil.

Aprendendo a conviver com a fama, o ator reservou o primeiro semestre de 2012 para se dedicar a uma grande paixão: seu grupo de teatro Cia. LaMínima. No último dia 22, o ator estreou no Teatro do Sesi a peça Mistero Buffo, ao lado dos palhaços Fernando Sampaio e Fernando Paz, onde interpretam 20 personagens e quatro histórias bíblicas de forma bem humorada.

Para homenagear o Dia do Circo - 27 de março - o Guia da Semana bateu um papo com Domingos, que fala sobre a montagem em cartaz, revela a importância do circo em sua vida e indica locais onde se pode viver a magia do picadeiro em São Paulo. Confira! 


Ao lado de Fernando Sampaio, Domingos Montagner estreia Mistero Buffo (Crédito: Divulgação / Carlos Gueller)

Guia da Semana: Como surgiu a ideia de encenar uma sátira bíblica no teatro?
Domingos Montagner: Esse é um texto do Dario Fo, baseado nos jograis da Idade Média que faziam suas versões sobre os mistérios medievais. Toda a pesquisa dele para esses textos foi centrada nesses artistas que eram os comediantes da época. O Dario Fo é uma referência para nós porque ele tem uma relação muito forte com o palco e com as técnicas do palhaço.

Durante a peça você e Fernado Sampaio são acompanhados por Fernando Paz, que atua como um parceiro sonoro. Como surgiu essa ideia?
A música era uma das características dos jograis. Eles se apresentavam com poucos recursos, somente com a capacidade verbal, corporal e com músicas. Quisemos inserir esse elemento dentro do espetáculo e por isso convidamos o Fernando Paz, que é palhaço e ator, além de ter esse vocabulário musical.

Essa participação não existia no texto original?
Não, nós que colocamos. O Mistero Buffo são monólogos e o Dario Fo se apresenta sempre sozinho. Fizemos essa adaptação para a Cia, com a dupla de palhaços e o acompanhamento musical.

A Cia LaMínima está completando 15 anos. Você acha difícil sobreviver dessa arte?
Em qualquer profissão, para atingir uma excelência, requer muito trabalho, estudo, dedicação e disciplina. O palhaço especificamente é uma especialidade artística que requer realmente muita dedicação. Além do talento e da vocação para o humor, tem que ser muito dedicado e disciplinado. O palhaço tem um vocabulário que vai além da graça. No nosso caso, como somos palhaços de circo, temos instrumentos, acrobacia, a voz, e por aí vai.


Em Cordel Encantado o ator viveu o cangaceiro Herculano (Crédito: divulgação)

O circo se transformou muito ao longo dos anos e hoje tem muitas vertentes. Como você enxerga a importância dele para a cultura? Ainda existe mercado para algo novo?
O circo está vivo, pois sempre teve a capacidade de se adaptar às mudanças sociais e à nova realidade urbana e encontrou uma maneira de continuar encantando o público. Existe sempre a possibilidade de aparecer coisas novas, pois o circo é muito ativo. Com a dificuldade de montar as lonas, pela falta de espaço, surgiram os circos de rua e o teatro, e isso faz com que ele continue vivo. O próprio Jogando no Quintal, esse ato do improviso, está possibilitando que apareçam várias manifestações novas. 

E como tudo isso te ajudou a entrar para a TV?
Eu nunca tive um foco muito grande na televisão, pois sempre produzi o meu trabalho e isso me envolvia muito. Minhas atividades sempre foram no circo e na rua, e não eram atividades que chamavam muito a atenção da TV, até que um produtor de elenco me viu em uma peça. Recebi convites para fazer as primeiras participações em séries e os produtores de elenco começaram a me convidar para outros produtos, até chegar o convite para a novela Cordel Encantado e depois O Brado Retumbante. Foi uma nova etapa dentro da minha profissão e estou agregando novos conhecimentos.

Quais são os locais que os amantes do Circo devem frequentar em São Paulo?
Tem uma escola de circo que trabalha muito bem com crianças, o Galpão do Circo, na Vila Madalena. Também tem os nossos amigos Parlapatões, que estão na Praça Roosevelt com dois espetáculos muito bons. O Circo dos Sonhos, que estreou agora pouco, também é muito bom.

Carine Medeiros redator(a)

COMENTÁRIOS

Marcus Vinícius Oliveira

Acho que faz um pouco de sentido eu nascer no Dia do Circo!

27 de março de 2012 às 15:58

Allyson Carvalho

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02 de abril de 2012 às 20:23