Filme
Tropa de Elite
O cotidiano de policiais e de um capitão que tenta sair da corporação são os temas do filme
- Direção:
- José Padilha
- Elenco:
- Wagner Moura
Em 1997, o Rio de Janeiro aguarda a visita do Papa João Paulo II. Apesar da cidade estar vivendo em uma situação quase de guerra entre o tráfico e a polícia, o pontífice passará sua temporada na casa do Arcebispo, no Morro do Turano. Assim, os responsáveis por garantir a segurança durante a visita serão os policiais do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar, o BOPE. Esta divisão, considerada a
Tropa de Elite da polícia carioca, é a única incorruptível, mas não mede esforços para conter o tráfico.
Às vésperas de ter seu primeiro filho, o Capitão Nascimento não agüenta mais a pressão de sua vida no batalhão, mas antes de sair precisa escolher um substituto. Este, além de ser honesto, tem de ser forte para suportar o trabalho. A vaga ficará entre dois aspirantes da PM, Neto e Matias. Enquanto um age de uma forma impulsiva, sem medir as conseqüências, o outro é extremamente racional, com pouca ação, mesmo quando se vê frente a um grupo de usuários de drogas. Para Nascimento, seu substituto ideal seria um misto dos dois, que é em que ele tentará transformar um deles.
Sucesso antes mesmo de sua estréia, Tropa de Elite teve dois grandes problemas durante a produção. Nas filmagens, parte da equipe foi seqüestrada e as armas cenográficas roubadas. Durante a finalização, uma versão inacabada do filme vazou e foi parar na internet e em camelôs, o que ajudou na divulgação do longa. Mesmo quem viu a versão pirata tem motivos para conferir nas telas, já que o filme tem cinco minutos a mais e muitas mudanças foram feitas, principalmente na narração de Wagner Moura.
Fotos: David Prichard
Às vésperas de ter seu primeiro filho, o Capitão Nascimento não agüenta mais a pressão de sua vida no batalhão, mas antes de sair precisa escolher um substituto. Este, além de ser honesto, tem de ser forte para suportar o trabalho. A vaga ficará entre dois aspirantes da PM, Neto e Matias. Enquanto um age de uma forma impulsiva, sem medir as conseqüências, o outro é extremamente racional, com pouca ação, mesmo quando se vê frente a um grupo de usuários de drogas. Para Nascimento, seu substituto ideal seria um misto dos dois, que é em que ele tentará transformar um deles.
Sucesso antes mesmo de sua estréia, Tropa de Elite teve dois grandes problemas durante a produção. Nas filmagens, parte da equipe foi seqüestrada e as armas cenográficas roubadas. Durante a finalização, uma versão inacabada do filme vazou e foi parar na internet e em camelôs, o que ajudou na divulgação do longa. Mesmo quem viu a versão pirata tem motivos para conferir nas telas, já que o filme tem cinco minutos a mais e muitas mudanças foram feitas, principalmente na narração de Wagner Moura.
Fotos: David Prichard





07/02/2008 22:00
O filme, para quem ainda não viu ou não ouviu falar, mostra como age o Batalhão de Operações Especiais - BOPE, a chamada "Tropa de Elite" da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Policiais teoricamente incorruptíveis e bem-treinados, que se utilizam de tortura, execução sumária entre outros métodos característicos de militares em regimes de exceção. O livro no qual é baseado parcialmente o filme, fala inclusive de corrupção nesse batalhão, coisa sobre a qual no filme não se fala em nenhum momento. O filme, embora extremamente bem-feito do ponto de vista técnico e sob a estética de Hollywood, é, na minha opinião, excessivamente simplista em diversos aspectos, como na colocação feita pelo anti-herói do filme, Capitão Nascimento (Wagner Moura, aliás, excelente no papel), de que "viciado vagabundo é que financia o tráfico", passando longe de qualquer discussão em relação a descriminalização das drogas ou um entendimento maior do que criou e o que mantém aquele cenário. É uma visão de um militar, criado e treinado para simplesmente matar aqueles que ele (juiz e executor) considerar que se colocam contra a verdade e a justiça. O problema maior no meu ver é a banalização da violência e da "aceitação" das técnicas utilizadas pelo BOPE como plenamente justificáveis. Fala-se muito da reação das pessoas nas platéias que viram o filme, na impressão generalizada de delírio e "torcida" quando um menino é torturado com tapas e um saco de plástico na cabeça, para dar uma informação. Ele não dá a informação, os policiais têm que ir embora, matam o menino gratuitamente. Para mim, a reação da platéia (confirmada por comentários que ouvi de pessoas que assistiram ao filme), é um sinal mais do que claro de que nossa sociedade está doente. O mesmos sistema que cria personagens como o Capitão Nascimento também gera esse sentimento generalizado de que isso é certo, de que todo pobre que mora na favela é em potencial um bandido, e cuja vida vale menos do que nada. O Capitão Nascimento, que se julga acima da lei e do arrependimento ("para um oficial do BOPE, o remorso é um sentimento muito perigoso", ele diz), justificando-se a todo momento por estar em estado de guerra, foi formado pelo sistema, o mesmo sistema que corrompe a polícia e nega oportunidades aos desfavorecidos, criando poderes paralelos em mundos paralelos, onde a moral ganha novos contornos com inversões de valores. Afinal , quem protege e ajuda (até financeiramente algumas vezes) a comunidade não é o poder público ou a polícia, mas sim o traficante que controla o local. E é interessante que no momento em que ele, Capitão Nascimento, precisa se tornar humano, com o nascimento do filho e a necessidade de estar próximo da família, ele precisa se desligar do BOPE. O BOPE não pode ter policiais humanos. Os "fracos" lá não entram. E a mensagem que o filme passa (ao menos para mim, não sei se era a intenção do diretor) é isso, de que temos uma sociedade doente que cria figuras como essa e são - para meu espanto, sinceramente - apontados como hérois, como aqueles que não se renderam à corrupção ou se omitiram. Simplesmente "vão para a guerra", onde qualquer atitude é justificável. Não sei se o que me preocupa mais é saber que essas coisas (tortura, execuções e abusos por parte daquela que seria a "elite" da polícia) acontecem no nosso cotidiano, ou saber que isso é visto por grande parte da população como um ato de heroísmo e justiça. Tenho realmente muito medo do futuro em uma sociedade onde a maioria da população possa vir a acreditar que a solução seja realmente a proliferação de batalhões como esse, para acabar com todos os problemas de segurança que possam existir...
09/01/2008 22:00
Finalmente assisti a "Tropa de Elite". Finalmente porque tive de vê-lo em duas etapas. Na primeira, na sexta-feira de estréia, passei mal e fui obrigada a deixar a sala com a história já pelo meio. A combinação da câmera nervosa com o fato de eu ter sentado mais perto da tela do que o de costume me fizeram ficar tão zureta quanto o capitão Nascimento. Ontem - da última fileira do cinema - consegui assistir à segunda parte do filme brasileiro mais polêmico de todos os tempos. Além de ter sido matéria em todos os jornais e revistas do país, foi tema de um "Roda Viva" e de um sem-número de entrevistas e discussões na TV. O barulho é plenamente compreensível. O filme é ótimo. Retrata sem filtros um dos nossos maiores temores: a violência. Não há bandidos e mocinhos. Ou são todos arroz tipo agulhinha ou todos feijão carioca. E ambos, como mostra o prato do brasileiro, se misturam. Para quem, como eu, que achava que existia uma simbiose - ou parasitose - entre policiais e traficantes, em "Tropa de Elite" fica bem claro que a larva virou não uma lombriga, mas uma anaconda desgovernada. O drama é muito pior do que eu supunha. E, surpreendentemente, o diretor José Padilha deixou para trás um elemento muito comum nesta safra de filmes nacionais: a pieguice. Sangue espirra, tiros ecoam dos fuzis, corpos são carregados como peças de carne, mas o show tem de continuar. E o show do Bope é espetacular. Pouco acompanhei as discussões ou li as resenhas que o filme suscitou - não queria perder a surpresa de algo que já havia visto pela metade - mas acredito que a PM deva estar furiosa com a parte que a toca. Se não é possível separar quem é arroz e quem é feijão entre polícia e tráfico, o mesmo não se pode dizer entre o Bope e a PM retratados no filme. A polícia representa o que há de pior e o Bope surge, com toda sua garra e truculência, para reprimir os corruptos. Nem que para isso as mortes tenham de ser colocadas na caderneta do Papa. "Tropa de Elite" se passa em 1997, mas a precariedade da polícia é tanta que por instantes pensamos que a história é da década de 70 ou 80. As instalações policiais são sofríveis, bem como a situação da frota de veículos. Faltam peças, mecânicos capacitados e o protagonista: o dinheiro. Não sei se por ingenuidade ou falta de observação, nunca tinha reparado no símbolo do Bope - um crânio atravessado por facas e do qual pendem granadas. Pouco violento, no entanto, se levarmos em consideração a que tipo de treinamento estes policiais de elite são submetidos. Treinamento também pouco questionável se tivermos em mente onde os aprovados vão trabalhar e que pepinos vão ter de encarar. Achei interessante ainda uma tática mostrada no filme: a de que para diminuir as estatísticas de homicídios em sua área certos grupos policiais desovam os corpos em freguesia alheia. Vivendo e aprendendo. O mais terrível ao deixar a sessão de "Tropa de Elite" é pensar que acabamos de ver um filme não-ficcional. É o nosso mundo real. Uma realidade que ao deixarmos a sala de cinema irá surgir à nossa frente. E não poderia ter exemplo mais oportuno para ilustrar o que estou falando: as mortes na Favela da Coréia esta semana no mesmo palco no qual José Padilha encenou sua história. O Rio de Janeiro.
05/12/2007 22:00
Sinceramente, não gostei. O filme é super violento, e ao invés de sair do cinema com uma sensação de bem estar, saí chocada com o que vi Um péssimo filme para assistir, caso você queira se divertir. Apenas pense em sangue, é apenas isso que vai ver neste título.
12/11/2007 22:00
Um soco na cara do sitema! O filme deve marcar época não somente pelo estrondoso sucesso na pirataria, mas porque a primeira vez o cinema teve coragem de mostrar a realidade por trás de algo que passa despercebido pelos brasileiros. E se a moda pega tem tantas outras histórias pra contar. O filme é muito bom, as atuações são melhores ainda, e se tratando de produto nacional que divaga entre o ruim e o razoável esse deve ser um dos melhores nacionais em muito, mas muito tempo.
27/10/2007 22:00
Um filme impactante! Talvez, promova percepções antagônicas... O seu maior mérito está aí: na reflexão e, conseqüente, discussão do tema. Não o senti bélico, ao contrário, pareceu-me uma tentativa de desfraldar a bandeira da paz. Há sinais evidentes na tropa... Os surtos de pânico do Capitão Nascimento são exemplos clássicos de insurreição, de não aceitação. Pessoas realizadas ou identificadas com a situação não teriam tal reação. O Zero dois por ser impulsivo, possivelmente, foi confundido com agressivo... Existe altruísmo no ato de entrega do objeto, útil, ao menino do morro... A ingenuidade não combina com a árdua preparação demonstrada à função. Logo, descartada. Mathias, por sua vez, era o patriota que não sabia transmitir seu idealismo... Enfim, uma proposta de armistício. Infelizmente, não reconhecida. Daí a indignação de José Padilha, quando convidado a depor. Eis a minha visão.
22/10/2007 22:00
Wagner Moura e Caio Junqueira estão ótimos, um show de interpretação. O filme mostra o resultado de força policial despreparada, corrupta e mal remunerada. As pessoas que acham o filme violento deveriam se atentar que existe um Brasil bem diferente fora dos shoppings e dos condomínios de luxo. Tropa de Elite mostra um mundo real e verdadeiro.
22/10/2007 22:00
A realidade foi mostrada e ainda assim há quem que incomode com nosso dia-a-dia seja em favelas do Rio, Curitiba ou São Paulo!!!! Paremos de hipocrisia e a exemplo de nosso cinema nacional que esta mudando de cara e mostrando verdades como a de que usuário e traficante são igualmente culpados façamos o mesmo em busca de um Brasil melhorl!!!
20/10/2007 22:00
O Padilha acertou todos os ingredientes. Vão desde a narrativa em off do personagem Capitão Nascimento até a fotografia, sem esquecer da sonorização e um roteiro de tirar o fôlego. As cenas bizarras sobre a corrupção da PM carioca só quem é do Rio tem a verdadeira dimensão.
18/10/2007 22:00
O filme é excelente, conta a realidade nua e crua tal como acontece nas favelas do Rio... As cenas de violência são fortes sim, mas por isso temos a censura de 16 anos no filme... Mas enfim... Achei muito bom!!! Merecia realmente levar a indicação ao Oscar!!! Eu recomendo o filme!!!
14/10/2007 22:00
Ualllllll esse filme é da Hora, mesmo assistindo o filme piratão, mas vou coferir novamente no cinema.....
14/10/2007 22:00
Nossa que filme, excelente, chocante ...um roteiro surpreendente e um ótimo elenco, um dos melhores filmes que já assisti ... assistam vale a pena !!!
14/10/2007 22:00
Uma guerra verdadeira. Quando a justiça pelas próprias mãos pode ter justificativas. A falta de limites impondo o aparente descontrole.
10/10/2007 21:00
Deprimente!
10/10/2007 21:00
Um roteiro excelente , o ator Wagner Moura dá um show de interpretação, esse com certeza foi o melhor filme nacional que assisti.
08/10/2007 21:00
Filme maduro, com trilha sonora na medida certa, interpretações de grandes atores, cenas bem construídas. Um filme que vale a pena assistir, debater e deixar sempre em pauta na sociedade os assuntos abordados pela trama. Merecia ser indicado ao Oscar pelo Brasil, com certeza!!! Mas, pra frente Brasil...
08/10/2007 21:00
O filme do ano. Tropa de Elite mostra que o cinema brasileiro pode atingir um patamar muito mais alto do que estamos. O roteiro é excelente, os atores (destaque óbvio para Wagner Moura) estão fantásticos, a história, aqui não entrando na discussão de fidelidade ou não com a realidade, é ótima e prende do início ao fim. Sem dúvida Tropa de Elite é um clássico da nova era o cinema nacional.
06/10/2007 21:00
Uma injustiça a sua não indicação ao Oscar! Aquele filminho morno e mal feito que foi indicado (nao merece nem ser citado!!) não tem o sangue, o espírito e a volúpia deste filme. Foi evidente que a Elite teve sua não indicacao como consequencia apenas por mais um dos problemas da nossa sociedade, a saber: a PIRATARIA! O elenco está absurdamente bem, a história se apresenta conseguindo o difícil papel de escapar ao dualismo certo-errado, o filme é um retrato cortante, autêntico de uma história que só piorou através do tempo ...
05/10/2007 21:00
ACHEI MUITO VIOLENTO CHEIO DE TIROS NA CABEÇA UMA MOÇA AO LADO ATÉ VOMITOU DURANTE O FILME.. FORA que ja foi pirateado em todo Brasil... ta mais para faces da morte do que para filme.. eca nao gostei !!!
24/09/2007 21:00
Finalmente um filme que denuncia sem medo de represálias...