Guia da Semana

3 profissionais do cinema brasileiro fazem balanço de 2012

Vera Egito, Roberto Vitorino e José Eduardo Belmonte contam o que viram e gostaram no ano de 2012

O Guia da Semana convidou três profissionais do cinema brasileiro para uma pequena retrospectiva do ano de 2012 nas telonas. Vera Egito, que já dirigiu videoclipes de Tiê e Thiago Petit e dirige o programa Viva Voz, do GNT, o produtor Roberto Vitorino, de Quebrando o Tabu, e José Eduardo Belmonte, diretor de Billi Pig, contam o que mais gostaram do cinema durante o ano e fazem uma análise do cinema brasileiro. 

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Confira as entrevistas abaixo:

Vera Egito, roteirista e diretora


O que já fez:
 Curta-metragens, videoclipes (Nighwalker, de Thiago Petit), filmes publicitários, roteiros para longa-metragens, programas para a TV (Viva Voz, do GNT).

O melhor filme de 2012: Gostei muito de Na Estrada, do Walter Salles. As imagens do filme colaram na minha cabeça. É difícil dizer que é esse o melhor filme do ano, já que eu não assisti a todos os filmes lançados esse ano. Mas esse foi um filme que me tocou demais. Forte, poético, atraente. 

O cinema brasileiro em 2012: Nós aqui no Brasil temos uma tradição na comédia que vem das chanchadas dos anos 30 e 40. Não acho que isso seja um problema. Na verdade, fico sempre feliz quando um filme brasileiro atinge uma boa bilheteria. Isso é formação de público, é consolidação de mercado, é um incentivo para os profissionais da área. Estou acompanhando a carreira de Gonzaga - De Pai pra Filho, que está indo muito bem. Então, tenho fé de que nosso público deseja filmes nacionais de todos os gêneros. Só precisamos, nós realizadores, contar as histórias da maneira certa. Ou talvez eu seja realmente uma otimista.

Roberto Vitorino, produtor de cinema, teatro e TV

O que já fez
: Última Parada 174, Além da Estrada, Quebrando o Tabu, Satyrianas, Os Altruístas.

O melhor filme de 2012: Eu gostei muito de Na Estrada, do Walter Salles. Eu já tinha lido o livro, mas o filme me tocou fundo. A estrada e o cinema são dois processos inseparáveis.

O cinema brasileiro em 2012: O brasileiro tem tradicionalmente uma relação com o cinema e o teatro de "diversão". Eu escuto as pessoas falando que precisam "relaxar", se "desligar do mundo". Mas eu sinceramente acho que a questão é outra. A dramaturgia desta nova comédia é mais próxima da dramaturgia da TV, no qual este público foi "educado". Neste tipo de filme, o público faz concessões maiores às fragilidades conceituais e estéticas da trama e da narrativa. Concessões que ele geralmente não faria em um drama, por exemplo. Em outras palavras, se um filme ruim te faz rir, ele é melhor que um filme ruim que não te faz sentir nada.   

José Eduardo Belmonte, cineasta


O que já fez: Subterrâneos, A Concepção, Meu Mundo em Perigo, Se Nada Mais der Certo, Billi Pig, O Gorila.

O melhor filme de 2012: Não sei se esse filme é desse ano, mas vi esse ano A Separação. Aquele filme que você vê e pensa: putz, porque não fui eu que fiz!

O cinema brasileiro em 2012: Foi um ano difícil entre vários anos difíceis que o cinema brasileiro tem. Vivemos uma crise crônica com caídas e melhoradas, a distribuição ainda é um problema pro nosso cinema. 

Atualizado em 17 Dez 2012.

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