Guia da Semana

Astrologia destaca semelhanças entre filmes

Descubra o que Django, Intocáveis e Discurso do Rei têm em comum

Indicado ao Oscar de melhor filme em 2013, “Django Livre” é ambientado nos Estados Unidos pouco antes da Guerra Civil e reúne, em uma grande empreitada, dois personagens: um refinado e exótico estrangeiro - que é caçador de recompensas - e um escravo.  Podemos achar que até aí não há nada de novo, pois não é de hoje que os filmes exploram a temática de convivência entre ricos e classes mais populares. Mas há uma sutileza importante neste caso: não só a convivência, mas também a ajuda, e mútua.

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Curiosamente, há dois grandes filmes em que este mesmo tipo de elaborada parceria ocorre. Um deles é “Intocáveis” (2011), cuja história também gira em torno de um forte elo de amizade que surge entre um enfermeiro e seu rico patrão tetraplégico. Já em “O discurso do rei”, um plebeu auxilia um rei a superar sérias dificuldades de expressão verbal, quando isto lhe era imprescindível.

Será que alguém notou que os três filmes falam exatamente sobre a mesma coisa? Isto se não quisermos citar o também excelente “Histórias Cruzadas”, indicado ao Oscar de melhor filme em 2012, em que uma jornalista branca auxilia empregadas negras e vice-versa, em plena época de segregação racial americana.

O que a Astrologia teria a dizer a respeito disso? Por que estes filmes, baseados nestas curiosas parcerias, pipocaram de 2012 para cá?

TRÊS FILMES COM MUITO EM COMUM

Há dois fatores astrológicos por detrás destes filmes: o ingresso da estrela Regulus no signo de Virgem e o início do trânsito de Netuno pelo signo de Peixes. Comecemos pela estrela. Há mais de dois mil anos que Regulus tem estado no signo de Leão, conhecido por reger os reis e a aristocracia. Há muito pouco tempo, no final de 2011, Regulus passou de Leão para Virgem, onde também irá ficar um período tão longo quanto o anterior.

A troca de signo é algo muito importante na Astrologia, pois cada signo tem um conjunto de valores próprio. Leão é o signo do ‘eu’. Já Virgem é um signo de serviço, economia e eficiência – temáticas presentes nos três filmes. Os valores de Virgem lentamente passarão a ter cada vez mais destaque, mas esta será uma transformação lenta.

Mas há um motivo ainda mais imediato influenciando as temáticas abordadas por estes filmes: em março de 2012, Netuno saiu de Aquário e ingressou em Peixes, e transitará por este signo durante 14 anos. Ora, Peixes para a Astrologia é o par complementar de Virgem, onde Regulus agora está. Entendeu agora como estes dois fatores se juntam e se fortalecem mutuamente?

Filmes simbolizam características de Virgem e Peixes

Quando Netuno ingressa em um novo signo, como foi o caso em 2012, o coletivo começa a vibrar neste signo, mas de uma forma ainda lenta, como um coral baixo de vozes. À medida que Netuno avança nos graus, as vozes vão aumentando, até que os valores daquele signo - e do seu oposto - se tornam a única voz. 

Ah, mas o que tudo isto tem a ver com os incríveis três filmes deste artigo? Estes filmes já vibram dentro do novíssimo par Virgem-Peixes. Agora você vai saber exatamente como. A Astrologia é como ter acesso a um código de DNA. No caso, o DNA coletivo que está sendo tecido neste exato momento (e do qual a maioria tende a estar inconsciente).

Vejamos separadamente o que cada um dos dois signos pode representar, para então juntar as peças do quebra cabeça do DNA coletivo e dos três filmes.

Virgem: tem ligação com empregados, escravos, ajudantes, enfermeiros, pessoas habilidosas, serviços, profissionais de qualquer tipo.

Peixes: tem ligação com inconsciente, vítimas, pessoas presas, limitações de todos os tipos, sofrimentos.

Ambos: têm ligação com auxílio, ajuda.

Agora pense nos três filmes e seus personagens principais. Em “Discurso do rei”, o príncipe sofreu traumas com uma babá cruel e um pai severo e exigente. E, por isto, teve um sério problema de gagueira. O escravo Django foi muito maltratado, sendo que condição mais impotente do que esta não existe (ah, lembrou-se da pobre Fantine de Anne Hathaway, de “Os miseráveis”? Outro filme do eixo Virgem-Peixes!). E, por fim, um milionário tetraplégico em “Intocáveis”.

Todos os personagens destes filmes são, sem exceção, vítimas. E qual é o signo das vítimas? Peixes, oras! Agora vejamos os personagens coadjuvantes. Em “O discurso do rei”, quem ajuda a curar a gagueira do príncipe é um ator que não tem muito sucesso, mas possui muita habilidade e psicologia. Em “Intocáveis”, um rapaz que saiu há pouco tempo da cadeia (prisões são regidas por Peixes), mas que acaba sendo contratado como enfermeiro, ajuda o personagem principal. Já em “Django Livre”, um estrangeiro muito bom no que faz (matar bandidos procurados a fim de ganhar recompensas), procura um escravo para abocanhar um bom prêmio. Todos arquétipos de Virgem. Bingo!

Mas o detalhe imprescindível é: um precisa do outro. Os representados por Virgem se beneficiam do que os personagens simbolizados por Peixes têm a dar e vice-versa. Simples assim. Só para citar um exemplo, o desenvolto professor do rei ganha um título de nobreza e prestígio depois de ajudá-lo a proferir seus discursos, uma exigência criada pela disseminação do rádio.

E, assim, como um necessita do outro, ambos se enriquecem, se engrandecem. O eixo Virgem-Peixes será o de ganhar pela parceria e por exercitar algo simples, mas muitas vezes difícil: a humanidade e a humildade. E todos os três filmes são magistrais em mostrar isto.

Histórias destacam fim das diferenças

O fim das barreiras também aparece claramente em “Intocáveis”. Depois de mostrar loucuras da dupla, o filme conta como tudo começou. Philippe, o rico tetraplégico, assistia sua eficiente e fria secretária entrevistar meticulosamente candidatos a enfermeiros. Todos eles desfilavam seus talentos, habilidades e diziam aquilo que esperavam que o outro quisesse ouvir. Um se parecia com o outro, mas ninguém se diferenciava. Para quem conhece o simbolismo astrológico, já consegue ver o par Virgem-Peixes em ação. Virgem: eficiência, secretárias, frieza, meticulosidade, repetição, fazer o que é esperado, chatice, rotina, monotonia (esta última, aliás, como é a vida de Philippe). 

Eis que o destino (este é do signo de Peixes, com certeza!) traz um temperamental rapaz negro, que fura a longa e tediosa fila de entrevistados, na qual ele não aguenta mais esperar, dizendo que só quer pegar um atestado de que já deu a entrevista. Com isto, poderá resgatar seu seguro desemprego. Ah, é justamente deste que Philippe gosta. É este que lhe capta a atenção: o cara que não quer e que não está nem aí para nada, mas que é ele mesmo. Que transpira, que sente, que não finge um teatro e nem boas intenções ou sentimentos piedosos.

Mas no que Abdel é diferente? Para começar, ele nunca foi enfermeiro: aprende, a duras penas, como mostra o filme, a ser. Mas ele é humano, tem empatia. Acabou de sair da cadeia, vai tentar voltar para a superlotada casa da mãe adotiva (a propósito, adoção é um tema de Peixes) e a vida dele não está um mar de rosas. É aquilo que se pode chamar de um ser à margem do sistema (como Django, aliás). E como, antes de qualquer coisa, ele se enxerga como um “ferrado na vida”, quando vê Philippe ele simplesmente percebe... Um outro ser como ele! E não um homem rico, um futuro patrão. Sequer um deficiente. Ele vislumbra um ser humano como ele, totalmente ferrado também. Os personagens são iguais em suas diferenças. Um pode entender o outro, ter acesso ao outro. Ora, fim de barreiras (inclusive emocionais) é algo pisciano por excelência.

Aqui também é necessário mencionar o tema igualdade (e, por consequência, empatia) que esteve presente nos outros dois filmes. O exótico caçador de recompensas desde o início trata Django como um igual, da mesma forma que faz o ator com o príncipe, no “Discurso do Rei”. Em todos estes filmes é a igualdade que cura, que redime, que rompe os diques, seja da humilhação, da gagueira ou do corpo físico paralisado. 

Preenchendo-se com o outro

Abdel, de “Intocáveis”, tem a força das crianças (e, outrora, a irresponsabilidade delas também), e por isto é um poço de exuberância e o oposto de Philippe, que (justificadamente, penso eu) está desiludido e sem vida. Tudo o que o enfermeiro quer na vida é se divertir, e é isto que ele, maciçamente, proporciona ao patrão. Se Philippe só pode ter prazer através do toque nas suas orelhas, que tenha. Se gosta de velocidade, Abdel acelerará o caro e exuberante carro de Philipe para ele mesmo. Ou seja, faça o que pode com o que tem. Vá ao seu limite, goze e expanda a vida. É isto que Abdel, sem sequer notar (porque é seu modo natural de viver), transmite a Philippe.

Em troca, Philipe dará a Abdel uma profissão, acesso a coisas que só os ricos têm e ensinará muitas coisas ao amigo. Philippe fará isto sem Abdel pedir ou saber, da mesma forma que seu empregado fará coisas assim por ele, em uma troca belíssima de solidariedade.

Em “Django Livre”, o alemão Dr. Schultz também doará todo o seu know how de caçador de recompensas a Django e até parte da porcentagem pelos serviços, ao invés de explorar o ex-escravo (alguém por acaso já pensou que está na hora de dar um freio ao capitalismo exploratório e desenfreado?). Tudo isto emprestará dignidade, poder e autoestima ao escravo (liberto, aliás, por Schultz). Como se não bastasse, o dentista ainda propõe auxiliá-lo a realizar o seu desejo mais caro: resgatar sua amada esposa do cativeiro.

Mas toda a generosidade de Schultz não ficará sem ganhos. Através de Django, o eficiente, inteligente e prático doutor (Virgem) conhecerá a piedade por outros seres humanos (também regida por Peixes), o que ficará claro na forma como irá se mostrar perturbado depois de presenciar a morte cruel de um escravo. Sairá da fria profissão (Virgem) de matador para algo muito maior e mais humano (Peixes): a amizade, a empatia e a lealdade. O doutor também se expandiu, e não só Django. As boas parcerias deveriam ser assim. Que tal procurar as suas?

O que você já sabe: o mundo não é mais o mesmo

Se você ainda não percebeu, as mesmas inversões já estão acontecendo no mundo. O Brasil, até poucas décadas atrás, era sempre acompanhado da vergonhosa e quase insuperável alcunha de “país subdesenvolvido”. A Europa, na mesma época, era uma ilha privilegiada de cultura, riqueza e prosperidade. As coisas estão invertidas. O Brasil cresceu muito e está mais estável, enquanto a Europa vem sofrendo duros golpes.

O maior país anglo-saxão do mundo, os Estados Unidos, acabou de reeleger um presidente negro. Virgem-Peixes já está acontecendo em todos os lugares. Inclusive com as economias, que estão mais ligadas do que gostaríamos. Acabou esta história de “eu posso ficar bem se você não ficar”. Não posso: o seu problema vai, cedo ou tarde, chegar a mim. Se dois países se desentenderem muito seriamente, isto pode ter consequências para o restante do mundo, sim.

Virgem-Peixes também já está acontecendo na moda, terreno de Netuno por excelência. O ideal de cabelos femininos atual é aquele que têm ondas (Peixes: as sereias!). Mas, além disso, várias atrizes estão submetendo seus fios a cortes radicais, porque quem gostava de cabelão era Leão. Virgem, o signo do básico, do simples, é quem pode aderir ao corte curtinho, que vem sendo adotado em série: Miley Cyrus, Taís Araújo, Anne Hathaway (a única não voluntária nesta lista), Rihanna, Debora Secco, Halle Berry, entre outras.

Somos mais influenciados pelo coletivo do que imaginamos. Se eu pudesse aconselhar algo, tentaria dizer para tentar pegar o melhor de Virgem-Peixes, que, do lado de Peixes, é a empatia, a humanidade, a capacidade de se conectar aos sentimentos (próprios e dos outros). E, do lado de Virgem, um pouco mais de senso crítico e discernimento, para ser levado menos de roldão pela massa, por tudo aquilo que todo mundo acha que é legal. Pensar um pouco por si mesmo, se isto for possível.

Afinal, Netuno lança o seu canto da sereia, mas temos de ser minimamente capazes separar o joio do trigo (Virgem), ao mesmo tempo em que tentaremos aprender a ser um pouco mais solidários e menos individualistas (Peixes). Esta é a minha utopia (Netuno rege as utopias). Era isto que eu gostaria que aprendêssemos. Afinal, acho que sonhar (Peixes) não custa tanto assim. E muito menos tentar transmitir mensagens e ideias positivas!

 

Atualizado em 2 Dez 2013.

Por Vanessa Tuleski
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