Guia da Semana

Filmes de moda no CCBB

Películas de todas as épocas mostram a importância da escolha das roupas na caracterização dos personagens


Por Gabriela Guimarães


Foto: IMDb

O filme Maria Antonieta, de Sofia Coppola

Com mais uma edição da São Paulo Fashion Week na cidade, nada melhor que ver filmes que lembrem este tão famoso tema. Foi o que aconteceu entre os dias 18 e 30 de janeiro, no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo - uma mostra com 31 filmes, entre os quais vale a pena rever:


Maria Antonieta

Com direção de Sofia Coppola, o longa de 2006 conta a história da jovem princesa da Áustria que, para firmar um acordo entre seu país e a França, é obrigada a se mudar para o palácio de Versalhes e se casar com o príncipe Luís 16 (o ator Jason Schwartzman, em uma apresentação impagável). Maria Antonieta (Kirsten Dunst) se torna, da noite para o dia, a rainha da França. Isto significa, também, abdicar da sua juventude, além de se vestir de acordo com sua atual posição. Na época de lançamento do filme, a figurinista Milena Canonero foi criticada pela escolha das roupas, que não eram propriamente daquele século - mas, em compensação a sua ousadia, ela conquistou o Oscar de melhor figurino em 2007. A produção ainda conta com uma trilha sonora que inclui canções de Siouxsie and the Banshees (Hong Kong Garden), The Cure (Plainsong), New Order (Ceremony), The Strokes (What Ever Happened), entre outros. Sem dúvida, um ótimo entretenimento.


Viridiana

Um dos longas mais famosos do cineasta espanhol Luis Buñuel, Viridiana foi brilhantemente interpretada pela atriz mexicana Silvia Pinal. A personagem, uma noviça que ainda está para completar seus votos, vai passar uns dias na casa do tio Dom Jaime (Fernando Rey), que o detesta. Lá, ela é envolvida em uma trama de obsessão por seu tio, que quer, de qualquer jeito, desposá-la, por ela lembrar muito sua falecida esposa. Quando não consegue atingir este objetivo, ele dá cabo da própria vida, e Viridiana assume o comando de seu sítio, além de abrigar mendigos que encontra pelo centro da cidade. O que a ex-noviça não imaginava era que, com sua bondade, acabaria por aprender a dura realidade da vida, principalmente a natureza masculina. Com um figurino de época impecável, Viridiana vai, aos poucos, mostrando sua beleza sem perceber que, com isso, despertaria o interesse dos homens que acolheu e do filho bastardo de Dom Jaime, Jorge (Francisco Rabal). Um filme para ser visto e admirado.


A Bela da Tarde

Talvez seja a produção mais famosa de Luis Buñuel (realizada em 1967): primeiro porque revelou ao mundo o rosto da francesa Catherine Deneuve e, segundo, pelo enredo da história, que gira em torno da rica e recém-casada Séverine Serizy. Entediada com sua vida monótona, Séverine resolve passar suas tardes de uma forma nada convencional: ela conhece o apartamento de Madame Anais (Geneviève Page), que administra um "bordel" no local - e a jovem esposa passa a atender pelo nome de La Belle de Jour (A Bela da Tarde). Assim, ela consegue, finalmente, realizar suas fantasias sexuais, além de conseguir ter prazer de verdade, coisa que seu marido (Jean Sorel) nunca lhe deu. Com um figurino bastante exuberante e, ao mesmo tempo, de uma delicadeza pelos tecidos usados, A Bela da Tarde é sempre um colírio para os olhos de cinéfilos de carteirinha.


Juventude Transviada

Uma das produções mais famosas dos anos 50, Juventude Transviada, de 1955, foi um marco na história do cinema. O filme que tornou o ator James Dean (Jim) o bad boy mais querido dos Estados Unidos, e a atriz Natalie Wood (Judy), o estereótipo da adolescente que faz qualquer coisa para estar perto desse cara que tanto a atrai, mexeu com milhares de jovens daquela época. O longa, dirigido por Nicholas Ray, ditou moda pelo figurino usado por Dean com suas jaquetas de couro e calças apertadas, muito gel para modelar seu topete, e Natalie Wood com suas saias rodadas, lenços no pescoço e cabelo mais curto. Um dos mais transgressores filmes que, até hoje, remete a uma combinação exata de sucesso e bom roteiro.

 

Quem é a colunista: Uma amante do cinema e da cultura em geral.

O que faz: Jornalista e metida a fotógrafa.

Pecado gastronômico: Massas.

Melhor lugar do mundo: Com muita natureza em volta e que eu esteja acompanhada de pessoas especiais.

O que está ouvindo no carro, iPod, mp3: Rock anos 90, ska, muito jazz e música brasileira.

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Atualizado em 14 Set 2011.

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