Guia da Semana

Mark Waters, o diretor

Cineasta destaca o trabalho de Nick Nolte na adaptação para as telonas de As Crônicas de Spiderwick

De Los Angeles

Foto: Divulgação
Mark Waters e o jovem astro Freddie Highmore no set de filmagens

Mark Waters é um diretor curioso. Marcou presença mesmo sem muitos filmes no histórico. Começou a chamar a atenção com Warning: Parental Advisory, filme que narra o processo judicial contra a banda Twisted Sister e culminou com o acordo entre gravadoras e o governo norte-americano para a criação do selo de conteúdo inapropriado para certas idades nos discos.

Depois, levou Lindsay Lohan de vez ao estrelato com Meninas Malvadas. Embora não tenha culpa nas besteiras de Lindsay depois do filme, pode-se dizer que foi ele quem abriu as portas para a moça, quando se fala em filmes não-infantis, uma vez que ela tinha uma carreira bem sólida em fitas para crianças. Agora ele assume As Crônicas de Spiderwick e avança pelo mundo da fantasia e faz o que Chris Weitz não conseguiu com sua Bússola de Ouro: um filme organizado, com ritmo certo e uma série de pontos positivos, capaz de entreter jovens e adultos.

Fábio Barreto: A história é totalmente familiar, mas você trouxe ninguém menos que Nick Nolte para ser o vilão. A presença dele no set foi importante principalmente para os atores jovens?
Mark Waters:
O trabalho dele foi uma das coisas mais impressionantes que já vi em minha vida. Impressionante, pois ele coloca tanta força e dedicação na voz, especialmente, que, depois das sessões de dublagem, a gente praticamente tinha que carregá-lo para fora do estúdio. Ele ficava encharcado de suor e desmontava literalmente. Ele faz com a que a gente sinta o medo de Mulgrath, que, na verdade, sabe que está morrendo e isso o deixa desesperado.

A cena com os gêmeos falhou um pouco na questão de contraste, mas o encaixe estava perfeito. Como vocês fizeram?
Mark Waters:
Achou mesmo que não ficou legal? Bom, vou rever. De qualquer maneira, usamos um programa chamado Motion Control, controle de movimento. Esse programa controla a câmera milimetricamente e registra exatamente o caminho que ela fez na primeira cena. Com isso, só precisamos pedir para o computador reproduzir perfeitamente o mesmo percurso, o resto eu deixei com o ator.

Ao contrário da tendência atual, vocês não foram para o formato "um livro, um filme". Por que essa decisão?
Mark Waters:
Foi importante ter Toni [DiTerlizzi] e Holly [Black] trabalhando conosco. Os autores estavam tão empolgados que todos compreenderam rapidamente que o objetivo aqui não era adaptar os livros, mas sim criar algo novo, a versão cinematográfica de o mundo de Arthur Spiderwick, não apenas um pedaço dele. Por isso você vê elementos de todos os livros em uma grande história - o que foi ótimo.

Os filmes de fantasia vêm numa corrida desesperada para faturar mais e muita gente se atrapalhou. Vocês tiveram esse tipo de precaução para manter Spiderwick tão pé no chão?
Mark Waters:
Nosso grande diferencial, na verdade, foi nem ter pensado nisso, para ser sincero. Tínhamos um elenco bom, uma história que, aos poucos, ficou bem amarrada e tempo. Para que pensar em acelerar o processo? Felizmente, não precisamos pensar nisso. Não havia como pensar nessa história sem essas condições. Eram tantos detalhes e conceitos para serem trabalhados que poderia ter sido um verdadeiro desastre.

E além do elenco de jovens estrelas, você também contou com Nick Nolte . A participação dele é curta, mas causou impacto, não?
Mark Waters:
Claro que ele não se vestiu de ogro e subiu pelo telhado (risos), mas teve uma influência muito intensa sim. A maior parte do trabalho foi na dublagem. Nunca vi alguém se doar tanto assim, ainda mais sendo um cara que não precisa provar nada para mais ninguém.


Quem é o colunista: Fábio M. Barreto adora escrever, não dispensa uma noitada na frente do vídeo game e é apaixonado pela filha, Ariel. Entre suas esquisitices prediletas está o fanatismo por Guerra nas Estrelas e uma medalha de ouro como Campeão Paulista Universitário de Arco e Flecha.

O que faz: Jornalista profissional há 12 anos, correspondente internacional em Los Angeles, crítico de cinema e vivendo o grande sonho de cobrir o mundo do entretenimento em Hollywood.

Pecado gastronômico: Morango com Creme de Leite! Diretamente do Olimpo!

Melhor lugar do Brasil: There´s no place like home. Onde quer que seja, nosso lar é sempre o melhor lugar.

Atualizado em 1 Dez 2011.

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