Guia da Semana

Melhores (e piores) filmes de Tim Burton

Relembre toda a filmografia do diretor, num ranking do melhor para o pior

Vem aí a exposição “O Mundo de Tim Burton”, que abre as portas no MIS no dia 3 de fevereiro de 2016. A instalação reúne peças do cineasta, que também é artista plástico e autor de um livro infantil, dos bastidores dos filmes às obras de arte não-relacionadas ao cinema. A coleção já foi exposta no MoMa (em Nova York), e em museus de Paris e Praga antes de chegar a São Paulo.

Se parte do público não vê a hora de conhecer esse “outro lado” do diretor americano, parte ainda não sabe bem se o artista merece todo esse reconhecimento – afinal, ele é um dos mais polêmicos em Hollywood, com filmes essenciais para a história do cinema e outros, bastante questionáveis. A verdade, porém, é que Burton tem muito mais filmes bons do que ruins – mas estes últimos são realmente difíceis de esquecer.  

Relembre todos os filmes de Tim Burton, do melhor para o pior, e prepare-se para a exposição mais aguardada do ano:

 

1. Batman (1989) – O Melhor


Ninguém acreditava, mas Tim Burton conseguiu fazer de Michael Keaton (com quem já trabalhara em “Os Fantasmas se Divertem”) um dos Batmans mais respeitados do cinema. Com cenários pesados e artesanais, grandes atuações de Keaton e Jack Nicholson, “Batman” trouxe aos cinemas um novo conceito para Gotham e seus personagens: mais sombrios, desesperados e insanos.

2. Batman: O Retorno (1992)

A sequência de “Batman” aumentou ainda mais o grau de insanidade em Gotham com a chegada dos vilões Pinguim (Dany DeVito) e Mulher Gato (Michelle Pfeiffer, até hoje associada à personagem). O filme é uma obra expressionista tanto quanto é um filme de herói e ajudou a dar mais credibilidade ao gênero nos cinemas.

3. Edward Mãos de Tesoura (1990)

Romântico e trágico, “Edward Mãos de Tesoura” revelou Johnny Depp ao mundo como um ator promissor e sensível. O filme é uma versão moderna de “Frankenstein”, com um protagonista criado em laboratório e dotado de lâminas no lugar dos dedos, que encontra aconchego e amor na vila ultra-conservadora da qual é vizinho, antes de ser linchado da comunidade.

4. Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (2003)

Talvez o filme mais pessoal e incomum de Tim Burton, “Peixe Grande” reúne uma série de histórias fantásticas contadas por um pai ao filho incrédulo, em seu leito de morte. O filme explora uma linguagem poética e simbólica e coloca o universo imaginário em contraste com o real, conferindo novas significações a ambos.

5. Ed Wood (1994)


Uma das influências de Tim Burton no cinema foi o cineasta considerado “O pior do mundo”, Ed Wood. Pois Wood tem uma história de vida muito interessante, meio cômica e meio trágica, e Burton fez questão de levá-la ao cinema com o tratamento devido. O resultado é uma aula de como fazer uma boa biografia.

6. Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007)

A peça teatral ganhou sua versão para os cinemas com Johnny Depp e Helena Bonham Carter nos papéis principais. Gótico, musical e sarcástico, o filme conta a história de um assassino em série que usa sua lâmina de barbear para matar suas vítimas e a confeitaria vizinha para se desfazer dos corpos, em deliciosas tortas de carne.

7. Os Fantasmas se Divertem (1988)

Beetlejuice, Beetlejuice, Beetlejuice! Num dos filmes mais nonsense de Burton, uma criatura do mundo dos mortos virá ao seu auxílio caso você diga seu nome três vezes – e sua função é “exorcizar” os vivos. O filme mostra uma família que, depois de morta, decide assustar os novos moradores da casa, mas acaba se tornando uma atração para os humanos.

8. A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1999)

Mais uma vez, Johnny Depp se alia a Tim Burton num romance gótico e cheio de mistérios. Aqui, ele é Ichabod Crane, um detetive que vai a Sleepy Hollow investigar uma série de assassinatos envolvendo o suposto aparecimento de um cavaleiro sem cabeça.

9. A Noiva Cadáver (2005)


Seguindo o estilo da animação “O Estranho Mundo de Jack” – cuja concepção foi de Burton, mas a direção ficou a cargo de Henry Selick -, “A Noiva Cadáver” conta a história de um homem vitoriano prestes a se casar, que acidentalmente pede a mão de uma noiva morta e é transportado para o seu mundo.

10. Grandes Olhos (2014)

Fugindo bastante do padrão gótico que se tornou marca de Burton, “Grandes Olhos” traz uma fotografia clara e colorida, coerente com os anos 50 e 60 no qual se passa a história. Sua protagonista é Margaret Keane, uma pintora cujo marido assumiu os créditos por seu trabalho, chantageando-a por anos até que ela finalmente criasse coragem para se emancipar.

11. Frankenweenie (2012)

O longa de 2012 é a versão final de um curta dirigido por Burton em 1984 (com atores), considerado “macabro demais” para crianças na época e engavetado pela Walt Disney. O filme, outra derivação de “Frankenstein”, conta a história de um menino que perde seu cachorro num acidente de carro. Determinado a trazê-lo de volta, ele submete o corpo do animal a experiências até que, durante uma tempestade, o cão volta à vida.

12. O Planeta dos Macacos (2001)

Com um protagonista insosso (Mark Wahlberg) e uma mocinha cliché (Estella Warren), a adaptação do romance de Pierre Boulle teve que apostar todas as suas fichas no impacto visual – cada um dos macacos foi um ator com treinamento circense, que encarou horas de maquiagem antes de cada gravação. O resultado de fato impressiona e alguns personagens, como a Ari de Helena Bonham Carter e o coronel Thade de Tim Roth, conseguem salvar o filme do desastre.

13. Marte Ataca! (1996)


Grotesco e de humor pré-adolescente, centrado na ridicularização das celebridades, “Marte Ataca!” foi inspirado numa coleção de cards, que mostravam alienígenas em situações absurdas e bélicas. Para os anos 90, até que o filme não causou tanto estranhamento, mas é difícil compará-lo a qualquer outra obra produzida antes ou depois.

14. Alice no País das Maravilhas (2010)

A adaptação de Tim Burton para a obra de Lewis Carroll dividiu opiniões. Apoiada fortemente em efeitos especiais, o longa marcou o início de uma nova fase para o diretor, que, até então, recusara-se a abrir mão do trabalho artesanal em seus filmes, mas acabou sendo obrigado a ceder por conta dos custos da construção de grandes cenários, maquiagens e acessórios. Em “Alice”, ele reimagina a história original num tempo diferente, com a protagonista mais velha e o País das Maravilhas mais agressivo. Uma sequência está sendo produzida, sem a participação de Burton.

15. Sombras da Noite (2012)

Onde ele estava com a cabeça? – pensaria qualquer fã de Burton depois de assistir ao seu projeto dos sonhos, “Sombras da Noite”. Fã da série de TV dos anos 60, o cineasta tentou recriar a atmosfera de horror e comédia que cercava o vampiro Barnabás Collins (interpretado por Johnny Depp no filme) e sua família contemporânea, mas algo saiu errado. Muito errado.

16. A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005)

Willy Wonka como uma versão barata de Michael Jackson? Oompa Loompas cantando pop e dançando feito uma boy band ruim dos anos 80, sério? Ame-o ou o odeie, o novo filme baseado no livro de Roald Dahl foi um sucesso de público, mas transformou a obra numa comédia infantil das mais estranhas.

17. As Grandes Aventuras de Pee-wee (1985) – O PIOR


Primeiro trabalho de Tim Burton nos cinemas, “As Grandes Aventuras de Pee-wee” é uma extensão da série de TV comandada por Paul Reubens, que escreveu o roteiro baseado no clássico “Ladrões de Bicicleta”, de Vittorio de Sica. O filme acompanha um homem infantil que tem sua bicicleta roubada e parte numa grande aventura para encontrá-la.

 

Atualizado em 16 Out 2015.

Por Juliana Varella
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