Guia da Semana

Speed Racer: Alucinação e Efeitos em Alta Velocidade

De Los Angeles


É chegada a hora de embarcarmos no novo delírio visual dos irmãos Wachowski. Embarcar talvez não seja o termo certo, mas sim sentar no cockpit e acelerar o imbatível Mach 5 por ruas surreais, cidades coloridas ao extremo e participar das corridas mais alucinantes que os desenhos animados já criaram. E agora é tudo no cinema! É chegada a hora de Speed Racer!

A realização parece feita sob medida para aqueles pedidos desesperados de fãs de clássicos antigos que pedem filmes fiéis e tão alucinantes (nesse caso) quanto suas versões originais. Boa parte daquela impressão de "podia ser melhor se fosse com atores de verdade" de Beowulf, por exemplo, norteia a chegada de Speed Racer aos cinemas, em 9 de junho.

O elenco é bacanudo, com Emile Hirsh (Na Natureza Selvagem) dando vida a Speed, ou Go, no original japonês, Christina Ricci (a eterna Vandinha), como Trixie, a namorada de Speed, e os veteranésimos John Goodman e Susan Sarandon, como Pops e Mãe Racer. O papel mais divertido depois do personagem principal é o do Corredor X: Matthew Fox, que recentemente anunciou ter cansado de Lost e estar de saída da série, encarna o piloto genial e misterioso que ajuda Speed. Embora o personagem título não saiba, Corredor X é muito mais do que um mero piloto e suas ligações vão além do que se imagina. Será que alguém nesse mundo não sabe qual o segredo? Bem, já que muita gente não gostou de saber o final de Eu Sou a Lenda, melhor não contar.

Ao contrário de Beowulf, que foi um filme feito para ser videogame, Speed Racer é um videogame feito para ser filme. Emile Hirsh não viu quase nenhum cenário, tudo era tela azul ou verde. Ele ficava dentro de uma réplica do acento do Mach 5 - e mais tarde do Mach 6 - e, literalmente, os técnicos e os próprios Wachowski pegavam um controle de videogame e controlavam o carro como se estivesse jogando uma partida do clássico F-Zero. Era como se os efeitos fossem feitos primeiro, aí o carro de verdade fosse pilotado por aquelas curvas impossíveis e naquela velocidade impensável.

Bom, não seria Speed Racer se não fosse assim, certo? Como todo filme-evento, essa adaptação vai gerar polêmica e sempre vai haver aquele amigo que acha tudo uma porcaria e prefere aquela versão recente que passou no Cartoon Network, ou o puritano que acha impossível superar o original. Entretanto, é mil vezes mais seguro apostar num filme em live action - mesmo que com toda essa carga de computação gráfica - do que arriscar com novas tecnologias só para ficar parecido com desenho animado. Dois formatos. Duas demandas. Um só assunto. Assim todo mundo fica feliz e, claro, a opção de ir ao cinema, ou não, continua.

De qualquer forma, Speed Racer (filmado inteiramente na Alemanha) chega às telas e mostra o garoto tentando, a todo custo, ganhar a maior corrida do mundo. Disputa, aliás, que causou a morte do irmão mais velho, Rex, anos antes. É tudo uma questão de honra, para "vingar" o irmão de modo sadio e, de quebra, salvar a oficina da família, que vai meio mal das pernas. Para fazer isso, Speed conta com seus instintos - acho que além dele só Anakin Skywalker poderia participar daquela corrida - e com os botões mirabolantes do Mach 5, um dos carros mais desejados do mundo pelos nerd tarja preta! Aliás, ele visitou São Paulo há um tempinho. Justiça seja feita: Gorducho (irmão mais novo) e Zequinha - viva o Macaco! - são fundamentais e ainda causam boas risadas!


Quem é o colunista: Fábio M. Barreto adora escrever, não dispensa uma noitada na frente do vídeo game e é apaixonado pela filha, Ariel. Entre suas esquisitices prediletas está o fanatismo por Guerra nas Estrelas e uma medalha de ouro como Campeão Paulista Universitário de Arco e Flecha.

O que faz: Jornalista profissional há 12 anos, correspondente internacional em Los Angeles, crítico de cinema e vivendo o grande sonho de cobrir o mundo do entretenimento em Hollywood.

Pecado gastronômico: Morango com Creme de Leite! Diretamente do Olimpo!

Melhor lugar do Brasil: There´s no place like home. Onde quer que seja, nosso lar é sempre o melhor lugar.

Atualizado em 6 Set 2011.

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