Guia da Semana

Armadilhas virtuais

Saiba como proteger os pequenos das perigos da internet

Foto:Getty Imagens


No Brasil a internet começou há mais de dez anos, no final da década de 1990. As crianças de hoje já nasceram em um mundo conectado e podem saber mais de tecnologia do que seus pais.

Os pequenos usam o computador na escola e em casa, já têm perfil em sites de relacionamento, trocam mensagens instantâneas e são capazes de passar horas conectados, entrando em contato com pessoas de qualquer lugar do mundo.

Segundo dados da Microsoft, o segmento de usuários que mais cresce é o de crianças em idade pré-escolar. Uma pesquisa do IBOPe mostra que 2,4 milhões de usuários têm entre 2 e 11 anos. O mesmo estudo diz que as meninas buscam jogos que simulam atividades cotidianas dos adultos e meninos procuram games de aventura.

Perigos

Wagner Sanchez, especialista em tecnologia e educação, afirma que pessoas mal intencionadas podem colocar armadilhas, como sites de jogos e brincadeiras, para pegar dados confidenciais. As crianças colocam número de telefone, nome dos pais, de amigos e da escola. Assim, esses dados podem ser usados para golpes como o do falso seqüestro. Sanchez diz já ter testemunhado um caso como este na escola que dirige.

Apesar de ser uma ferramenta de comunicação, a internet também pode atrapalhar a vida social. Caso não sejam estabelecidos horários, a criança muito tímida pode usar o computador para se esconder e criar apenas relacionamentos virtuais. Ficar muito tempo na rede pode isolar as pessoas e o hábito pode se tornar um vício.

Descobrir que a web não está sendo usada de modo saudável leva algum tempo. Por isso, pais e professores devem ficar atentos, segundo o especialista em tecnologia, "a criança diz que vai dormir, apaga as luzes do quarto e passa a madrugada na internet. Na manhã seguinte, não tem pique para ver aula ou fazer as atividades na escola".

O IBOPe apurou que 2,1 milhões de crianças entre 6 e 11 anos usam a internet e ficam conectadas cerca de 19h28min mensais. Destas, 58% acessam o Orkut.

O perigo existente na rede que mais preocupa os pais é a pedofilia. As denúncias têm aumentado e o governo até abriu uma comissão de inquérito para investigar álbuns do Orkut. 3.261 perfis suspeitos de promover a pedofilia tiveram seu sigilo quebrado e havia material criminoso em 500 destes.

Foto:Getty Imagens


Controle

Sanchez aconselha os pais a criarem um relacionamento com seus filhos baseado unicamente em confiança. Para proteger os pequenos dos riscos da internet, a dica é simples, "Nossos pais não diziam Não fale com estranhos! ? Então, é isso que você deve ensinar ao seu filho. Converse com ele e diga para não conversar com pessoas desconhecidas na internet".

Uma opção para auxiliar pais a monitorar o que os filhos vêem é o Controle Parental. Gabriel Menigatti, executivo de uma empresa especializada em segurança na internet, explica como funciona o recurso, "É uma solução que possibilita aos pais saberem o que e quando os filhos acessam a rede".

É possível o bloqueio de sites através de inteligência artificial, os pais selecionam endereços ou temas proibidos e o programa não exibe tais páginas. A ferramenta possibilita até estabelecer horário limite para navegar na rede.

Porém, o ideal é bloquear os conteúdos apenas para crianças até 9 anos, enquanto elas não têm noção daquilo que é impróprio. Depois desta época, a restrição é recomendada apenas em casos onde não há tempo para pais instruírem seus filhos sobre os conteúdos que estão internet.

Confiança

O especialista em tecnologia e educação recomenda estabelecer uma relação de troca. Até os 6 anos é mais fácil criar vínculos, portanto os pais devem tentar participar da vida de suas crianças. Uma dica é trazer alguma informação nova, por exemplo, um site divertido, e a partir daí começar a conversar sobre o assunto.

Depois de se aproximar da criança, ela vai se sentir muito mais aberta para contar o que acontece quando está navegando por sites. É fundamental ressaltar que, caso seu filho seja assediado, o ideal é entrar em contato com a polícia e a SaferNet, Central Nacional de Crimes Cibernéticos que já registrou mais de 35 mil denúncias em 2008.

Fontes:

José Calazans
Analista de Mídia
IBOPe//NetRatings

Gabriel Menegatti
Responsável pela área de tecnologia
F-Secure

Microsoft Brasil

SaferNet Brasil
www.denunciar.org.br

Wagner Sanchez
Bacharel e Mestre em Tecnologia da Informação, Especialista em Educação
Diretor Acadêmico da Faculdade e Colégio Módulo.

Atualizado em 6 Set 2011.

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