Guia da Semana

As faces da bebida

Beber é divertido e válido, mas tem de ser um ato pensado e, ironicamente, consciente



Seus avós já beberam, seus pais já beberam, seus tios já beberam. E, se você ainda não bebeu, há de fazê-lo. A bebida alcoólica é algo muito presente na nossa sociedade, praticamente uma questão sócio-cultural: não existe festa, comemoração, lançamento de livro, ou reunião entre amigos e familiares onde não haja uma cervejinha ou uma caipirinha.

E as pessoas adoram beber! Ficam mais soltas, desinibidas. Os jovens, principalmente, utilizam-se deste artifício para perder a vergonha de dançar e a insegurança perante o sexo oposto. A alegria, um dos efeitos colaterais mais "felizes", é contagiante, e faz o mundo parecer tão engraçado de uma hora para a outra. Tem gente que diz até que meninas feias ficam bonitas aos olhos bêbados, e pessoas fazem coisas que jamais fariam se estivessem sóbrias.

De fato beber é legal, mas depender disso para conseguir se divertir e fazer aquilo que queremos é complicado, e pode ser tanto um estímulo, quanto uma fuga. O álcool é uma droga, ainda que lícita, e se usado em excesso, todo mundo já sabe o que acontece. Ou você nunca tomou um porre daqueles "arrasa quarteirão" e acordou parecendo que foi atropelado por um caminhão? Ou ainda nunca cuidou daquele amigou ou daquela amiga que perdeu a mão na bebida e acabou encontrando com o dedo? Além disso, não podemos esquecer o alcoolismo, uma doença universal e preocupante.

Outra coisa a se pensar é beber e dirigir, duas coisas que não combinam tão bem quanto vodka e limão. Com a nova "Lei Seca", o que era perigoso tornou-se completamente ilegal: uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou um coquetel podem levar você a pagar quase mil reais de multa, ou até ser preso e perder a habilitação. Imagine todas essas bebidas juntas, então.

A aplicação e fiscalização desta lei, por meio de "blitz" policiais, têm mexido com a vida dos jovens. Temendo serem pegos por qualquer cheiro de bebida, eles têm procurado formas alternativas de se transportar de casa para a balada, e vice-versa. É o que faz Denis Romani, de 25 anos. "Agora, quando eu saio de carro, não bebo absolutamente nada, nem uma lata de cerveja", afirma. "E quando quero beber, peço carona, ou me viro com ônibus e metrô", completa Denis, que concorda mais com a lei antiga, que permitia certo nível de álcool no sangue, equivalente a duas latas de cerveja. "A lei é boa, por que se você não mexer no bolso, ninguém obedece. Mas acho que exageraram ao modificar o volume máximo de álcool no sangue".

Conversando com a minha família, descobri que eles partilham deste pensamento sobre a lei, comum entre os jovens. Apesar de não concordarem com bebida e direção, e se preocuparem com os filhos, sobrinhos e netos que têm carro e saem para baladas, eles mesmos sequer podem tomar um vinho ou uma cerveja no almoço de domingo se forem dirigir.

O importante, na verdade, é ter bom-senso, e saber que o álcool mexe com nosso organismo, altera nossos sentidos e reflexos. Por trás da lei - que tem de ser respeitada, mas também discutida - está uma questão maior, que é o consumo excessivo de álcool, não só por jovens, mas por todas as pessoas. A bebida é aquela típica coisa gostosa que, de tão boa e maravilhosa que é, ou parece ser, pode te sacanear ao menor descuido, e virar ao avesso (você, o copo, a lei, o carro...).

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Quem é o colunista:Fernanda Carpegiani - Uma jovem enérgica que aproveita a vida de uma forma intensa e particular.

O que faz: Jornalista apaixonada.

Pecado gastronômico: Batata Frita.

Melhor lugar do Brasil: Ubatuba - São Paulo.

Fale com ela: fecarpe@gmail.com

Atualizado em 6 Set 2011.

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