Guia da Semana

Desatento e elétrico

Veja como identificar a criança portadora do TDAH, o Transtorno de Déficit de Atenção e/ou Hiperatividade

Alguns comportamentos, até simples, podem perfeitamente mostrar se a criança tem ou não algum tipo de transtorno. É preciso muita atenção de pais e professores que, às vezes, imaginam ser somente uma distração não ser concentrado na escola, estar inquieto ou, pelo contrário, ser agitado demais. Mas estes, na verdade, são alguns dos sintomas do Transtorno de Déficit de Atenção e/ou Hiperatividade (TDAH), causado em crianças de todas as idades - e que não tem hora para se manifestar. O Guia da Semana conversou com alguns especialistas, que esclareceram como identificar se o pequeno está com esse problema e como fazer para ajudá-lo a combater.


 
Déficit de Atenção E/OU Hiperatividade?
 
O nome do transtorno já diz que a criança pode ser tanto desatenta quando elétrica ou as duas coisas ao mesmo tempo. "Ambas prejudicam o aprendizado da criança e a convivência com os coleguinhas", diz a neurologista e membro do Departamento de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia, Dra. Célia Roesler.
 
A profissional também diferencia o desatento com o hiperativo: "A criança desatenta é aquela que fica 'no mundo da lua'. Enquanto a professora fala, ela olha para a parede, perde material escolar ou agasalhos. Não consegue anotar, não se concentra na leitura de um livro, esquece o nome dos personagens. Já o hiperativo é aquele pequeno com o qual ninguém consegue conviver. Ele atrapalha a aula, fica conversando, mexe com os outros. Tem um sono agitado, se bate muito durante a noite. E nisso, não consegue aprender, não consegue nem assistir a um filme".
 
Os primeiros sintomas que os adultos precisam perceber em uma criança são: desatenção, hiperatividade e impulsividade. A professora e coordenadora pedagógica do Colégio Itatiaia, Priscila Manetta, explica que, em geral, uma criança com o transtorno é confundida com um aluno indisciplinado. Por isso, é importante que professores estejam atentos aos sintomas e que diferenciem alunos indisciplinados dos que possuem TDAH.
 
Pesquisas
 
De acordo com a Associação Brasileira de Déficit de Atenção, de 3 a 6% das crianças em todo o país são portadoras de TDAH. "Destas, 60 a 70% continuam na idade adulta. Além disso, uma criança que tem o transtorno com certeza já teve alguém na família que também precisou de algum tipo de tratamento por causa de déficit de atenção e hiperatividade", completa a Dra. Célia Roesler.
 
E as estatísticas ainda dizem que é três vezes mais frenquente o transtorno acontecer com meninos do que com meninas. "No início da infância já é possível observar alguns sinais como, por exemplo, se a criança é ativa ou inquieta, se tem dificuldade de ficar sentada na sala de aula, se não consegue esperar a sua vez. Para se ter um diagnóstico seguro, é recomendado esperar até a fase de alfabetização, por volta dos seis a sete anos, já que essas características ficam mais marcantes", alerta a professora Priscila Manetta.


   
 Ajuda e orientação
 
Os pais, principalmente, precisam da ajuda de um profissional para conseguir identificar se seu filho está ou não com o TDAH. Além disso, eles têm de ser orientados a ficar mais próximos, observar mais o comportamento da criança, acompanhar se está fazendo a lição de forma correta e até mesmo como se veste. "Já indiquei um profissional responsável quando a falta de atenção começou a prejudicar o rendimento da criança em sala de aula. Acho muito importante ter a orientação de uma pessoa adequada para cada tipo de caso", explica Priscila Manetta.
 
Além disso, o professor também tem papel de extrema importância para ajudar ao pequeno. A professora diz que o certo é colocá-lo sentado nas primeiras carteiras, para estimulá-lo a participar das aulas. "Ele [o professor] precisa estar atento à concentração do aluno e, se necessário, ler com ele as questões e ajudá-lo a compreender o contexto", completa a professora.
 
Já a neurologista Célia Roesler destaca que o diagnóstico é de extrema importância para saber se será necessária a ajuda de um profissional. "Quando a criança é levada para uma clínica séria, essa clínica vai entrar em contato com a escola e vai colaborar, saber como agir melhor com esse paciente que possui o transtorno. É preciso, querendo ou não, dar mais atenção e mais tempo para esse aluno. Eu sugiro que as famílias procurem escolas que tenham classes com menos alunos, porque a instituição não pode deixar de cobrar desses alunos o que cobram dos outros. A criança precisa de um tempo a mais para fazer as lições e as provas".
 
O Transtorno de Déficit de Atenção e/ou Hiperatividade não tem cura. "Existe um tratamento diferente para cada diagnóstico. Uso de remédios, visitas a psicólogos e até a fonoaudiologistas. Vai depender do que estiver mais comprometido no comportamento da criança. O tempo de tratamento depende de cada um, tendo casos em que ela pode até parar de tomar a medicação. Tudo vai depender do ambiente em que ela vive, de como ela se comporta, pois, como já foi dito, é um transtorno que se leva para a vida toda", finaliza da neurologista.

 Veja os principais sintomas de uma criança com TDAH:

- Desatenção
- Distração
- Falha de memória
- Hiperatividade
- Impulsividade
- Inquietação
- Desorganização
- Dificuldade de planejamento
- Dificuldade de concentração


Atualizado em 1 Dez 2011.

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