Guia da Semana

Esquizofrenia nacional

Falar uma coisa e fazer outra, além de demonstrar falta de atitude, pega super mal na sociedade

Foto: Getty Images


Desde o surgimento da sociedade, há milhares de anos antes de Cristo, é verificada a necessidade de existência de um código moral. Um dos primeiros que se tem notícia é o Código de Hamurabi. Com o passar do tempo, o ser humano desenvolveu outra habilidade: o discernimento entre executar ou não o que prega o código moral. Isto tem o nome, hoje, de ética e é ela a principal causa da esquizofrenia moral do brasileiro.

Renato Janini determinou essa nova esquizofrenia como sendo a dissociação entre aquilo que é dito (um discurso ético e moralizante) e do que é feito (na prática, difere do que foi falado). As vítimas dessa esquizofrenia que a sociedade mais conhece são os políticos, que, por terem suas imagens fortemente vinculadas à mídia, qualquer ação antiética, contrária a seu discurso, é difamada para toda a população por meio dos meios de comunicação. Porém, não são apenas eles os culpados: pesquisas revelam que pelo menos 89% da população admite ter cometido ao menos um ato ilícito, desde furtos até o estacionamento em filas duplas.

Segundo Jeremy Bentham e John Stuart, a única forma de julgar nossos atos é medindo suas consequências. Portanto, ao avaliar os efeitos das ações antiéticas, ficam claros os efeitos catastróficos que estes podem gerar. A esquizofrenia por parte dos políticos, por exemplo, resulta no descrédito de leis, das instituições e do caráter individual das pessoas e de seus líderes. Fatos que afetam as relações estado-sociedade, gerando um ambiente caótico nas práticas cotidianas, desde a desorganização social até riscos de segurança pública.

Portanto, hoje, é essencial avaliar as consequências das ações, principalmente dos líderes, para que a sociedade continue a operar organizadamente. A temperança, já dita por Aristóteles, como uma das principais virtudes existentes, é necessária para evitar a esquizofrenia moral da sociedade.

Leia as colunas anteriores de Gabi Diehl:

A bluma - continuação

A bluma


Quem é a colunista: Adolescente, estudante, autora do livro as Bruxas de Westfield e bookaholic assumida.

O que faz: Escrevo contos e livros quando não estou estudando para as provas do terceiro colegial.

Pecado gastronômico: Chocolate, de preferência, meio amargo.

Melhor lugar do mundo: Praia.

O que está ouvindo no carro, rádio, mp3: Switchfoot, Katy Perry, The Kooks, Oasis e Capital Inicial.

Fale com ela: contato@gabrieladiehl.com.br, ou siga seu Twitter, site e Facebook.
 

 


 

Atualizado em 1 Dez 2011.

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