Guia da Semana

Gamer profissional

Os cyberatletas desenvolvem suas habilidades e transformam a paixão por games numa profissão

Esportes virtuais viram mania
Foto: Photocase

Segundo o dicionário Aurélio, esporte é o conjunto dos exercícios físicos praticados com método, individualmente ou em equipe. Se ao ler a definição você logo se lembra daquelas atividades que mexem o corpo todo e te fazem suar exaustivamente, esqueça. Assim como os exercícios nas academias estão cada vez mais direcionados para trabalhar uma área específica do corpo, está surgindo uma modalidade de esporte típica do século XXI, que trabalha apenas os movimentos das mãos, mais especificamente dos dedos que operam o joystick. Trata-se do e-sport.

O que antes era apenas diversão e rendia, no máximo, uma competição entre amigos na sala de casa, agora conecta milhares de jogadores ao redor do mundo e é tema de jogos pan-americanos e mundiais. Campeonatos como o Eletronic Sports World Cup e a World Cyber Games dão prêmios em dinheiro e fazem muitos jovens sonharem com uma nova profissão: a de cyberatleta.

Hélio: cyberatleta
Foto: arquivo pessoal
A rotina destes jogadores não é muito diferente da de um atleta convencional, exige horas de treino e concentração antes de uma competição. A diferença é que restrições alimentares e um bom preparo físico não estão entre as prerrogativas. O cyberatleta Hélio Ricardo Domingues Filho conta como é seu dia-a-dia: "Temos treinos de fundamentos, treinos táticos e alguns treinos práticos. São cerca de 5 horas por dia em frente ao computador ou até mais em época de campeonatos".

Hélio joga Counter Strike, um popular jogo de tiro, mas games de corrida, futebol e estratégia também fazem parte dos torneios. Assim como em algumas modalidades esportivas, os e-sports também podem ser praticados em equipe: "Como nem sempre o pessoal do time é da mesma cidade, os treinos acabam sendo pela internet. É o que a maioria dos times hoje em dia fazem", explica o cyberatleta.

Counter Strike
Imagem: hitmangames.de
Além dos prêmios de encher os olhos (no ano passado, o ESWC pagou US$ 52 mil e a WCG distribuiu mais de US$ 450 mil aos vencedores de cada modalidade), os jogadores viajam o mundo para competir, patrocinados por grandes empresas como Intel e Microsoft. Mas não pense que basta ser fera em videogames. Na verdade, esses privilégios são para poucos jogadores, pois, no Brasil, o incentivo ainda é muito pequeno.

Patrocinado por uma lan house de Brasília, Hélio já participou de campeonatos pela internet, de eliminatórias para a WCG e de torneio regionais, mas reclama das premiações que, geralmente, são pequenas quantias em dinheiro ou equipamentos: "Existem muitos times e jogadores que são realmente muito bons, mas não tem condições de ir pra fora do país jogar", diz Hélio.

Por mais amador que seja, qualquer jogador sonha em ganhar a vida praticando seu game favorito. Entretanto, esta é uma realidade para poucos. A dificuldade para conseguir patrocínio e até mesmo a mudança de interesses que vem com a maturidade faz com que os cyberatletas encerrem sua carreira por volta dos 25 anos.

Apesar do tempo curto de profissão, tudo indica que o e-sport veio para ficar, basta reparar na quantidade de games que é lançada a cada dia. Se depender dos adolescentes, acostumados a passar horas no computador, atletas não faltarão. Hélio dá a dica para quem quer se tornar jogador profissional: "Treinar, treinar e treinar. Mas lembrando que a vida não é só isso, jogar é muito bom, desde que não interfira e, às vezes, até acabe com a sua vida social".

Atualizado em 6 Set 2011.

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